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terça-feira, 15 de novembro de 2016

GOLPISTAS, USURPADORES, ARBITRÁRIOS E INESCRUPULOSOS

Perderam completamente a imparcialidade e o equilíbrio necessário. Topam qualquer negócio para conquistar o poder, manter o poder e impor poder. Perderam o senso de limites e estão caindo no ridículo de avançar completamente no arbítrio no exercício do poder. Um governo usurpador e um judiciário ensimesmado, conivente e francamente elitista, com uma imprensa sem escrúpulos estão jogando o Brasil nas trevas.

MEC COMPLETAMENTE PERDIDO COM O ENEM

Aliás, MEC, IPEA e Governo Golpista. Não conseguem reorganizar uma prova em outros locais. Isso é muita incompetência mesmo. Que pouca vergonha. E quem não tem competência para isto quer reorganizar e reformar todo o ensino médio? Perderam completamente o senso crítico e a noção. É muito ridículo mesmo nosso país e a educação brasileira estar na mão desta corja.

SOBRE A REFLEXÃO CRÍTICA E CERTA REFLEXÃO CRÍTICA (03/10/2016)

Eu gosto muito de ver reflexões sendo postas na internet e no facebook, creio que elas geram sempre reflexão, nem sempre entendimento e muitas vezes alguns desentendimentos, mas fazem parte de um tipo de estratégia que eu defendo com todas as minhas forças: é melhor dizer e ser corrigido ou corrigir do que não falar nada e ficar olhando as coisas piorarem passivamente. O risco da incompreensão, do erro aumenta, mas não é pior do que não fazer nada e não dizer nada e se omitir. É melhor a expressão do pensamento seja ele barrulhento, seja ele desconfortável ou crítico do que o silêncio da violência, sustentada na passividade, na omissão, na conivência e naquilo que a gente chama de covardia ou vergonha de tratar do indizível ou insuportável. Estas reflexões tem um traço que eu também gosto porque elas repõem os sujeitos na história, nas filiações e nas concepções que muitas vezes parecem ser borradas pela massa, ou pela impessoalidade, sejam elas ligadas a conjuntura imediata e próxima, mais pessoal ou local - mas que sempre envolvem um coletivo e suas relações e os papéis que as pessoas ocupam e o modo como atuam nele - como também reflexões que tocam no céu do mundo, no grande plano histórico e no curso dos acontecimentos humanos em que hábitos, costumes e práticas são forjados, tornados comuns e compartilhados como se fossem bons simplesmente porque não há reação contra ou a reação contra é fraca ou minoritária. E mesmo neste aspecto é bom que se diga também que muitas vezes até as vozes minoritárias e os diferentes precisam ser corrigidos, pois muitas vezes adotam uma linha de ação que é orientada simplesmente pela reação automatizada e não por algum esforço de reflexão, compreensão e entendimento ou desentendimento com clareza. A crítica quando bem feita ou mau feita por mais cheia de dedos, ironias ou senões que ela possa ter, tem efeito positivo, pois se estiver errada nos exige uma formulação melhor e se estiver bem feita deve ser avalizada e reconhecida por todos que são capazes de pensar e agir com generosidade, despreendimento intelectual e desapego pessoal. Uma reflexão madura traz muitos ganhos por também fazer amadurecer a todos, mesmo que por algum tempo aqueles a quem ela é dirigida resistam em reconhecer suas razões, sua boa vontade e boa fé. E estas coisas meu amigo e camarada Henri possui na maior parte do tempo de sua vida....bem vinda tua reflexão e que ela nos traga bons frutos, afirme métodos decentes e faça nossa consciência coletiva avançar!

A DERROTA É DA ESQUERDA INTEIRA NO BRASIL (30/10/2016)

A esquerda tem que aprender que derrotar, desgastar e se digladiar pela esquerda ou dentro da esquerda e disputar sem princípios a liderança na esquerda leva às tragédias que assistimos. Não existe mais nenhuma possibilidade de derrotar a direita sem unidade, fraternidade e humildade na esquerda. Espero que saibamos superar este quadro sem empurra-empurra de culpas e que sejamos capazes de construir uma frente de Esquerda neste país. É possível sim...vamos ao trabalho e chega de choro!

