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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MINHAS TAREFAS E TEXTOS PARA FAZER - DE 2011 PARA 2012

Bom Dia meninos e meninas....

"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais...."

Hoje vou escrever meus três textos que prometi em 2011
para mim mesmo e não consegui fazer...
bem...mas isto não significa que vou publicá-los...

O primeiro deles, pelo menos, me exige muito...
e com certeza não ficará concluído hoje...
e quando concluído terei que consultar meu coração....

O segundo é um compromisso com os professores que conheço e com todos os meus colegas de trabalho e dedicação, militância e luta pela educação....uma promessa...e também cumprindo um pacto de lealdade.....

O terceiro tem caráter político teórico....afinal o debate sobre a esquerda no contexto da crise econômica, pós falência da esquerda européia e no Brasil com o governo Dilma se coloca como um belo desafio....quem dirá com relação ao Governador Tarso Genro.....que tem conseguido realizar um bom e excelente governo em alguns setores exceto na educação...

Sobre a conjuntura local já me sinto satisfeito com o que o Marcelo Santos tem escrito...e tenho prestado muita atenção ao oportunismo e arrivismo de alguns em relação ao tema das denúncias...por isso direi algo adiante....

Quem conhece a história de São Leopoldo, conhece os personagens todos que aqui se apresentam, mascarados ou não, e conhece também os feitos e desfeitos destes...e a coisa mais incrível para mim é que ainda existem agentes e peças no cenário que apostam na unidimensionalidade das suas personagens, na intransparência de seus atos e na parcialidade da opinião pública....

eles bradam MUDA SÃO LEOPOLDO, mas é escasso e nulo o motivo para tal mudança...o mais interessante é que eles tentam minimizar as extraordinárias e valorosas conquistas de nossa cidade nos últimos 8 anos....não s e sentem atendidos nem contemplados quando na verdade a única forma de atendê-los e contempla-los é simplesmente colocá-los no governo...e esta expressão vale a para a grande maioria dos opositores apaixonados e que agora defendem com unhas e dentes aqui a cidadania e a cidade....pois eu não vi nenhum deles na mobilização contra os fiteiros em 2001....não vi nenhum deles em vários momentos em que a sociedade se colocou contra os governos municipais aqui em São Leopoldo entre 1992 e 2004 - para ficar num resumo...simplesmente porque eles foram governo entre 1992 e 2004 e antes disso também....o problema deles é exclusivamente a volta ao poder...mas eles oferecem e apresentam que propostas mesmo? Não vejo a hora de vê-los e ler eles dizendo a que vieram para dizer bem exatamente quem eles representam nos diversos setores da sociedade. Eles acreditam que a gente não tem coragem de desmascará-los ou que não conseguiremos fazê-lo, se enganam profundamente a este respeito. Nós ainda temos muitas coisas para dizer sobre o que eles andaram fazendo por aqui antes de nós governarmos com o prefeito Vanazzi e o companheiro Paulo Borba.

Também me chateia muito a abordagem a temas emocionais neste processo como o dos cães abandonados por exemplo...e o pior é que alguns se aboletam neste tema com o único propósito de tirar o máximo dele...sem compromisso em fixar e promover solução...neste e em outros debates a responsabilidade não é exclusiva do estado ou dos governos...existem cidadãos do outro lado...com responsabilidades também....

Bom dia meninos e meninas!!!!

"Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ADEUS AO SEU TELMO LAURO MULLER

Me criei indo visitar o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo quando era ali na esquina da Independência com a Dom João Becker.

A porta ficava bem na esquina e ao entrar você tinha uma mesinha com um livro de presenças à sua direita.

Devem ter algumas assinaturas minhas lá naquele livro entre 1970 e 1980.

Bem você erguia os olhos e avistava de um lado, também a direita um púlpito ou oratório de igreja todo entalhado em madeira.

Seu Telmo dizia: não suba aí menino! E eu não subia não.

Do outro lado para a esquerda abria um corredor de visitação com as vitrines encostadas à parede e os balcões dividindo o passeio.

Eu, Rachel e Rafael as vezes íamos juntos lá olhar as coisas.

Em algumas vezes meu pai nos acompanhou.

Boas lembranças.

Nossa aquele jogo de chá é igual ao da vovó!

E me acostumei a observar aquele cara que ficava lá sentado na mesa do escritório que vez ou outra nos advertia do zelo com os materiais do museu, não tocar em certos objetos e etc.

Mas uma vez ele me deu algumas explicações sobre alguns objetos do museu.

Foi uma pequena aula que aguçou minha curiosidade.

Com certeza devo ao trabalho dele e dos seus colaboradores e demais fundadores do Museu o Fato de ter uma relação com a história da cidade e a história em geral.

E tudo isso quase na esquina da minha casa e tão cedo.

Valeu seu Telmo, hoje este professor agradece tua contribuição e a provocação histórica que produziste!!!

Estais saindo da vida para permenecer na história da história da nossa querida cidade.

Descanse em paz!

SHAKESPEARE RULES - REGRAS DE SHAKESPEARE


SHAKESPEARE RULES:

"Se eu sou quem sou, que importa minha origem?"

"Melhor assim: Saber que é desprezado do que sê-lo sob a capa da lisonja."

"quem gosta de ser adulado é digno do adulador"

"a adversidade põe à prova os espíritos."

"a verdadeira substância da ambição é a sombra de um sonho"

"antes amar quem só o mal me deseja a quem, fingindo o bem, só o mal me enseja"

"é mais fácil encontrar 20 rolinhas lascivas do que um homem casto"

"desgraça: Estás de pé; agora toma o rumo que bem te parecer."

"Não sou tão jovem (...) para amar uma mulher por causa de seu canto, nem tão velho, pra me apaixonar por ela sem motivo."

SHAKESPEARE RULES (part two):

"Não me aconselhes. Minhas desgraças gritam mais alto que o teu fraseado."

"Preciso ser cruel para ser bom" (HAMLET)

"entre maçãs podres, não há o que escolher"

"Sê fiel a ti próprio: Segue-se disso, como o dia à noite, que a ninguém serás falso jamais!"

"a glória, é como um círculo sobre a água, que aumenta sempre mais, até que à força de se alargar, termina em coisa alguma"

"a impaciência só fica bem pra um cachorro louco"

"não julgueis, somos todos pecadores"

"pra negócio assim, que é só maldade, qualquer traição é honestidade"

SHAKESPEARE RULES (part three):

"o tempo há de mostrar quem tem malícia."

"a modéstia dignifica o nome de alcoviteiro, como confere a muitas marafonas a fama de castidade."
"o hábito não faz o monge"

"com que facilidade os impostores imprimem suas formas insinuantes no coração de cera das mulheres!"

