terça-feira, 12 de agosto de 2014

ROBIN WILLIAMS, A DEPRESSÃO E AS DROGAS

Tico Santa Cruz em uma postagem sobre esta morte trágica de Robin Williams toca no ponto que eu já havia comentado em parte em outra postagem. A morte de Robin Williams é mais um golpe triste do que me parece ser uma forma de depressão comum entre artistas e pessoas cujo centro de suas vidas são atividades criativas e que lidam com  fortes emoções e isso quase invencível e que gera muitas vítimas neste mundo. É lamentável isso, mas mostra que a questão não é somente certa submissão às drogas ou uma derrota do amor à vida, mas sim esta doença quase invisível chamada depressão que comumente e frequentemente leva às drogas e ao suicídio. O que chamamos de “drogas” ai é um conjunto bem amplo, o que inclui ai cigarros, alcool e todas as outras drogas legais e ilegais.

Precisamos levar muito mais a sério a questão da saúde mental e do sofrimento psíquico e compreender melhor este tema com mais precisão também. Algumas pessoas pensam erroneamente que tirando as "drogas" resolvem o problema e que basta se adaptar à uma nova condição sem o uso delas que fica resolvido, mas não é tão simples assim e é um erro considerar isto desta forma, porque o que realmente precisa ser tratado não é somente a dependência química, mas também a condição psíquica e o sofrimento psíquico que leva a isso. Não sou especialista neste assunto – e quero frisar isto aqui como uma indicação  de que estou dando também uma opinião e que neste caso é bom, razoável e recomendado, sustar a aplicação de  clichês e os exercícios de interpretação e procurar  e auxiliar estas pessoas a aceitarem ajuda de um profissional, de um especialista. E também não sou nem médico, nem psiquiatra e muito menos um psicólogo, mas creio que esta é a questão chave: aprendermos socialmente e individualmente a tratar a depressão e a hipersensibilidade de algumas pessoas que vistas mais de perto são muito especiais e extraordinárias como Robin Williams e muitos outros que eu conheci e que se foram também de uma forma precoce, trágica e sofrida.


O mundo pode ser bem melhor se encararmos as necessidades destes seres humanos que tem esta condição sensível e propensão depressiva como uma marca em suas personalidades e escolhas. Apoiá-los, ajudá-los e carregá-los com cuidado e um impulso sincero de proteção pode ajudar eles a aceitar esta condição frágil e superar isto com calma e sem conflitos desnecessários ou secundários sobre autonomia, concepção ou forma de vida.    

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