Immanuel Kant, Resposta à pergunta: Que é o esclarecimento? 5 de dezembro de 1783.

“Pois encontrar-se-ão sempre alguns indivíduos capazes de pensamento próprio, até entre os tutores estabelecidos da grande massa, que depois de terem sacudido de si mesmos o jugo da menoridade, espalharão em redor de si o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem em pensar por si mesmo."

SONHAR, ACORDAR E SALTAR NO MUNDO

Sempre lembro desta imagem do salto repentino quando desperto, pois penso assim: é hora de encarar o mundo dos vivos e deixar o mundo dos sonhos...

SOBRE UM CÂNONE FILOSÓFICO (29/10/2016)

Fui bem provocado sobre a existência de um cânone filosófico que explicaria ou enquadraria os autores e suas obras naquelas grandes categorias de grandeza é qualidade máximas que são expressas com os designadores de geniais, clássicos grandes obras ou grandes autores/autoras. Pela manhã até escrevi uma postagem que se perdeu e que acompanharia um texto meu sobre citar Nietzsche ou outros autores fora de contexto, mas ela se perdeu, então, das 7 horas até agora deu para pensar um pouco mais até sobre isto. Aliás, entre a pergunta do colega, amigo e Professor Sílvio Machado, muitas coisas ocorreram. Estive em um velório de um senhor de 88 anos, cujas filhas são minhas amigas e colegas e sobre seu corpo havia uma bandeira do grêmio. Fui para casa e tomei um cálice de vinho tinto para relaxar e acabei revendo o filme Um bonde chamado desejo, do que já tratei rapidamente hoje pela manhã a partir da forte impressão de seu enredo e dos atores, acordei e perdi um ônibus na estação para chegar na escola e testemunhar um Halloween dos alunos, alunas e professores muito legal em diversos aspectos. Passei na casa de minha mãe para dar um olá aos cães e fazer algumas atividades de minha rotina e revi um livro de Aristóteles em alemão me lembrando daquele jogo de futebol do Monty Python, cujo confronto entre alemães e gregos, ironicamente deixa de fora os ingleses e franceses, para o bem das grandes tradições continentais e que meio que parece dizer que ainda é cedo para citar eles haja visto que as duas filosofias já foram bem antecedidas ou sucedidas por grandes tragédias históricas. Lembrar a Guerra de Tróia e a Segunda Guerra Mundial, talvez o primeiro é o último momento em que já história da humanidade houveram heróis e em que a coragem e a covardia se defrontaram tão claramente. Guerras de homens, infantarias e estratégias que não existem mais, após a invenção da bomba atômica e o advento das guerras tecnológicas. É, por fim, necessário não perder o fio da meada e lembrar que cada um sabe melhor dos seus do que dos que são dos outros e sair deste papo mole para dizer que nem me sinto capaz de dizer quais e quem são os clássicos, apesar de conhecer listas em que simplesmente entram todos os filósofos e filosofias, bem como, ter tido uma parca e pobre leitura de muitos dos quais devo ter lido muito pouco para classificar e apontar com precisão e certeza os critérios e aspectos que me parecem notáveis. Pela manhã, meu texto iniciava falando de originalidade o que foi a primeira nota característica que apontei ao ser bem provocado. Em seguida na mesma direção eu seguia falando de inventividade, inovação e criatividade. Vocês sabem que estas coisas podem aparecer naquilo que é chamado também de estilo que parece somar forma e conteúdo e poderia avançar aqui dando uma mostra de diversas formas muito próprias como os filósofos se expressam e também sobre a diversidade de temas, problemas e até mesmo cruzamentos que alguns filósofos propõem. Depois iniciava tratando da problematicidade ou resolutividade de velhos problemas ou problemas descobertos. E, por fim, tratei do que muitos de nós chamamos de caráter crítico e também sistemático de certos filósofos, no sentido de que quase todos os grandes filósofos não se limitam a contribuir em uma região muito específica ou exclusiva, mas acabarem atingindo diversas áreas ou regiões das investigações filosóficas. No diálogo ontem à noite lembramos de Kant pela dificuldade em compreender e Descartes por conta daquele aparente papo mole que vai nos formatando. Daí porque lembrei também desta característica metodológica que é marcante nos grandes filósofos e suas obras. É também importante citar um aspecto raro mas não negligenciado de que alguns filósofos conseguem escrever obras inteiras sem citar nenhum outro como sr estivessem a fazer a filosofia sem nenhuma conexão com tradição ou escola filosófica. Estes que escrevem assim é que acabam nos cânones e listas devem exigir de nós certa atenção, pois si não explicitam o confronto ou confrontado, fazem isto desta forma e mesmo assim em confronto. Aqui eu abriria uma nota Bloom sobre a talvez angústia da influência para derivar e entender o lugar destes no panorama dos grandes. O que poderia fechar o cânone aqui poderia ser este caráter crítico e de confronto, seja coma tradição, algumas, muitas ou poucas idéias de outros e, até mesmo, como é o caso em alguns raros filósofos o confronto crítico de um filósofo consigo mesmo ou duas próprias idéias de um tempo anterior. Isso tudo que eu disse aqui não é um cânone e nem fecha ou pode responder em definitivo à questão proposta, mas creio que posso encerrar dizendo que neste momento minha ideia balanceada, tortuosa e aproximativa seguiria por aí para começar a esboçar uma resposta à boa questão do que torna uma obra um clássico ou se haveria um cânone das grandes obras ou autores filosóficos? Não queria ficar sem escrever isto hoje...