"a mulher é prato para os deuses, quando não é o demônio que a prepara"

"quem algo almeja, e não aceita quando lhe foi oferecido, jamais volta a encontrá-lo."

"sábio é o pai que conhece seu próprio filho."

"ninguém pode calcular a potência venenosa de uma palavra má no peito de um amante"

"ha tanta piedade nele, quanto leite em tigre macho"

"oh! Poder! Oh! Grandeza! Milhoes de olhos falsos em ti se fixam!"

SHAKESPEARE RULES (part four):

"as próprias pombas dão bicadas, pela defesa do ninho"

"onde não há prazer, não há proveito"

"nada vale mais do que o preço que nós próprios damos."

"triste a sorte de quem depende do favor dos príncipes!"

"prudência, quem mais corre mais tropeça"

"se nossas qualidades não se expressassem, seria como se não existissem. Todos os adornos de uma bela alma, valem tão somente por seus nobres efeitos."

"Tem ventura fugaz, sempre periga quem se fia em rapaz ou rapariga"

"A razão foge de tudo que possa nos causar dano."

"Não existe arte que ensine a ler no rosto as feições da alma."

SHAKESPEARE RULES (part five)

"o néscio se julga sábio, mas o sábio se reconhece néscio."

"o sangue chama sangue."

"o ser grande não é o empenhar-se em grandes causas: Grande é quem luta até por uma palha, quando a honra está em jogo."
"com um só olho, pode o sol enxergar o mundo todo."

"vamos sombra: carrega esta outra sombra."

"Quem tem a possibilidade de morrer por suas próprias mãos, não tem medo de que os outros o matem."

"irás despertar a ursa, se bulires com os filhos dela."

"só é vaidade legítima a consciente."

"Quando a virtude mora em lugar humilde, vê-se amiúde que ela deixa o lugar enobrecido. Mas onde falta, embora haja apelido da mais alta nobreza, a honra é vazia."

"nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

copiado do facebook de Egisto Dal Santo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

POEMA DE VINICIUS AOS FORMANDOS 2012

Amigos meus, está chegando a hora
Em que a tristeza aproveita pra entrar
E todos nós vamos ter que ir embora
Pra vida lá fora continuar

Tem sempre aquele
Que toma mais uma no bar
Tem sempre um outro
Que vai direitinho pro lar

Mas tem também
Uma sala que está vazia
Sem luz, sem amor, sombria
Prontinha pro show voltar

E em novo dia
A gente ver novamente
A sala se encher de gente
Pra gente comemorar

Vinicius de Moraes

Um abraço do Professor
Daniel Adams Boeira aos Formandos 2011
Da E.E.E.M. Olindo Flores
São Leopoldo, 07/01/2012

Reconhecimento, Gratidão e Esperança – Turma 3N2 DISCURSO DE PARANINFO – 7 DE JANEIRO DE 2012

É a terceira vez seguida que sou paraninfo nesta escola.

Saudações Iniciais ao Diretor, Professores, demais Homenageados, alunos, pais, irmãos, amigos e conhecidos.

Prometi que faria um discurso enxuto e vou cumprir esta promessa em parte me dirigindo diretamente aos meus afilhados da 3N2.

Quando a gente é indicado paraninfo de uma turma de formandos pensa sempre no porquê isso aconteceu? Independente se é uma turma de ensino médio, curso profissional, universidade ou que quer que seja.

Bem, para ser paraninfo é preciso ser professor num sentido muito próprio.

Por exemplo, Steve Jobs foi Paraninfo de uma turma de estudantes de uma das mais excelentes universidades do mundo e no seu discurso contou parte da história da vida dele.

Este discurso está na internet num arquivo do Youtube e recomendo.

Algo que ele usa como chave neste discurso é LIGAR OS PONTOS!!!

Bem VOU ligar os pontos então.

No nosso caso considero que sou o Paraninfo pelo simples fato de que neste ano a 3N2 me indicou seu conselheiro e orientador para o ano inteiro e que foi isso exatamente o que eu fiz com eles.

Algumas pessoas não conseguiram entender bem como é que virei conselheiro de dois segundos anos que se uniram para formar a 3N2, pois que estes dois segundos anos haviam me enfrentado por vezes em 2010, por diversas razões, algumas boas e outras nem tão boas.

Ora, mas isto é aquilo que podemos chamar de os cavacos do ofício.

Muitas vezes nós professores e professoras, alunos e alunas brigamos ou entramos em conflito pelas razões erradas e muitas vezes entramos em conflito por boas e excelentes razões.

Algumas concepções pedagógicas defendem que o processo pedagógico ou educacional deve ser muito tranqüilo, muito moderado e que jamais a autoridade do professor deve ser questionada.

Ora tal concepção é muito conservadora.

E, no meu caso, de forma muito especial, incompatível com minha história, minha formação e meus conceitos.

Aprendi a ser cidadão lutando contra autoridades que usurparam o poder legitimamente constituído, ou que chegaram até ele de maneira escusa, por motivos escusos, e que exerceram o poder de forma violenta e irracional.

Curiosamente estas autoridades se julgavam infalíveis. Supunham até que estavam salvando o Brasil da ameaça comunista. Os resultados disto são conhecidos.

O Brasil ficou 25 anos sem eleições livres e democráticas e em meio a isso o povo perdeu um bom tempo para aperfeiçoar-se na escolha dos seus governantes.

Aprendi a ser professor durante muitos anos. Tanto como aluno do ensino fundamental e médio, como quanto acadêmico do curso de filosofia da UFRGS.

Como aluno tenho a nítida lembrança dos exemplos de alguns professores. Darei Três exemplos somente.

Não vou nomeá-los aqui por conta de que se o fizesse teria que acrescentar mais detalhes e informações do que este tempo me permite

Tive um professor que era tão apaixonado por história e sabia história de cor e salteado que cada aula dele me trazia nítidas imagens dos acontecimentos.

E estas aulas e ensinamentos ficaram gravados em minha memória e, também, em meu subconsciente.

Mais tarde creio que passei no vestibular por conta disto mesmo. Gravações intensas na memória e a paixão que ele despertou em mim no conhecimento da história.

Tive outra professora que ensinava biologia, mas cujo maior destaque que eu posso dar era o apoio e o carinho que ela dava para a gente. E ela era muito justa comigo e com todos os meus colegas de então. Era uma excelente conselheira e nos fazia ponderar mais antes de ter opiniões.

A marca que ela me deixou foi um modo muito especial como ela me olhava me dando incentivo a acreditar no meu potencial, apesar de que quando ela foi minha professora eu era um aluno que de certa forma recém tinha assumido a responsabilidade efetiva sobre os meus estudos.

