terça-feira, 12 de novembro de 2013

SOBRE O COMPLEXO DE VIRA-LATAS DO BRASILEIRO

Em março deste ano eu estava mesmo pensando sobre a questão geral do complexo de Vira Latas do Povo Brasileiro e do Brasil por conta da forma como tudo é tratado e recebido por quase todos quando se refere ao Brasil e a como as cosias são no Brasil. Isso começou em sala de aula com uma discussão sobre a Copa do Mundo no Brasil, passou pela expressão do Lula de que “vencemos o complexo de vira latas” que foi muito mal recebida, e passou também por uma discussão de uma postagem de um amigo sobre o meu texto “Frank Sinatra e o Destino” no facebook. Enfim, isso também foi coroado à época quando assisti um documentário “olha que coisa mais linda” sobre a bossa nova. Depois disso, é bom lembrar, ocorreram as manifestações de junho de 2013 que agitaram o país de 15 de junho a aproximadamente 10 de agosto em todas as capitais e grandes cidades. Ocorreu também a vitória com espetáculo e justiça da Seleção Brasileira na Copa das Confederações. E o ano seguiu com a pauta da Reforma Política a qual a meu ver responderia a esta crise de representação que ficou flagrante com as manifestações. Além disso, várias pautas estão mais vivas hoje. O tema dos vandalismos, Black blocs e etc, também anda. E há crises de gestão claras em São Paulo, com o escândalo do Metrô do PSDB  e no Rio de Janeiro, com o desaparecimento de um operário chamado Amarildo, com a violência policial, greves de professores e o governo Cabral praticamente encurralado. O governo federal foi desafiado e respondeu na saúde com o Mais Médicos que deu no que deu, gerou um grande debate sobre a forma como os médicos brasileiros olham para o povo e olham para sua reserva de mercado. Alguns governos estaduais implementam políticas para baratear os custos de transportes e a agenda inteira anda de lá para cá bem agitada. Daí porque, agora, em novembro, não resisti e retomei este desafio do tema geral e me coloquei a escrever mais um pouco sobre ele.

            Tudo começou em uma aula do Seminário Integrado da turma 3N2 da  Escola Estadual Olindo Flores da Silva, em São Leopoldo, em que um grupo escolheu a tarefa de produzir alguma forma de conhecimento sobre a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. É uma turma que eu peguei andando já tendo em vista que acabei substituindo a professora de seminário deles. O fato é que a abordagem inicial de alguns membros do grupo estava fixa na contraposição ou comparação entre o Brasil fazer copa do mundo e olimpíadas e não ter um excelente sistema de saúde. O grupo, por outro lado, não evoluía com produção e resultados, para afinal tratar da Copa do Mundo propriamente dita ou, então, mudar para outro enfoque que pode ser do tipo as condições do sistema de saúde brasileiro. Ficávamos ali, durante um tempo, eu o orientador formal geral olhando aquele rame-rame e eles repetindo a ladainha já conhecida e amplamente divulgada por ai.

            Algumas aulas antes eu havia sinalizado com uma conjunto de razões o que o Brasil ganha com a Copa do Mundo, em investimentos, em estádios que serão certamente freqüentados pelo povo, em turismo, hotelaria, transporte e consumo, em empregos de diversas categorias e, também, em infra-estrutura. Lembrei aos alunos que tudo fica para ser usado após a copa e que os empregos são oportunidades – ainda que temporárias, mas importantes - para muitos jovens e para aqueles que estão se preparando para tudo isso. Houve discussão também sobre o tema geral da segurança e as exigências da FIFA e etc. Eu perguntei para eles no que eles estavam se preparando para a copa. Perguntei  se eles tinham algum plano ou ambição e, se eles, por um acaso, já pararam para pensar e se estavam vislumbrando alguma perspectiva positiva para eles mesmos. Perguntei se eles já estavam estudando outras línguas e etc. Eles ficaram me olhando meio boquiabertos e arregalaram os olhos. Aquele reflexo da descoberta.