NÃO VOTO AMANHÃ (29/10/2016)

Eu voto sempre escolhendo o melhor, nas situações em que o melhor não existe preciso aceitar o menos pior. É como dou um boi para não entrar em uma briga, mas não fujo de nenhuma depois que entro, também voto escolhendo o inimigo com o qual eu suponho que terei menos perdas e em que firma poderei tirar ou um empate ou uma derrota honrosa. Com nazistas eu não me dou o direito de brincar. Não vou recriminar quem vota nulo, nem em branco, porque sei que amanhã não será a última eleição - assim espero e por isto luto - mas caso seja que cada um cobre de sua própria consciência a sua própria responsabilidade. Uma das características das tragédias é que nunca existem culpados simplesmente porque todos são culpados. Que as lamentações e os resmungos sejam abafados por minhas palavras e que todos tenham sua felicidade miserável preservada, já que a generosa felicidade não está só nosso alcance e nem está sendo construída por todos, nem pela minoria muito menos por muitos que esbravejam opções melhores sem construir elas com toda determinação que já tiveram outrora. Sou um pobre homem, um pobre professor e não tenha pena nem de mim e nem de ninguém. Aliás, eu não voto amanhã, mas também não me dou por compadecido por quem vota.

UM BONDE CHAMADO DESEJO - Tenesse Williams

O filme de 1951 de Elia Kazan com Marlon Brando e Vivien Leigh deve ser um dos filmes mais impressionantes do ponto de vista do expectador que olha o desempenho dos atores tentando achar algum deslize e não conseguir encontrar. A carga dramática intensa entre Brando e Leigh se soma à expressividade da peça. Fico muito impressionado com a intensidade e também com algo que parece absolutamente improvável tanto no teatro quanto no cinema o conflito apaixonado entre as duas personagens que passa pela negação, desdém, ódio e compreensão, dissimulação e disfarce até chegar à paixão ardente e em chamas que leva à loucura por sua mais absurda incompreensão e desentendimento.

E ENTÃO, ANIBAL?

A questão fundamental é: que cidade Aníbal vai deixar e de que modo está preparando a transmissão do cargo? Ou vai fazer de conta que não deve transmitir o governo, dialogar e informar a sociedade e o eleito sobre a real situação da administração municipal?