Ou seja, não estava na escola porque minha mãe ou meu pai queriam ou eram obrigados a me encaminhar neste rumo, estava na escola porque eu desejava estar na escola, eu desejava concluir os estudos e seguir em outras etapas até a universidade, como de fato mais tarde consegui.

E, por fim, tive um outro professor de geografia que tinha uma forma muito interessante de conduzir as aulas.

Ele fazia questão que as diferenças de opinião entre os alunos sobre diversos assuntos que incluem democracia, forma de governo, desenvolvimento econômico, gestão pública, organização da cidade, relação com a natureza e etc.,fossem postas às claras e não mitigadas – enfraquecidas - por suas próprias opiniões sobre as coisas ou apagadas pela adesão da maioria da sala a determinada forma de ver e interpretar os fatos.

Ele era professor de geografia e me marcou muito com isto, porque me parecia excelente este nível de honestidade e clareza sobre as coisas.

Ele evitava ao mesmo tempo excessivas convicções por parte dos alunos dizendo que quem sabe um dia poderíamos entender melhor isso que hoje julgamos assim ou assado.

Já na universidade aprendi – em uma perspectiva filosófica e crítica – que ocorre frequentemente a necessidade de nós seres humanos, adultos ou jovens, sermos filósofos em algumas coisas e nos auto-questionarmos se podemos ou não estar errados.

Pareceria absurdo dizer aqui o que vou dizer, mas verdade mais completa que adquiri na universidade é exatamente esta:

SEMPRE PODEMOS ESTAR ERRADOS!!!!

E A MELHOR MANEIRA de se evitar o erro é manter esta hipótese quase como uma guardiã de nossas crenças, opiniões, convicções e posições.

Voltando para o método de educação e aplicando nele o que disse.

È sempre possível estarmos errados meus alunos e afilhados, mas também é sempre possível que os outros errem com nós e a nossa única forma de resolver este problema é sermos muito honestos e sinceros.

Neste ano nós conseguimos um resultado incrível com vocês, pois superamos com este espírito de justiça, com a dúvida e o questionamento diversas situações difíceis.

Havia uma rivalidade interna na turma que foi superada com investimento e o debate honesto.

Ocorreram diversos conflitos entre alunos e seus colegas que foram superados de forma objetiva, sem se puxar a brasa para nenhum assado.

Houve momentos em que este professor teve que ser muito duro com todos os alunos e conseguimos chegar até aqui, ao final desta viagem como poucas perdas pelo caminho.

Acima de tudo, ficou a visão de que nem sempre o conflito é um elemento negativo no processo educacional.

Porque é melhor mesmo enfrentar o problema de frente do que escondê-lo ou fazer de conta que ele não existe.

E aprendemos juntos que não podemos permitir com que os erros se passem por acertos ou que a injustiça passe por justa.

Neste sentido, creio que sei exatamente porque sou o paraninfo deles e vejo nisto um muito bom motivo.

Parabéns a vocês todos meus afilhados. Me orgulho de Vocês!!

Devolvo a homenagem de vocês homenageando-os também.

Sei que alguns de vocês estão dando agora muito orgulho para os seus familiares e amigos por terem conseguido chegar onde chegaram e poderem agora ir mais adiante.

E me dirijo a todos os presentes agora pedindo que apoiem mais seus filhos, alunos e amigos.

Não deixem nenhum menino e nenhuma menina abandonar os estudos.

Porque esta aposta nos trará sempre belos frutos, ótimos resultados e nos tornara mais felizes e verdadeiros.

A educação é o melhor caminho para sermos mais felizes.

Muito Obrigado!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TARSO GENRO E A ESQUERDA

O Sr. Tarso Genro continua produzindo belos textos de reflexão sobre a esquerda.

Mas tenho senões em relação a expressões grandiloquentes como as dele.

Principalmente quando não se altera em nenhum milimetro a profunda desigualdade entre os servidores públicos do judiciário e do executivo.

O quanto ganha um Juiz - com seus direitos e privilégios - e o quanto ganha um professor com suas responsabilidades crescentes e diretos decrescentes mostra algo sobre a promessa de justiça.

O recurso à crise ou à uma indeterminação programática e ideológica não pode servir mais de justificativa para a esquerda no poder fazer de fato aquilo que precisa ser feito.

Governamos em 2011-2012 o país e o estado: o que é que falta para fazer exatamente aquilo que precisa ser feito?

Quem joga com as elites com a facilidade que ele joga, deve, cada vez mais, se afastar da base social do PT.

E o discurso de crise só leva mais e mais água para este velho moinho.

Aqui apresento parte de minha carta: AO MEU QUERIDO GOVERNADOR...

Temos uma lista bem grande de motivos que tem produzido inconformidade, insatisfação e revolta no magistério estadual e esta lista não foi concebida na cabeça de minerva da presidente do cpers ou de algum ideólogo do PSTU ou PSOL.

Ela foi produzida pelo padrão de gestão e relação estabelecido entre o governo e os servidores da educação...

E não é preciso fazer muito esforço para saber o que há nesta lista. Nem é preciso teorizar sobre racionalidade, pragmática ou tática para compreender porque cada uma destas coisas estão nesta lista...

Este padrão de gestão é contrário a muitas coisas que construímos e cultivamos dentro das escolas, nas reuniões sindicais, nas relações políticas de partido e de movimento...

coisas caras para nós como o uso permanente do método democrático...

Método democrático significa também concepção de gestão: jamais impor algo goela abaixo....

jamais abusar do mandato à nos conferido pela confiança do povo...

jamais ousar tomar os nossos colegas como incapazes ou outra coisa...

respeitá-los profundamente....


E é realmente uma pena que isto tem acontecido. Porque coloca muita gente entre o sindicato e o governo procurando não qual deles está certo, mas como não incorrer ou fortalecer o mesmo erro.

Um exemplo foi o tal PACOTE DO MAGISTÉRIO. Só na taxa de inscrição do concurso já há um excesso.

Mas as coisas continuam assim mesmo e as razões de gestão são superiores aos princípios de justiça.

Ou olhar melhor para o tema da evasão.

O professor passa a ser responsabilizado e avaliado por um fenômeno estrutural diretamente vinculado a supremacia do mundo do trabalho sobre a escola.

Qualquer professor que está em escola pública sabe que a evasão nos últimos anos tem se mantido pela abundante oferta de trabalho, bicos, serões e outras opções para além do portão da escola.

E agora o professor passa a ser avaliado a partir destes resultados de evasão e abandono sem possuir nenhum instrumento eficaz para atacar as causas disto.

É quase a mesma situação dos estágios: enquanto o estado não regular a disponibilidade do tempo para a escola.