            Mas estes dias veio à carga de novo a questão da saúde. Eu acho esta uma das maiores questões que nós podemos discutir mesmo em sala de aula e em qualquer espaço de discussão. Junto com a educação e a segurança – eu posso perguntar, concordando com as críticas ao estado brasileiro, concordando que a gestão tem problemas em todos os níveis, concordando que faltam recursos, concordando que falta médico e investigando porque – olha os médicos cubanos ai gente - mesmo assim, posso e devo perguntar: mas o que o povo brasileiro tem feito pela saúde mesmo? Posso perguntar se o povo – e me incluo nisto - tem parado de fumar, se o povo tem parado de beber, se a alimentação deste povo é saudável, se os hábitos e atividades são saudáveis, e etc. É uma lista grande de perguntas que inclui, também, várias outras dirigidas aos portadores de doenças crônicas, aos portadores de carteiras de motorista que dirigem de forma imprudente cronicamente e – mais – etc. Por mais que eu pense nisto como um viés da questão, acho que chegamos ao momento de começar a responder mais e melhor estas perguntas. Não pergunto estas coisas para eximir, diminuir e esconder as grandes responsabilidades dos governantes, mas para lembrar a nossa grande responsabilidade neste assunto da saúde pública. Porque eu nem gostaria de mandar você leitor investigar que está em fila de hospital ou quem está investigado para saber que não há dinheiro que resolva a saúde pública brasileira enquanto estas perguntas ali atrás continuarem sendo respondidas negativamente por nós mesmos. E isto vale também para a educação e a segurança pública. Nem vou citar a grande lista de problemas e perguntas que precisam ser respondidas pelos meus concidadãos e concidadãs de forma positiva para que a educação brasileira de um grande passo para o futuro e para que a segurança pública volte a ter atenção correta de todos.     

            Agora vou tratar do exemplo do amigo Bado no Facebook que resumidamente disse que se a família de Frank Sinatra tivesse emigrado para o Brasil, o destino de Frank seria outro. Eu disse para ele então que o que você indiretamente toca ai é também no complexo de vira latas, agora encenado de outra forma. Primeiro, a gente não sabe o que seria se Sinatra tivesse sido criado no Brasil ou em alguma colônia italiana na serra gaúcha. Isso não aconteceu. Segundo, o destino vale para todos e ele não é somente afetado por para onde você vai ou como você vai. Parte dele depende do que você é e dos talentos que você desenvolve. E uma outra parcela depende do seu meio e das relações que você estabelece com ele, os conselhos que você segue ou não e os estímulos que recebe. Discordo de você. Penso que o teu conceito de destino ai - a sorte de ir para os EUA - é somente mais um reflexo de um complexo que o Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira lata do brasileiro. Poderia ser muito diferente com Sinatra, mas não há nada que me diga ou convença de que ele não seria um grande cantor mesmo que tivesse nascido na serra gaúcha.

            Que bom que o exemplo matinal deste complexo de vira lata, veio com Frank Sinatra que provavelmente é o maior cantor mesmo da história da música...toda vez que eu escuto ele fico virando a cabeça como um cachorro pra um lado e para o outro tentando entender como ele faz aquelas coisas maravilhosas com a voz...mas devo confessar que outro é o nosso João Gilberto...ou você não sabe disso?

            Claro que há aí um desejo negativo inconfesso de que isso não seja possível e ai aparece aquela outra praga que o Érico Veríssimo - se não estou enganado - chamava de espírito de caranguejos na cesta de vime. Que para ele era típico do RS, tá todo mundo no fundo do cesto e em qualquer hipótese de um caranguejo poder sair os demais o impedem de fazê-lo.

            Nelson Rodrigues escreveu sobre o complexo de vira-latas  e disse assim:
           

“por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”

“o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”

            “por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”

            “o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”

Lula fala do Complexo de vira-latas e do Brasil grande: “O Brasil está vivendo um momento especial, venceu o complexo de vira-latas, virou gente grande e tem que ser mais ousado em sua política externa. O país deveria estar no G7, pois já é a sexta economia do mundo. Não está porque o G7 é uma confraria. O Brasil precisa disputar em todas as partes do mundo. Tem que ir entrando e conquistando espaço. Precisamos oferecer à África e à América Latina uma perspectiva não-colonizadora. Para isso, temos que ajudar a financiar as economias menores. Se não fizermos, os chineses, os americanos e os europeus o farão”

Lula também disse que o Brasil conquistou seu lugar no mundo com uma política internacional “que não precisa pedir licença a ninguém”. Ele ressaltou as importantes conquistas de cargos internacionais que tivemos nos últimos anos com a escolha de candidatos brasileiros para a direção da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ao criticar um suposto pessimismo da imprensa, Lula afirmou que "se um investidor estrangeiro chegar de Londres no Brasil e ler o Estadão, O Globo, a Veja, a Época, ele vai embora correndo!". "Parece que o País acabou!", exclamou.

Lula também disse que se pergunta "como é um grande editor de um jornal desse País, daqueles que sabem tudo, aquele cara porreta, como é que ele compreende a geração de 22 milhões de empregos nos anos que tem mais desemprego no mundo".??? - duvido que no fundo ele não compreende isso...