SÃO LEOPOLDO PRECISA DE TRABALHO SÉRIO E NÃO DO DISCURSO INFELIZ DOS DERROTADOS

Dou meus parabéns ao prefeito eleito Ary Vanazzi pela iniciativa de encarar de frente os desafios sem temor e sem ociosidade e ir buscar soluções para os problemas da nossa cidade. Se São Leopoldo ficar esperando pela voz dos derrotados que continuam sem compreender a voz da urnas perderá muito mais do que já perdeu nestes quatro anos de atraso, buracos nas ruas, muito lixo, muito descaso, muito desrespeito e muita omissão. O Moa nem para encaixar agenda com a Casa Civil é capaz, quem dirá ter emissário ou representantes do quilate de Ary Vanazzi para defender nossa cidade e nossos interesses em Brasilia.

Estavam com o projeto abandonado da Quinta Ponte no Rio dos Sinos e da ligação pela Thomas Edison entre o viaduto da Unisinos e a intersecção com a RS 240 na Scharlau. Fecharam o escritório do DNOS que monitorava e mantinha o sistema de controle das cheias do Rio dos Sinos e já tem um bairro inteiro com esgoto extravasado à céu aberto. Reduziram leitos do Hospital Centenário e promoveram terrorismo com os servidores. mantem a rede municipal de educação sem nomeação de professores concursados o que ameaça o início do ano letivo de 2017. mantem a cidade refém de um governo de problemas, sem aceitar o resultado das urnas e garantir que a transição seja feita de forma adequada de tal modo de não derrotar a cidade e prejudicar ainda mais os cidadãos pelas suas excelências e incompetências.

Gastaram 4 anos atacando o Vanazzi, perderam e agora não aceitam a derrota...toca em frente, enquanto eles latem a caravana passa...São Leopoldo não pode esperar o choro dos vencidos para sair desta desgraceira que eles promoveram, alardearam e não resolveram...o povo da nossa cidade não suporta mais ser prejudicado por esta turma que foi derrotada claramente nas urnas.


O bem da cidade e do povo leopoldense deve estar acima das disputas e seria muito importante que os atuais vereadores e os futuros contribuíssem na superação deste quadro calamitoso e que se agrava com esta política da depressão, do quanto pior melhor que tanto mal já fez à nossa cidade!

NOSSAS VIDAS SINGELAS - REPLAY

Nossas vidas são singelas. Nascemos nos alegrando com descobertas maravilhosas, andamos então um pouco e logo começam a aparecer os obstáculos em diversas escalas. Olhamos para eles e eventualmente alguns de nós passam a acreditar que podem superar todos, outros aceitam algumas coisas e uns últimos aceitam tudo. Com o tempo vamos nos adaptando e passando a ter medidas também em escalas. Vamos aprendendo como dirigir nosso corpo e nossa alma. Alguns sofrem muito com isto, pois fatalidades, surpresas e acidentes acontecem e então olhamos uns para os outros e nos vemos diferentemente. Num tempo alguns eram sonhadores e outros realistas, mas passados alguns anos parece até que as coisas se inverteram e, desta forma, vamos nos dando conta de nosso lugar, papel e ofício no mundo. Pareceria estranho dizer que além de nossas profissões, trabalhos e relações acabamos assumindo uma espécie de função social que mistura habilidades, talentos e oportunidades com coisas que ganhamos de presente dos outros. E passamos a nos ver então em sociedade com uma aparente imagem cujo despreendimento dela não é sequer mais possível. Vira uma marca, uma espécie de apelido ou assinatura que nem faz mais parte do que você é, mas sim do modo como os outros avistam e compreendem você. O que encontro de singelo misto é que somente um hábito de associação e não tanto de comportamento está em jogo aqui. Tua conduta pode ter sido alterada, teu modus operandi, preferências, apetites e intenções podem ter sido quase todos abandonados e você descobre assim que mudou. Não foram suas células ou mãos que mudaram, mas sim algo dentro de você. No meu caso ao me sentir chegando neste ponto penso agora em todas as ambições e projetos. Penso em como ficou aquela ideia de mudar o mundo, penso na remota, mas desejável possibilidade de tornar um outro mundo possível e me alegro agora de forma singela, pois o mundo já mudou e eu percebo isto. Alguns aqui dizem que não, não mudou coisa alguma. Nada melhorou ou ocorreu e, então, eu volto a pensar de forma diminuta em minha mente só no meu pequeno mundinho de novo e vou me recolhendo e pensando que, afinal, não mudamos o mundo das pessoas e passamos apenas, qual comediantes ou país sobre um bebê fazendo lhes uma ou outras cosquinhas na barrigas deles. E eles riram um pouco, choraram quando tiveram fome e beberam quando tiveram sede, aprenderam a andar, a cair, a levantar e a subir e descer na montanha da vida. E eu, já cansado, concluo está prosa dizendo que talvez a única coisa que possamos fazer uma vida inteira é algumas cosquinhas no mundo. Alguns mais e outros menos, mas nenhum deles deixara de ser apenas singelo quando partir. E quando sair será lembrado ou esquecido, mas não será isso que importará mais.