A escola ficará em último lugar.

Por mais que eu tenha uma grata e tranquila tendência a apoiar o governo, tem mais itens ainda na lista.

Por exemplo o tema da nomeação e lotação dos professores concursados no novo certame para as escolas das CRES.

Já passamos por isto e de certa forma todos os contratos emergenciais passam por isto.

Você é designado para a escola que na região da CRE tem necessidade de professor independentemente da circunstância ser favorável às suas despesas ou ter alguma facilidade no acesso.

O que determina é a necessidade.

Bem, alguém vai acabar desistindo da vaga se, por exemplo residir em São Leopoldo e for designada para Sapiranga em determinada circunstancia.

Mas isto abre possibilidade para arbítrio.

E dá poder excessivo às Cres.

E nem sempre as CRES tem gestão democrática e respeitosa com os educadores.

Não acho boa medida.

Deveria haver um equilíbrio entre necessidade da rede e oportunidade do professor aprovado em concurso.

No mínimo facilitar a negociação na lotação e na escola de interesse do educador.

Por que não.

Não pode ser só porque é difícil lotar educadores ali ou acolá não....

poder excessivo corrompe e gera distorções.

Fico pensando em todos os meus colegas que fizeram greve.

Em todos meus colegas que fizeram campanha.

Nos meus colegas que escreveram o programa de governo.

Naqueles que tiraram fotos com o candidato assim como eu.

Naqueles que sacrificaram os últimos 30 anos com uma militância a toda prova.

Permanente, contínua, intermitente.

Confesso que tenho orgulho deles, mais orgulho deles do que daqueles que levaram as coisas até este ponto.

Você....por exemplo, que anda dando nó em pingo dágua....

E num princípio que foi quebrado lá atrás.

Evitar abrir dissidênciua pública com nossos governos e que hoje parece uma coisa que só depende hoje de quem fala e onde fala.

Não fomos nós que inauguramos a página 10 com o Barrionuevo plantando posições contrárias aos nossos gestores.

E não somos nós que somos citados elogiosamente pela abelhinha de plantão

Digo isso com muito carinho.

Quando o debate não tem instâncias para ocorrer...é assim que acontece mesmo.

Pois bem, pois bem....

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ERRANTE - MUDAR A VIDA INTEIRA

as vezes eu me sinto um errante...

..alguém de passagem pelos lugares...

e também me sinto errado em muitas coisas....

talvez eu esteja completamente errado em todas as coisas...

mas por outro lado....

continuo acreditando que uma pessoa só tem realmente valor quando é capaz de questionar o próprio modo de viver....

interrogar se não está tudo errado....

só será um grande homem aquele que for capaz de mudar toda a sua própria, maldita e miserável vida....

o resto é um sonho, uma grande ilusão do mundo....

e eu quero conquistar a glória de verdade nesta vida, muito mais do que a fortuna, a fama ou qualquer outro mérito que tem mais valor aos olhos dos outros do que aos meus próprios olhos...

posso estar errado?....

sim.....

é possível que sim...

sábado, 24 de dezembro de 2011

NIRVANA - CHARLES BUKOWSKI

not much chance,
completely cut loose from
purpose,

he was a young man
riding a bus
through North Carolina
on the wat to somewhere
and it began to snow
and the bus stopped
at a little cafe
in the hills
and the passengers
entered.

he sat at the counter
with the others,
he ordered and the
food arived.
the meal was
particularly
good
and the
coffee.

the waitress was
unlike the women
he had
known.

she was unaffected,
there was a natural
humor which came
from her.

the fry cook said
crazy things.

the dishwasher.
in back,
laughed, a good
clean
pleasant
laugh.

the young man watched
the snow through the
windows.

he wanted to stay
in that cafe
forever.

the curious feeling
swam through him
that everything
was
beautiful
there,
that it would always
stay beautiful
there.

then the bus driver
told the passengers
that it was time
to board.

the young man
thought, I'll just sit
here, I'll just stay
here.
but then
he rose and followed
the others into the
bus.

he found his seat
and looked at the cafe
through the bus
window.

then the bus moved
off, down a curve,
downward, out of
the hills.

the young man
looked straight
foreward.

he heard the other
passengers
speaking
of other things,
or they were
reading
or
attempting to
sleep.

they had not
noticed
the
magic.

the young man
put his head to
one side,
closed his
eyes,
pretended to
sleep.

there was nothing
else to do-
just to listen to the
sound of the
engine,
the sound of the
tires
in the
snow.


In memorian Rafael Adams Boeira - 24/12/1966 - 29/09/2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

UM ANO DE SECRETARIA DA CULTURA

Hoje completo um ano de Secretaria de Cultura.

Tem sido uma grande experiência para mim.

Conheci um grupo muito legal e esta experiência tem mudado minha vida para melhor.

Continuo tão exigente quanto perfecionista como sempre fui, mas sou mais tolerante e compreensivo agora.

O Woodstock não acabou, mas ele parece ter ficado mais organizado em alguns aspectos.

O Secretário Pedro Vasconcellos é um baita cara e temos passados muito bons momentos juntos com a equipe inteira!

Meus colegas e passantes daqui me deram muito apoio.

A gente não sabe quanto tempo estas coisas duram, por isto eu comemoro e registro cada mês e cada ano das minhas experiências com atenção.

Se continuar melhorando com todos juntos e focados no mesmo objetivo já é uma grande caminhada.

É interessante que eu tenha voltado para cá após tudo que passei nos anos 80, desde acompanhar o nascimento e formação da Thule, Paulo Pink, acompanhar com admiração Coral Unisinos, participar de duas edições do Diga Diga de Artes, Teatro com a Centopéia Consumista, e música com o Grupo Velas, participar de belos momentos no CLIC, ter compartilhado muitos dias e idéias com Luis Brasil, Nando D´Ávila, Silvana Mariani, Ricardo Sefrin e muitos outros.

Ao sair de São Leopoldo em 1987 para Estudar na UFRGS, ter me tornado professor de filosofia (1993), sindicalista (1999), gestor público (2005) graças ao apoio do Vanazzi e, de repente, em novembro de 2010 passada a Eleição de Dilma, Tarso, Paim, Marcon e e Ana Affonso Lotado Perfil I , vir trabalhar aqui. foi a volta a um ponto de origem.

E um ponto de origem verdadeiramente fundamental como sinto hoje, pois acabei por voltar à música pelo Coral Municipal e a várias outras artes.

E reencontro todos os dias velhos amigos, conheço novos e vamos que vamos.

Obrigado!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PREPARANDO TRÊS PROVAS SOBRE A PRIMEIRA MEDITAÇÃO DE DESCARTES

Bom Dia!

mais um dia com filosofia e curiosidades como pano de fundo.

