sexta-feira, 24 de outubro de 2014

SARTORI É O ZÉ BIGORNA - UMA PROMESSA DE HERÓI SEM HEROÍSMO ALGUM

Antes que mais alguém me pergunte o que eu achei do debate eu respondo que foi o que a casa ofereceu para nós.

Eu gostaria mesmo que o candidato do PMDB fosse melhor. Que ele assumisse a longa tradição do PMDB no Brasil e no estado da qual ele faz parte. No Brasil, o PMDB governa em coligação praticamente desde a posse de Sarney, depois com Collor, depois com Itamar, com FHC e com Lula e Dilma, figurando sempre com sua grande bancada no Congresso Nacional como partido de sustentação dos governos e tendo cadeira cativa e força de pressão legitimamente adquirida em qualquer negociação política neste país. No Rio Grande do Sul, em todas as décadas últimas quatro décads eles governaram, só não governaram nos períodos e mandatos de Collares e do Olívio e agora do Tarso.

E tenham, aqueles que me lêem,  a mais precisa certeza que José Ivo Sartori estava lá para dar ou não dar respostas, como secretário, deputado, prefeito e dirigente do "meu PMDB". Assim, deveria ter respostas e explicações do seu PMDB à todos os desafios que ele diz que Tarso não resolveu e não poderia fazer nenhuma questão tripudiando como o custo da dívida pública que o governo dele e do Britto renegociou com FHC, o desequilíbrio no pacto federativo do que o PMDB dele é fiador, a acusada por ele excessiva centralização de recursos no governo federal do qual ele também pé tributário e responsável político e é tão ridículo o discurso dele neste e em outros temas porque ele parece fazer de conta que não teve nenhum ministro do PMDB durante todo este período, ou que o PMDB dele não presidiu o Congresso por N vezes durante todo este período com grande influencia na pauta nacional e nas votações e proposições políticas que tramitam no congresso.

Eu repito aqui o que penso mais uma vez que o discurso dele é uma estultície e uma brincadeira de faz de conta e esconde-esconde de muito mau gosto e deseducativo para o povo e para a democracia, porque tava bem na hora de acabar este tipo de debate ou joguinho de espertezas e malandragens nas eleições gaúchas. Caiu a máscara ao longo desta semana do “Meu Partido é o Rio Grande” e apareceu o velho partido que na prática cria obstáculos, abusa da boa vontade do povo e debocha dos adversários, se julgando invencível e desrespeita o juízo e o conhecimento do eleitor e os professores e fica se fazendo de vítima, quando na verdade não assume nenhuma responsabilidade sobre o seu passado e o seu próprio enredo e a própria trama em que está enredado. Qualquer semelhança com o governo atual do PSDB/PMDB em São Leopoldo não é mera coincidência, porque para eles a culpa sempre é dos outros. Pode ser que algum eleitor desavisado, incauto e novato pegue gosto e ache interessante a exibição dessa expertise, desse malabarismo e dessas esquivas, mas para quem acompanha a política gaúcha pelo menos desde os anos 70 isso, como vi um grande militante dizer, é mais velho e mais ultrapassado do que o PL, que de liberal não tinha nada. Ou seja, o candidato não é o que parece, nem tem as qualidades que esconde. Não pode mesmo haver uma proposta tão boa para os gaúchos escondida no bolso interno do casaco.

Sartori parece mesmo o Zé Bigorna - uma velha personagem da literatura - que se ufana do que não é, se ufana do que não foi e não fez e faz de conta que é isso mesmo e que já tá bom demais. Ou seja, é a típica celebridade vazia de conteúdo, vazia de proposta que ocupa um espaço por assim dizer por certo acidente do destino e da própria sorte. Tarso honrou sua tradição, honrou seu partido e correligionários sua história e seu longo esforço pessoal e trabalho político sendo preciso e claro em suas posições e que, ao contrário o Sr. Sartori segue no seu modelo retórico e falacioso, pois no debate de hoje continuou dizendo que o outro não cumpre e que ele não tem compromissos, mas propostas, as quais são tão importantes e decisivas que ele não as apresenta. Mantenho minha opinião que este PMDB gaúcho anda apequenado. E isso me é tão claro pelos fatos, pelos atos, pelos gatos e ratos que eu conheço desta velha ninhada.

Enfim, com um tom mais pessoal e para mostrar que a luta é mesmo árdua contra este tipo de política e certo tipo de conduta e concepção política em que é comum ser herói sem heroísmo algum. Cuja lógica do deboche e da ameaça, do desrespeito e da vilania sempre anda presente para nos lembrar de onde vem e porque vem. Não adianta nenhum militante ou quadro médio passar por mim na rua me reconhecer e não cumprimentar em plena Porto Alegre ontem e me assoprar de passagem que vai acabar comigo, fiquei penando no que me foi assoprado e sorri no meu velho rumo, pois não adianta ameaçar porque não vai mesmo. Algumas pretensões como essa, esquecem que não sou o tipo de pessoa que anda só neste mundo ou que cuida somente de si e de seus pequenos interesses.


Certa feita disse para alguém que me ameaçou: não tem problema nenhum meu caro, confio e tenho a mais absoluta certeza de que sou só mais um soldado nesta trincheira, mas sei que atrás de mim tem mais, muito mais e que nenhum deles irá descansar ou mesmo sossegar enquanto não reparar e não restituir ao seu devido lugar a dignidade da verdade, o sentido do bem comum e a justiça social!

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