CONTRA A EDUCAÇÃO PARA TODOS

"Quando somente as classes dominantes tinham acesso, ensino superior gratuito não era um incômodo!"

O SIGNO, A ONDA E O CHOQUE DO RETROCESSO

Deve ser terrivelmente torturante - e para mim é muito torturante isso - como deve ser ao outro portador de consciência moral, política e histórica, aos mestres e aos mais sábios, como deve ser ao homem comum mas sensato e prudente ver e perceber com nitidez e precisão que o Global e o Local estão, de fato, na mesma sintonia de insensatez....que o atraso e o retrocesso e que o signo negativo se exibe em abundância e desavergonhadamente...a abordagem do padrinho é tocante....Não consigo discutir muito isto pois o nível de responsabilidade por este estado de coisas todo em parte é muito claro e de outra parte muito obscuro. Teriam sido estas coisas produto da liberação indiscriminada do circuíto de opiniões ou do vale tudo generalizado do tempo presente que fez com que o mais estúpido, o mais torpe, o mais imbecil e o mais reacionário virassem a voz das multidões pela abundância de oferta da opinião leiga e comum? O senso comum dominante que aqui no Brasil elege e está elegendo e reelegendo certas criaturas deve ser o mesmo que coloca um Donald "fim do mundo" Trump na berlinda do processo de retrocesso. Não consigo mesmo desconectar ou desligar uma coisa da outra...leia com atenção o artigo do Caçapava:http://www.anpof.org/portal/index.php/pt-BR/comunidade/coluna-anpof/835-as-eleicoes-americanas-de-2016-como-sinal-historico

TRÊS SEMANAS SEM POSTAR NADA AQUI E PENSANDO NO ACERVO

Vou tentar atualizar este blog a partir de hoje com algumas coisas que postei no facebook desde o dia 25 de outubro e deixarei os inéditos para depois. Neste ciclo enfrentamos os ataques à educação no Brasil e no RS. Desde as reformas do ensino médio até a PEC241/55. Meus textos engajados sobre a defesa da filosofia no ensino médio voltaram ai também. E, ao mesmo tempo, foi um período de início da transição aqui em São Leopoldo e de reorganização do PT tendo em vista o resultado eleitoral de 2016 e também a disputa de rumos do partido. O período termina para mim com alguns debates sobre avaliação na escola e minha retomada da papelada por assim dizer.  

Preciso botar ordem na casa e preservar algumas coisas também aqui. Coisas que à primeira vista parecem pueris agora sempre acabam ganhando outra luz mais tarde. Mesmo que sejam mantidas como pueris também.  Estou preparando um ciclo novo de escritos mais voltados para a filosofia, a política, a educação, a cultura e a estética também. As coisas do Face do último período são incidentais e conjunturais, com curiosidades e diversos assuntos. Algumas coisas que andava escrevendo para o facebook e estavam inacabadas ficarão assim até meados de janeiro pelo menos. Já o grande conjunto dos inéditos envolvem dois tipos de acervos: os ANP arquivos e documentos do último período que abrange 2011 até agora, e de 2013 até agora e não publicados e ANE os arquivos e documentos especiais que abrangem muitas coisas e áreas de interesse difusas ou articuladas desde a minha graduação. Estas coisas andam me interessando agora e muito, pois começo a fazer uma espécie de revisão de formação e retomada de antigas lições. 