Em meio ao trabalho sério e dedicado de todos os dias, temos boas surpresas e alegrias. Uma delas é fazer as provas dos alunos da noite. Para a disciplina de filosofia.

Tenho que preparar três provas diferentes sobre a Primeira Meditação de Descartes.

Em gradiente, porque são três séries diferentes com niveis diferentes de compreensão. Um dos dilemas é o fato de que somente o segundo ano tem dois períodos, tanto o primeiro quanto o terceiro ano tem um período para realizar a prova.

Assim, para o 1o, 2o e 3o anos do noturno tenho que elaborar algo adequado ao tempo disponível. é uma das avaliações do segundo trimestre, após uma introdução sobre a vida e obra de Descartes e o seu método.

Minha idéia ou plano é produzir cinco questões com complexidade e extensão diferentes. Em algum caso com conteúdos e pontos diferentes na abordagem da Primeira Meditação.

A parte legal de ser professor é construir a pergunta certa que leva ao cerne da questão sem perder os detalhes. No nosso caso os detalhes realmente relevantes.

No caso atual tenho que levar em três abordagens diferentes os alunos para a percepção da terra arrasada de Descartes na primeira meditação em que não sobrará pedra sobre pedra.

Poderia dizer na metáfora aqui que só sobra o pedreiro.

Vamos para o rascunho das questões.

Passo a passo: Papel e lápis, uma folha em branco, três estruturas de cinco questões e os núcleos argumentativos dos parágrafos sublinhados na folha ao lado.

E daí segue-se a derivação e a transferência das questões em seus graus de dificuldade para as tres estruturas de cinco pontos.

Vamos lá cara você já fiz isto zihões de vezes antes e você gosta de fazer este exercício.

Faz isto como uma brincadeira como um esboço de artista.

Mas, atenção, não promova um ataque direto.

As primeiras questões são escadas a questão central é o núcleo e as duas últimas questões são corolários ou consequências.

Faça isto direito.

Semana que vém você publica aqui as questões.

Até lá vê se coloca aqui as tuas anotações introdutórias sobre Descartes, sobre tuas experiências acadêmicas e pedestres sobre Descartes.

Vê se coloca aqui as questões que te motivam também.

Principalmente aquela sobre Descartes para adolescentes.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MEU PRIMEIRO TRABALHO: REPRODUÇÃO INCESSANTE DE MITOS

Meu primeiro trabalho de filosofia era sobre a fecundidade dos mitos e o surgimento da verdade na filosofia...ou da questão da verdade na filosofia. Escrevi em 1989 e tenho guardado ali no meu arquivo. Nem vou procurar agora. Quero aquecer a memória um pouco porque gosto de pensar e lembrar. É um bom exercício para a gente.

O mote era a reprodução incessante dos mitos. Ouvi esta expressão na primeira cadeira de filosofia, na primeira aula. Introdução a filosofia, ministrada pelo Prof. Dr. Hans Georg Flickinger. O nosso primeiro professor alemão. Especialista em Adorno, escola de Frankfurt e que havia sido aluno e orientando do gigante Hans Georg Gadamer, o pai da hermenêutica. Portanto, havia uma boa linha de passe entre a gente. Mais tarde descobri outras relações também importantes e referências importantes. As referências e lições dele nos levaram diretamente para uma obra Dialética do Esclarecimento que traz a crítica ao iluminismo e seus desdobramentos. E depois chegamos a outra obra dele a Dialética Negativa em que é feita a crítica do sujeito em Kant. O que foi objeto de estudo e perdição em meu trabalho de iniciação científica e conclusão.

Voltando aos gregos, a produção de mitos é incessante, porque tinham mito para quase tudo. Era uma coisa que se fazia bastante na Grécia pré-clássica ou arcaica. Que se entenda minha ironia, off course, era a única coisa que se podia fazer antes de começar a constituir outra abordagem para certas questões. Tatear e poetar sober as vontades alhures. Como diria Platão: estes malditos poetas..kkkkk.

A minha primeira impressão foi de espanto, bem clássica, e a pergunta era: como a verdade surge em meio a um oceano de ilusões, fantasias, engodos e etc? Mas os mitos não são isso dizia o manual?

São explicações, enredos narrados com o propósito de erguer uma causa como candidata a verdade.

A vontade divina ou o capricho dos deuses.

Eu me interrogava mais ainda.

No final, por preguiça e impaciência lógica eu concluí: a verdade não surge deste oceano não, o que surge dele é a procura de uma outra verdade, a pergunta pelo fundamento da verdade.

Abandonamos todos os deuses, heróis e etc e partimos para uma causa material, intencional ou natural. Para cada fenômeno uma ou mais possibilidades de acordo com a sua natureza ou categoria.

E aqui eu recaio em Heidegger e Nietzsche. Mas isto conto outro dia.

Filosofia Matinal.

Nunca entendi por que minhas idéias e minhas boas lembranças sempre me aparecem pela manhã.

Mas sempre me ocorre que é fruto do despertar após um bom repouso.

E também como uma resposta ao cotidiano.

Uma resposta que repara certas coisas.

E põe certas idéias no seu devido lugar.

Bom Dia

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SUBFUNÇÃO PENSAMENTO FILOSÓFICO

Ensinar filosofia? Talvez seja simplesmente um esforço para tentar ativar uma função pensamento filosófico inutilizada. Uma subfunção da função pensamento que todo mundo usa, mas jamais avança sobre o filosofar sem a devida provocação. mas isto não é filosofar, é somente uma provocação que pode não dar certo na maioria dos casos. Ocorre, como disse um aluno meu ontem: nem todos tem o mesmo celular. Alguns tem um celular sem esta função ou com esta função inutilizada. Talvez não..

Ontem voltei à minha velha metáfora de 1995 da prateleira de loja de eletrodomésticos. Todos os liquidificadores na preteleira da loja e eu sou só um vendedor de eletrodomésticos. Usada na minha primeira aula na ETC em Porto Alegre. É preciso plugá-los na tomada e ligá-los. No atual caso: ativar a subfunção pensamento filosófico. Descartes sempre me ajuda muito aqui....

sábado, 6 de agosto de 2011

Murga, SL-FEST 2011, Preconceito e Tolerância Cultural

Na São Leopoldo Fest 2011 assisti pela primeira vez em minha vida uma Murga - Lo gran siete. Cito parte do verbete da Wikipédia (PT) aqui:

“A palavra murga é originária da Espanha. O ritmo musical teria surgido em 1906, quando chegou ao Uruguai uma companhia de zarzuela cujos componentes formaram um agrupamento ao qual chamaram La Gaditana e desfilaram pelas ruas de Montevidéu para cantar, dançar e arrecadar dinheiro para as apresentações da companhia. O evento teria inspirado a criação, no ano seguinte, de uma agremiação carnavalesca de uruguaios denominada a "Murga La Gaditana que se va", para parodiar o ocorrido com os artistas espanhóis. A partir daí a palavra murga passou a designar esses grupos, que com o passar do tempo agregaram à música que tocavam elementos do candombe e de outros ritmos de origem africana. A proximidade com o Uruguai fez com que surgisse à mesma época a murga portenha, a qual se difundiria por toda a Argentina. Atualmente, é manifestação presente no carnaval de diversas cidades espanholas, uruguaias, chilenas e argentinas.”