Por fim, Lula também pode dizer muito mais “Eu acho um absurdo que determinados setores da comunicação do Brasil estejam exilados no Brasil. Eles não estão compreendendo o que está acontecendo no País”, disse o ex-presidente..

            Mas vou citar a palavra da Dilma aqui:
            “Acho que nós somos umas das vozes que se erguem no que se refere a dar ao mundo uma alternativa que não seja à desesperança e inexistência de perspectiva. Ao contrário de muitos segmentos no País que fazem o papel de pessimistas sistemáticos, a visão que se tem no País é muito mais realista, porque se percebe o imenso potencial que se tem”,
            disse a presidente em evento que tinha como temática a geopolítica e a posição brasileira no cenário internacional ocorrido em Porto Alegre.
            Segundo Dilma, uma das críticas prediletas contra seu governo tem sido sobre uma suposta fragilidade da Petrobras, enquanto os números sugeririam o oposto. “Um dos pratos prediletos a críticas tem sido a fragilidade da Petrobras. E aí é extraordinário que a Petrobras, há três dias, tenha captado R$ 11 bilhões. Hoje houve um leilão de blocos de petróleo e foram arrecadados R$ 2,8 bilhões”, disse.

            A presidente rebateu ainda críticas sobre a infra-estrutura do Brasil para receber a Copa do Mundo de 2014. “Diziam que os estádios não iam ficar prontos e temos cinco estádios prontos para a Copa das Confederações. Todos os estádios vão aparecer, todos os aeroportos, todas as obras previstas para a Copa do Mundo”, disse.
            Em uma avaliação sobre a estratégia externa do Brasil, Dilma atribuiu a vitória de Roberto Azevêdo para presidir a Organização Mundial do Comércio (OMC) à política multilateral desenvolvida pelo ex-presidente Lula durante os oito anos em que governou o Brasil.
           
            “Roberto Azevêdo foi eleito pelos países emergentes, pela América do Sul, pelos países africanos, países asiáticos, países da América Central e foi eleito por países em desenvolvimento. Isso mostra claramente a estratégia que levou o Brasil a ter uma presença no mundo. Não foi um terceiro-mundismo, porque não se trata disso, mas uma estratégia de multilateralismo”, afirmou

            Além disso, na Inauguração do Estádio Mané Garrincha, em 20 de maio último, ela aproveitou para prosseguir nesta prosa sobre o complexo de vira-latas e o derrotismo local.
           
            Cito aqui parte da matéria da Agência Reuters “O nome do ex-jogador chegou a gerar polêmicas com a Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, que queria se referir à nova arena somente como Estádio Nacional durante a Copa das Confederações e o Mundial do ano que vem.
           
            "Esta homenagem é merecida e feita na capital federal do nosso país, Brasília. É a homenagem a um atleta brasileiro que era um gênio na arte do futebol, um grande improvisador", disse a presidente antes de citar outro personagem histórico do futebol brasileiro, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues e sua famosa expressão "complexo de vira-lata".
           
            "(Garrincha) tinha na imensa capacidade de jogar futebol sua arma para demonstrar para o mundo e para o Brasil aquilo que o nosso grande cronista esportivo Nelson Rodrigues disse que era algo que o Brasil tinha que superar, que era o complexo de vira-lata."

            Como fez em outros momentos de seu governo, como quando anunciou a desoneração da cesta básica e a redução nas tarifas de conta de luz, Dilma criticou os "pessimistas de plantão, que dizem sempre que não somos capazes".
            "Nós temos superado de forma bastante radical essa atitude diante da vida nacional. Da vida política, da vida econômica, da vida social do nosso pais." (fim da citação da Reuters.)

            Discordo das abordagens que resumem o lugar aonde eu quero chegar com este debate como sendo o da defesa absoluta e inconteste do PT contra o PSDB ou coisa que lhe chegue próxima. E não tem nada de maniqueísmo nisto. Alguns estão construindo de novo esta ideologia do vira-lata de forma inconsciente e outros fazem a mesma coisa também de forma intencional, na busca de dividendos políticos e de diminuendos programáticos. Toda vez que há a possibilidade de uma certa emancipação ou consolidação de conquistas da classe trabalhadora e do povo no Brasil acontece exatamente isto: os partidos de direita e aqueles que não estão no poder fazem a mesma ladainha de sempre aquele discurso da terra arrasada, da desgraceira, do desespero e do que está tudo perdido. E este discurso às vezes gera situações favoráveis para eles reconquistarem o poder perdido, o que é o único objetivo deles.