Por isto, também, acabei abrindo meus arquivos e pastas novamente. Andava querendo fazer à muito tempo aliás. Mexendo, assim, na minha papelada encontrei muitas coisas  que talvez tenham algum interesse pelo menos para mim e um ou outro leitor ou leitora, talvez satisfaçam alguma curiosidade específica ou permitissem que determinada memória do passado ganhasse nova luz. Minhas pastas contém quase três milhares de artigos ou papers clássicos e diversos e variados de graduação e pós graduação, até quase uma centena de conjunto de anotações de aulas, palestras, colóquios, painéis e debates. Meus cadernos de aula são divididos por ano letivo e além disto existem os cadernos anuais e minhas agendas anuais. E também existem as cadernetas onde eu gastava tinta esboçando, desdenhando e compilando esquemas, citações, conexões, relações, situações, temas e problemas. Estou revisitando e reorganizando tudo para reler, destacar e retirar algo que neles estava em repouso ou em maturação e que parece me fazer mais sentido e relevância hoje. 

Nos períodos de 1989 a 1990 (1), depois de 1991 a 1993 (2), seguindo de 1994 a 1997(3) e de 1998 a 2004 (4) se deu minha passagem de formação até o exercício profissional como professor. Depois disto segue um ciclo longo de 8 anos de 2005 a 2012 de experiências em gestão e políticas públicas, que correu concomitante a uma iniciação, apropriação e expansão da minha intervenção em redes sociais e, um  último período de 2013 a 2016 em que tenho me dedicado quase que exclusivamente à educação e a reflexão sobre filosofia, organização da área de humanas com o novo plano de estudos e um curso articulado nas quatro disciplinas (também com as diversas atividades do PACTO e da POLITECNIA) e que seguiu de forma persistente com algumas intervenções políticas localizadas nas eleições e na narrativa política quase cotidiana da minha cidade. A atuação sindical persistiu no período com ciclos de mais engajamento contrabalançados por necessidades familiares. Mas este último período também me marcou pela abertura de um leque muito mais amplo de interesses e temas na filosofia que os originais ou clássicos de formação. Muitos filósofos e obras foram lidos pela primeira vez - quase 20 anos após a conclusão da formação - e outros cujo interesse não havia sido sequer tocado passaram a ter espaço na agenda de leituras.   

domingo, 23 de outubro de 2016

O MEU CORCEL VERDE ÁGUA

Ontem ao final da tarde passou um corcel verde água ano 75 por mim e minha irmã e eu me lembrei do dia em que meu pai chegou com ele na estação rodoviária, estacionou bem no balão da curva do estacionamento e nos chamou para ver. Eu gostei dele à primeira vista. Já era usado tinha mais de cinco anos. Aquela cor é inesquecível para mim, porque ainda hoje ajuda a testar meu humor e me anima em diversas situações que a encontro. Aprendi a dirigir com aquele carro me parece e fazia força para alcançar os pedais. E foi com ele também que eu fiz bobagem uma noite dando carona para um amigo e fazendo muito caso de algumas gotas de whisky no assoalho traseiro.. Foi uma barbeiragens na Rua São Paulo que me custou duras repreensões e que custou ao meu pai um prejuízo que um dia tentei reparar. Depois do meu acidente, de uma colisão traseira numa esquina de acesso à BR 116 em Esteio que não existe mais e de uma peixada de um outro eletricista – o memorável Chico, foi que de vez passaram uma tinta verde fosca nele e ele ganhou o apelido de Sargento e durou até o dia em que meu pai se desfez dele. Depois que vendeu ainda vi ele num ferro velho em cima de uma pilha de latarias e me impressionou por que ainda tinha aquele ar selvagem e audaz dos velhos tempos. Ontem quando vi um irmão dele andando tive uma ótima sensação. A sensação de uma boa lembrança, pois que a tração dianteira e também a arrancada dele eram coisas geniais para mim, porque eu sentia o motor e as rodas nas pontas dos pés e deve ser esta uma das sensações mais legais da direção mesmo. Um dia pisei fundo quando ele já era o Sargento e a lataria tremeu toda, mas foi uma ótima e inesquecível sensação. Assim como andar de moto sem capacete foi um dia legal e deixa para a gente aquela sensação de liberdade com o vento na cara, aquele carro foi para mim a melhor experiência de integração homem/máquina que eu tive. Deve ser uma coisa de guri isso. Algo bem parecido ou semelhante só fui sentir com a guitarra entre as mãos. Mas daí já é outra história...