Ou seja, para nós que organizamos em São Leopoldo um dos maiores carnavais do estado, trouxemos a Murga direto do Uruguai para a São Leopoldo Fest 2011 e para o nosso povo.

Pois achei muito legal, diferente e creio que se acerta quando se propõe apresentar estilos, músicos e coisas diferentes num evento popular como este. O povo precisa conhecer a cultura de outros povos e esta é uma forma de promover não só intercâmbio cultural, mas também o entendimento entre os povos. Os uruguaios são nossos vizinhos aqui do lado, ou melhor, na extrema sul do nosso continente e foram, até o início do século XIX, parte, assim como nós de uma região sem fronteiras em que os gaúchos, os índios, os portugueses e os espanhóis se encontravam para intensas disputas de território e, suponho, em alguns momentos de paz e convívio.

Nota baixa para um coroa resmungando e praguejando contra a apresentação deles. Se não gosta vai passear ora bolas!, a feira é tão grande. Mas o ser grosso fez com que o cara se exiba ridiculamente. É algo ridículo o papel da falta de compreensão cultural que ele fez para mim e fiquei pensando na educação que a pessoa dá para os seus filhos e decendentes. Me lembrei de uma imagem do intolerante frente ao outro. Do preconceito frente ao diverso.

Fiz questão de ignorá-lo, mas me fez pensar na condição característica dele.

Estava de bombachas e de botas, como um paladino do Rio Grande. Soubesse ele do parentesco entre a Murga, Candombe, a Trova, a Milonga e etc. Ou seja , dos laços culturais profundos entre a música gaudéria e a música de vertente uruguaia.

Baixava a crista e se afundava na sua ignorância.

sábado, 23 de julho de 2011

SL-FEST, AMY, UM HINO, LIED, SCHUBERT E O PONTO MÁGICO

He he He

Cheguei em casa agora. Após um longo dia na organização da 20a São Leopoldo Fest 2011. Minha primeira edição, aliás, como organizador. Muito trabalho, mas tudo bem, tudo exatamente como deve ser e como já era esperado. Graças ao grupo e aos parceiros de atividade. Espero que os meus amigos aproveitem e curtam. Mesmo trabalhando muito estou gostando. Tá valendo a pena.

A atividade legal de hoje foi acompanhar a gravação do Anonimous Gourmet e lembrar de velhos tempos – nos anos 80 - em que ele não era o Anonimous e eu não era o professor e gestor que sou hoje. Tempos de Bar do Beto – na esquina mágica - e uma cervejinha na boa, com bolinhos de bacalhau. E transcorreu tudo muito bem na produção. E Rogério Tosca, meu baita colega, me deve uma foto.

A marca triste do dia é a morte da Amy Winehouse. Que voz linda!

Bem mais importante, para mim, do que a lenda da morte aos 27 anos é o fato dela e dos demais deixarem esta marca absolutamente extraordinária na história da música. Vá em paz!

Para os meus amigos astrólogos, fui até espiar o mapinha da cantora na Astrotheme.

Nossa. Tem as conjunções mais incríveis que já vi.

Para os não especializados: a moça tinha muitas usinas de força de difícil gestão.

É muito difícil viver com tantos excessos. Se você pensa nas drogas faço questão de dirigir vossa atenção aos sentimentos dela. Aquilo que vém antes das drogas.

Poderíamos chamar de um complexo em confiito e intensidade muito singulares.

Numa abordagem moderna: um complexo cujas escolhas são difíceis e limitadas e na qual a pessoa pouco ou com muita dificuldade consegue resistir a forte tentação de se consumir e de investir intensamente em algo.

Nela resultou na mais perfeita arte do canto.

Outra coisa foi procurar a Partitura do Hino da Alemanha para banda ( escrito por Haydn em 1797, muito antes - quase 80 anos - da Alemanha se unificar adveio:Das Lied des Deutches ).

Encontrá-lo inteirinho e pesquisar sobre a história dele. E, em meio a isto, num bate papo sobre o programa do Coral Municipal da P´roxima segunda-feira encontrar um momento para lembrar de Schubert.


Franz Schubert. Nossa que gênio. O cara escrevia em quardanapos e folhas de pão em meio a porres homéricos de cerveja ou chopp como queiram. E jogava fora ao lixo aquilo que considerava imperfeito segundo o seu humor.

Escrevia espontaneamente e achava o resultado ruim. Se voc~e conhece alguém assim, vá aprendendo a se surpreender. Há um g~enio habitando esta pobre alma que sobrevive neste grande vale de lágrimas que é o mundo.

Os amigos de Schubert, logo perceberam isto e guardavam os rascunhos. Algumas desta sobras estão aí para o nosso espanto.

Como diz minha querida colega Liana: 64 Lieds. Ufa...

Schubert morreu aos 31 anos, e, agora – esta coincidência, nasceu no mesmo ano em que Haydn compôs o Das Lied des Deutches.

O Hino da Alemanha que vocês escutaram muitos domingos com as vitórias de Michael Schumacher na fórmula 1.

O hino alemão é, na minha opinião, um belo hino.

Tanto ele como o da Inglaterra tem um toque majestoso e espirituoso ao mesmo tempo.

E ambos exigem ou permitem, na minha modesta opinião: belos arranjos vocais.

A Evelyn – esta menina genial que parou de escrever no seu blog, diria que é toda a alma de um povo. Ali te dizendo algo.

A parte legal desta história provém do fato de que as Lieder são as mães da canção moderna, ou seja, o romantismo alemão deu liberdade formal para canções cujos arranjos são realizados sobre uma melodia razoavelmente simples e que tem seus desdobramentos compostos num curto espaço de tempo.

Adoro esta combinação verbal e modal: um curto espaço de tempo.
Mais que uma singela contradição em termos, me parece uma expressão da liberdade criativa.

Uma frase repetida com pequenas e carinhosas variações....ha ha ha...e você sonhando numa busca de um sentimento.....com aquela emoção suscitada pela música.