            Aqui em São Leopoldo, por exemplo, com a ajuda do senso comum de alguns foi feito exatamente isto e o resultado já está ai para vermos: um governo do PSDB e PMDB completamente inoperante e inábil, com amplo desacordo interno e conflito de interesses que bloqueia a resolução de conflitos e problemas, ao mesmo tempo, que desativa quase todas as obras e projetos que dependem da máquina pública. A redução do horário de atendimento ao público e do orçamento municipal é um sintoma disto.    

            Parece que eles no fundo querem que este pais sempre seja dependente e submisso ou, que para se manterem como únicas alternativas, querem que o povo pense assim indefinidamente. É uma ideologia perversa que rebaixa a auto-estima dos brasileiros e que fazendo isso sempre acaba botando a  culpa dos problemas do Brasil no seu próprio povo e não na elite ou nas elites. É como Raimundo Faoro caracterizava a ideologia dos Donos do Poder, classe superior e dirigente que na hora H nunca era a responsável por nada do que ocorria e que tratava de editar o passado com certidão à limpo e registro cartorial atualizado. Sempre são eles os únicos responsáveis pelo progresso a muito custo obtido e quando ocorrem atrasos a culpa é do Zé povinho.

            É uma ideologia do derrotismo e eles lêem o que eu escrevo aqui e o que outros escrevem aqui e ali e ficam julgando a gente de ufanista. Já fizeram isso antes e trouxeram péssimos resultados para o nosso pais e o nosso povo. E agora começaram a fazer a mesma coisa sistematicamente de novo. Às vezes eu imagino que eles são os únicos que não se dão mal em cenário algum, pois independem da democracia para tratar das suas questões e quanto menos estado o Brasil possuir, melhor para eles, menos regulamentadas ficam as cosias que impedem a supremacia escancarada dos seus interesses na sociedade brasileira.

            E a comparação com o discurso da UDN dos anos 50, a comparação com o Lacerdismo que nos carregou para uma ditadura militar, contra Getúlio, contra Juscelino, contra Jango, contra Brizola e etc, é notória.

            Eu ao contrário admiro a sociedade americana em diversos aspectos e não é esta a questão. Mas tenho muito mais admiração pelo povo brasileiro que não foi colônia inglesa, mas que sustentou às turras com ouro e atraso econômico o império inglês via Portugal no séculos XVII e XVIII...como demonstrou muito bem Eduardo Galeano no já Clássico As Veias Abertas da América Latina.

            Ao assistir o maravilhoso documentário sobre a Bossa Nova percebi  que devo pensar e escrever sobre isto mais ainda. Assim como percebi na aula do seminário que quando falei sobre este COMPLEXO no que toca a Copa do Mundo ou as Olimpíadas no Brasil os alunos se deram conta de outra dimensão das coisas. Perguntei para eles se eles tinham pensado em estudar inglês ou se prepararem para de repente trabalhar na Copa Ddo Mundo? Perguntei se os estádios novos são os estádios que eles freqüentam e se mais segurança e melhores condições nos estádios interessava ou não ao povo brasileiro? Não perguntei se interessava a quem não ia aos estádios ou quem não gosta de futebol, é claro. Falei, enfim, também sobre o fato de que alguns brasileiros ficam procurando razões para não ser...ou justificativas para não ser...dando azo a um discurso depressivo que só mantém as pessoas reclamando do presente e não creditando que um futuro melhor pode ser construído.

            Numa boa, eu disse aos meus alunos, esta onda ideológica tem propósito e endereço certo....e eu sei que isso não será bom para o povo, como já não tem sido aqui em São Leopoldo. Não dá para usar este exemplo da copa do mundo pensando em tudo isso, mas dá para a gente pensar mais sobre o Brasil e este co0mplexo de vira-latas que precisa ser superado sim.

            Entendo que é assim com este tipo de pensamento que a canalha vai tentar voltar a entregar o Brasil de novo e atrasar o nosso maravilhoso destino...ou alguém acredita que a Ditadura Militar nos salvou do grande mal?....como aqueles tíbios ousam em falar...ao contrário foi um atraso....basta ler a pauta das reformas de base que o Jango propôs e estava construindo...aquilo seria algo fantástico se tivesse acontecido cara....e não tem nada de comunismo ou socialismo naquilo...aquilo é tão comunista quanto o governo Obama propor um sistema público de saúde para os EUA ou propor o desarmamento....ora essa...

OS VERDADEIROS COMEDORES DE CRIANCINHAS E TORTURADORES É QUE GOSTAM DESTE COMPLEXO DE VIRA-LATAS E SE COMPORTAM COMO CARANGUEJOS.....

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