O SIGNO, A ONDA E O CHOQUE DO RETROCESSO



Deve ser terrivelmente torturante - e para mim é muito torturante isso - como deve ser ao outro portador de consciência moral, política e histórica, aos mestres e aos mais sábios, como deve ser ao homem comum mas sensato e prudente ver e perceber com nitidez e precisão que o Global e o Local estão, de fato, na mesma sintonia de insensatez...que o atraso e o retrocesso e que o signo negativo se exibe em abundância e desavergonhadamente...a abordagem do padrinho é tocante...Não consigo discutir muito isto pois o nível de responsabilidade por este estado de coisas todo em parte é muito claro e de outra parte muito obscuro. Teriam sido estas coisas produto da liberação indiscriminada do amplo circuito de opiniões ou do vale tudo generalizado do tempo presente que fez com que o mais estúpido, o mais torpe, o mais imbecil e o mais reacionário virassem a voz das multidões pela abundância de oferta da opinião leiga e comum? O senso comum dominante que aqui no Brasil elege e está elegendo e reelegendo certas criaturas deve ser o mesmo que coloca um Donald "fim do mundo" Trump na berlinda do processo de retrocesso. Não consigo mesmo desconectar ou desligar uma coisa da outra...leia com atenção o artigo do Caçapava: http://www.anpof.org/portal/index.php/pt-BR/comunidade/coluna-anpof/835-as-eleicoes-americanas-de-2016-como-sinal-historico

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TODA PERSEGUIÇÃO É PRENÚNCIO DE UMA VITÓRIA (15/10/16)

Lembro sempre deste tipo de perseguição que alguns jovens, seja por que motivo for, sofrem e vão continuar sofrendo por acreditarem que o mundo pode ser diferente, por acreditarem em sonhos e em utopias...e toda vez que faço isso penso que aqueles que atacam estes jovens são os pobres de espírito, carentes de alma e de paixão pela humanidade e vivem como se a nossa vida fosse um jogo de sobreviver, destruindo ao próximo e seus sonhos e impedindo o próximo de ser feliz também á sua maneira e com suas concepções. Algo do que eu e muitos da minha geração e outras vivemos hoje no Brasil deve nos lembrar mais ainda de que toda a dor que sofremos, ou que todo mal que se abate contra nossos ideais mais sinceros pode apenas ser o prenúncio de que se suportarmos tudo isto, chegará o dia em que esta provação será lembrada como o momento em que mais nos depuramos e mais fortes ficamos por saber de verdade o que é essencial, principal e determinante. Se engana muito em sua vaidade, arrogância e maldade aqueles que acham que váo ao fim e ao cabo nos destruir. Não conseguirão mesmo...nós vamos prosseguir companheiros e companheiras, medo não há...mesmo que queimem todos os nossos navios, nós sabemos nadar e sabemos viver neste mar em que habitamos, respiramos e lutamos em todos os tempos possíveis, sejam de bonança, sejam de tempestade....

O CÃO E A SERPENTE

E eis que ontem em sala de aula, me lembrei da maestria deste cãozinho contra a serpente, enquanto estava lendo uma passagem clássica da metafísica de Aristóteles, Livro 1 Capítulo 1 e para exemplificar a diferença entre técnica e raciocínios, ou arte de aperfeiçoar a ação humana que é uma das belas sacadas do velho Aristóteles (384-322 a.C.). O cãozinho pela sua sobrevivência e na luta para permanecer na natureza aos diversos ciclos da seleção natural foi se aperfeiçoando a tal ponto de vencer uma serpente poderosa. Note-se que ele atordoa ela com seus movimentos de tal modo que a mesma fica com seus reflexos eficazes muito diminuídos e, então, ele lhe saca a vitória e a vida.

POSSIBILIDADES FUTURAS

Saiba que por incrível que pareça eu tenho uma forte impressão positiva de nossas possibilidades futuras. Apesar de todo massacre que sofremos.