Uma frase repetida com pequenas e carinhosas variações....ha ha ha...e você sonhando numa busca de um sentimento que voc~e não consegue entender.

Com aquela emoção suscitada suavemente por uma canção, pela música.

O Coral Municipal está cantando um Lied de Schubert: Der Lindenbaum.

Já coloquei aqui no meu Facebook numa bela gravação de Fischer Dieskau e noutra de Thomas Hampson.

Quem gosta de canto e música deveria passar um tempinho comparando as duas.

A suavidade basilar de Fischer e a força do timbre de Thomas.

Como encontrar um ponto entre os dois?

Não sei!

Não preciso saber tudo!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lótus, Lembranças e Moranguinhos: Ontem foi um dia legal

Em meio a diversos afazeres e muitas atividades de trabalho e organização fui almoçar num restaurante tailandês que eu não conhecia em São Leopoldo. Eu passava na frente várias vezes e nunca entrava e ontem resolvi entrar. Se você lembrar bem, ontem foi um dia muito frio a ao meio dia estava chuvoso e nada confortável para andar por aí.

Bem eu fui no Lótus e acabei tendo aquelas boas lembranças que sempre me vem a cabeça quando me encontro em situações novas ou experiências boas. Talvez você que está me lendo tenha um mecanismo semelhante ao meu. Frente a uma experiência com bom registro outros bons registros vem à tona.

Sobre o restaurante eu posso dizer que gostei da comida, gostei do ambiente e não achei caro nem excessivo o preço pago pela refeição que fiz.

Também era um dia interessante por outro motivo. Fecharam três meses contínuos de participação no laboratório Coral e no Coral Municipal. Coisa que sempre quiz fazer e nunca fiz. Hoje me ocupa regularmente das 18:00 as 21:30 de todas as terças-feiras. E tive aquela sensação mágica definitiva: vou cantar o resto da minha vida. E nesse caso acho que não tem volta mesmo. Minha respiração está melhor, minha voz está melhor, parei de fumar de novo desde que comecei a cantar e tenho uma sensação por dois dias de muito oxigênio no cérebro. O que me levou a dizer para um colega que vou ter que cantar pelo menos três vezes por semana. Nas terças no ensaio, nas quintas e no sábado. Bem vou ter que ver melhor como preencher estas duas últimas agendas como e onde.

É também a mesma sensação que tive quando morava na casa do estudante e jogava futebol de campo três vezes por semana, faça chuva, faça sol, faça calor ou frio, tenha 30 ou duas pessoas para bater bola, a gente ia lá para o campo e jogava uma, duas e as vezes mais horas contínuas. A tal da endorfina. Bem, talvez o canto coral também gere algo semelhante a uma endorfina. Hoje não jogo futebol mais, por falta de tempo e espaço na agendinha do professor que não é mais estudante, nem desempregado, mas as vezes dá um ímpeto de fazer algo assim.

Mas estou enrolando vocês e acabei não entrando na lembrança.

Bem vou deixar para depois.

A pista é: Vou Cuidar dos Meus Moranguinhos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América

Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.

Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.

Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos-Guardas para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colônias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidos danos e usurpações, tendo todos por objetivo direto o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. Para prová-lo, permitam-nos submeter os fatos a um cândido mundo.

Recusou assentimento a leis das mais salutares e necessárias ao bem público.

Proibiu aos governadores a promulgação de leis de importância imediata e urgente, a menos que a aplicação fosse suspensa até que se obtivesse o seu assentimento, e, uma vez suspensas, deixou inteiramente de dispensar-lhes atenção.

Recusou promulgar outras leis para o bem-estar de grande distritos de povo, a menos que abandonassem o direito à representação no Legislativo, direito inestimável para eles temível apenas para os tiranos,

Convocou os corpos legislativos a lugares não usuais, ser conforto e distantes dos locais em que se encontram os arquivos públicos, com o único fito de arrancar-lhes, pela fadiga o assentimento às medidas que lhe conviessem.

Dissolveu Casas de Representantes repetidamente porque: opunham com máscula firmeza às invasões dos direitos do povo.

Recusou por muito tempo, depois de tais dissoluções, fazer com que outros fossem eleitos; em virtude do que os poderes legislativos incapazes de aniquilação voltaram ao povo em geral para que os exercesse; ficando nesse ínterim o Estado exposto a todos os perigos de invasão externa ou convulsão interna.

Procurou impedir o povoamento destes estados, obstruindo para esse fim as leis de naturalização de estrangeiros, recusando promulgar outras que animassem as migrações para cá e complicando as condições para novas apropriações de terras.

Dificultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciários.

Tornou os juízes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor e pagamento dos respectivos salários.

Criou uma multidão de novos cargos e para eles enviou enxames de funcionários para perseguir o povo e devorar-nos a substância.

Manteve entre nós, em tempo de paz, exércitos permanentes sem o consentimento de nossos corpos legislativos.

Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior.

Combinou com outros sujeitar-nos a jurisdição estranha à nossa Constituição e não reconhecida por nossas leis, dando assentimento a seus atos de pretensa legislação:

por aquartelar grandes corpos de tropas entre nós;

por protegê-las por meio de julgamentos simulados, de punição por assassinatos que viessem a cometer contra os habitantes destes estados;

por fazer cessar nosso comércio com todas as partes do mundo;

pelo lançamento de taxas sem nosso consentimento;

por privar-nos, em muitos casos, dos benefícios do julgamento pelo júri;

por transportar-nos para além-mar para julgamento por pretensas ofensas;

por abolir o sistema livre de leis inglesas em província vizinha, aí estabelecendo governo arbitrário e ampliando-lhe os limites, de sorte a torná-lo, de imediato, exemplo e instrumento apropriado para a introdução do mesmo domínio absoluto nestas colônias;

por tirar-nos nossas cartas, abolindo nossas leis mais valiosas e alterando fundamentalmente a forma de nosso governo;

por suspender nossos corpos legislativos, declarando se investido do poder de legislar para nós em todos e quaisquer casos.

Abdicou do governo aqui por declarar-nos fora de sua proteção e movendo guerra contra nós.
Saqueou nossos mares, devastou nossas costas, incendiou nossas cidades e destruiu a vida de nosso povo.

Está, agora mesmo, transportando grandes exércitos de mercenários estrangeiros para completar a obra da morte, desolação e tirania, já iniciada em circunstâncias de crueldade e perfídia raramente igualadas nas idades mais bárbaras e totalmente indignas do chefe de uma nação civilizada.

Obrigou nossos concidadãos aprisionados em alto-mar a tomarem armas contra a própria pátria, para que se tornassem algozes dos amigos e irmãos ou para que caíssem por suas mãos.

