quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PERVERSIDADE, A BANALIDADE DO MAL E OS ANÕES MORAIS

Comentário de Renato Lins sobre a responsabilidade e perversidade de Joaquim Barbosa - Presidente do STF:

"Joaquim Barbosa pediu ao IML para que avaliasse na tarde desta terça o estado de saúde de José Genoíno. O laudo, adiantado pela Folha de São Paulo, aponta que Genoino "é paciente com doença grave"...a cada minuto que passa, a responsabilidade de Joaquim Barbosa sobre a vida de Genoíno aumenta...seu comportamento neste final de semana, aprisionando um homem gravemente doente em um regime de prisão (fechado) ao qual ele não estava condenado, foi um ato deliberadamente sádico e ele (Barbosa) precisa responder criminalmente por isso."

Por Renato Lins

Meu comentário sobre isso:

A ação do Joaquim Barbosa me lembra muito o tipo de perversidade e responsabilidade que é antitética à tese da banalidade do mal de Hannah Arendt. Lembre-se que a banalidade do mal envolvia a recusa ao pensamento e a recusa a desobediência a uma ordem superior, por um burocrata que cumpre ordens. Não se trata aqui da execução da lei, nem de um mandato superior. Não se trata aqui de um burocrata, mas sim de um autocrata absolutamente responsável pelo seus atos, pelo modo como age e pelos objetivos da ação. É tudo absolutamente deliberado por ele, contar seus pares, numa ação monocrática. Para exemplificar a perversidade ai e o tipo de desumanidade presente nesta deliberação, poderia se fazer um paralelo com os psicopatas, que demonstram total ausência de empatia e humanidade pelo próximo ou por seus semelhantes. Um psicopata como a literatura trata tem ausência completa de sentimentos de piedade ou escrúpulos, rege-se pro uma anomia e uma ausência de escrúpulos que o mais das vezes se guia por sua vaidade e busca uma plena sensação de onipotência e impunidade. E para isto acontecer assim é preciso a omissão de outros, pois não é que à sua volta encontramos OS ANÕES MORAIS...FHC por exemplo ao se expressar sobre a prisão faz vistas grossas sobre si mesmo. Um anão moral com uma pseudo-moral tratando de moralidade pública.


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