terça-feira, 15 de novembro de 2016

PROVA DO ENEM DE FILOSOFIA - CONFERE?

Não vi a prova ainda.Verei ela em detalhes nesta semana com nossos alunos, mas pelo que tem sido posto aqui tudo leva para o tema do plano de estudos e diz objetivos da disciplina. Os pré-socráticos são na minha compreensão uma espécie de alfabetização filosófica básica pela sua diversidade e também pelas questões fundamentais que apresentam. Não tinha está percepção de que eles são levados tão a sério no Brasil, mas se de fato são, isto é, para mim, um ótimo sinal. Leciono eles no primeiro ano do ensino médio. Há para min também certa necessidade sim de apresentar certa conexão entre Schopenhauer e Nietzche no terceiro ano e neste ano também leciono eles como introdução à filosofia contemporânea e em especial ao existencialismo e a esta miríade chamada filosofia continental. Me perguntou se não foi posta nenhuma questão sobre os modernos e sobre a filosofia analítica, além disto, se não foram colocadas questões éticas e políticas. Por fim, me preocupa o que apontam aqui: a linguagem ou as interpretações ou mesmo comentadores e conceitos usados não precisam ser nebulosos e nem tão complexos assim, seja feita a prova com abordagem clara e uma linguagem mais adequada. Aliás, creio que é um desserviço conceber questões de forma tortuosa ou de de pega ratão também. A construção da prova do meu ver continua dando a deixa para o debate que precisa ser superado entre nós de ensino de história da filosofia versus ensino temático. Isso precisa ser superado e já o foi nos didáticos oferecidos pelo FNDE. Se lecionamos filosofia por três anos é do organizar o conteúdo melhor e fazer as devidas tabelas e intersecções com as demais disciplinas em especial a história. Um currículo comum construído coletivamente pode superar isto. E salva-se a filosofia, a formação em filosofia, a produção e a divulgação, bem como, o debate de idéias neste país.

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