Provocou insurreições internas entre nós e procurou trazer contra os habitantes das fronteiras os índios selvagens e impiedosos, cuja regra sabida de guerra é a destruição sem distinção de idade, sexo e condições.

Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo caráter se assinala deste modo por todos os atos capazes de definir tirano não está em condições de governar um povo livre. Tampouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós jurisdição insustentável.

Lembramos a eles das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e os conjuramos, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consangüinidade. Temos, portanto, de aquiescer na necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.

Nós, Por conseguinte, representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso Geral, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela retidão de nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colônias unidas são e de direito têm de ser Estados livres e independentes, que estão desoneradas de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro poder para declarar guerra, concluir paz, contratar alianças, estabelecer comércio e praticar todos os atos e ações a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.

No Congresso em 04 de julho de 1776.

Nota: Tenho muita admiração por este texto. Me parece ser paradigmático e valer em forma e conteúdo como modelo de apresentação de razões. O escritor/relator dele, Thomas Jeferson, tinha extrema habilidade argumentativa e um acurado senso equilíbrio. Espero que meus alunos de política e filosofia política, nas poucas aulas em que trato disto, aproveitem. Na idade moderna a política conquista um espaço de discurso que antes não possuia. Mas é claro que tá cheio de político por aí que mal imagina o quão importante é para a qualidade da política e da democracia o simples dar razões para seus atos e decisões. Alguns falam ainda como parlapatões, sem senso de precisão e rigor argumentativo, sem clareza e muitaa vezes aos volteios retóricos. O texto que trago aqui é um exemplo de discurso ao ponto, no ponto e devidamente afinado.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ARTE, ABELHAS E LIBERDADE EM KANT

A rigor dever-se-ia chamar de arte somente a produção mediante liberdade isto é, mediante arbítrio que põe a razão como fundamento dê suas ações. Pois embora agrade denominar o produto das abelhas (os favos de cera construídos regularmente) uma obra de arte, isto contudo ocorre somente devido à analogia com a arte; tão logo nos recordemos que elas não fundam o seu trabalho sobre nenhuma ponderação racional própria, dizemos imediatamente que se trata de um produto de sua natureza (do instinto) e enquanto arte é atribuída somente a seu criador.

Immanuel Kant. Crítica da Faculdade do Juízo. Tradução Valério Rohden e Antônio Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993, p. 149.

Bela passagem sobre a arte, publicada por Kant em 1790. Trata-se da terceira crítica onde o juízo de gosto é elevado ao grau máximo da racionalidade.

In memoriam ao meu Orientador de Bolsa de Iniciação Científica Dr. Valério Rohden – falecido em 2010.

domingo, 19 de junho de 2011

ABRA SUA MENTE: PENSE MAIS

Nunca estou pensando uma coisa só.

Sempre pensando em muitas coisas ao mesmo tempo e houve um tempo que eu me julgava maluco por causa disto. Fazia até segredo do fato de que estava fazendo diversas operações simultâneas na minha mente.

Em meio a discursos então nem se fala. Agora que comecei a cantar tive um consciência mais clara desta experiência. Eu cantando de olhos abertos pensando nas partituras, nas letras, nas notas e trocando com o olhar expressões com o público. Por mais concentrado que eu estivesse notei trocas. Assim, passei a meditar sobre o fato de que o pensar é um fluxo de diversos discursos.

O “discurso silencioso da alma” do amigo Platão, inimigo dos poetas, me fez pensar no sistema de idéias, ou nas constelações de idéias de que falam certos autores. Ora, fica claro que a hermenêutica tenta nos aproximar disto. Um convite para pensar sem as amarras do nosso tempo.

As vezes, pensando, me sinto um músico que escuta a sua composição com todas as notas de um arranjo. Como ao escrever isto agora. Por mais desorganizado que pareça este texto ele traz em si diversas camadas e linhas de raciocínio. Não tenho como derramar aqui toda a polifonia do meu pensamento. Penso na hipermídia, como penso também naquele percentual baixo que usamos da nossa capacidade mental. Einstein deveria ter uma noção disto. Temos a capacidade de dar andamento a paralelas de idéias num fluxo tal em que cada uma delas está no seu ritmo e tom próprio.

Assim, quando te disserem abra sua mente, entenda: pense mais, tenha coragem de pensar mais.

O foco é um exercício, é um começo.

Você deve ultrapassar a idéia enganadora de que só é possível pensar uma coisa só.

Não reprima sua mente.

Se reeduque e se exercite para pensar mais.

Não tenha medo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PIBID - APRESENTAÇÃO

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid)

O programa oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício do magistério na rede pública. O objetivo é antecipar o vínculo entre os futuros mestres e as salas de aula da rede pública. Com essa iniciativa, o Pibid faz uma articulação entre a educação superior (por meio das licenciaturas), a escola e os sistemas estaduais e municipais.

A intenção do programa é unir as secretarias estaduais e municipais de educação e as universidades públicas, a favor da melhoria do ensino nas escolas públicas em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) esteja abaixo da média nacional, de 4,4. Entre as propostas do Pibid está o incentivo à carreira do magistério nas áreas da educação básica com maior carência de professores com formação específica: ciência e matemática de quinta a oitava séries do ensino fundamental e física, química, biologia e matemática para o ensino médio.

Os coordenadores de áreas do conhecimento recebem bolsas mensais de R$ 1,2 mil. Os alunos dos cursos de licenciatura têm direito a bolsa de R$ 350 e os supervisores, que são os professores das disciplinas nas escolas onde os estudantes universitários vão estagiar, recebem bolsa de R$ 600 por mês.

Podem apresentar propostas de projetos de iniciação à docência instituições federais e estaduais de ensino superior, além de institutos federais de educação, ciência e tecnologia com cursos de licenciatura que apresentem avaliação satisfatória no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Os estabelecimentos devem ter firmado convênio ou acordo de cooperação com as redes de educação básica pública dos municípios e dos estados, prevendo a participação dos bolsistas do Pibid em atividades nas escolas públicas.

Palavras-chave: Pibid, bolsa, iniciação à docência, estágio na escola pública

FONTE: http://portal.mec.gov.br

domingo, 5 de junho de 2011

O Problema do Pensamento: NOTA

É grande a tentação de respondermos a pergunta sobre o que é o pensamento com uma definição que o distingue da linguagem e da realidade. Esta tendência está instaurada na tradição filosófica desde muito tempo. E as coisas tem corrido bem com isto. Os setores se mantém distitntos e cabe apenas estabelecer as conexões adequadas e comprováveis. Mas tenho pensado nesta tendência à simplificação da questão do pensamento.