sábado, 6 de setembro de 2014

A POLÍTICA DA HUMILHAÇÃO E DOS MERCENÁRIOS

Calma meu companheiro. A política que voltou  a vicejar em São Leopoldo é esta mesma. Sempre lembro de alguns caras que quando o Vanazzi assumiu a prefeitura de São Leopoldo eram especializados em conceder favores, privilégios, remédios, consultas e todo tipo de benesse em troca de votos. Nós conseguimos eliminar a maioria destas práticas, mas elas voltam com seus líderes e com seus próprios partidos políticos bem conhecidos. Assim, como volta a militância de aluguel, assim como alguns que estavam ao nosso lado exibem com orgulho sua face mercenària e o empreguismo e a troca de posição política por cargos ou uma boquinha continua.. Hoje estive pensando nisto também pela manhã. Pois ontem um aluno meu cujo pai é um militante histórico do PDT e que faz campanha para o seus candidatos com argumentos e propostas  falou que estão pagando R$100,00 a R$200,OO reais para quem autoriza colocar as placas de determinados candidatos em frente as casas  E são os mesmos partidos tradicionais, conservadores e de direita que fazem isto. Mas veja bem o que significa isso. Significa que a pessoa que vende sua cerca não tem ideologia, nem programa, nem responsabilidade alguma com a política, não faz juízo de mérito nem moral e, pior, aceita migalhas em troca da sua dignidade e da possibilidade de mudar a cidade, o estado e o país.  É isso uma submissão ao poder do dinheiro e a abdicação da defesa do interesse público em troca do mais mesquinho e comezinho egoísmo. São uns coitados na real e não tem moral alguma para defender esta ou outra política porque acaba por todos saberem que grau de estofo e de compromisso eles tem. Eu fico imaginando os vizinhos que observam isso refletindo e que sabem então quem é seu morador mais próximo e qual é a qualidade da política dele. E olho para São Leopoldo e observo bem o comportamento do nosso povo, não porque estou acima deles, mas porque sou um igual e quero algo melhor para esta cidade do que esta maniazinha de tirar vantagem, ganhar privilégio ou puxar o saco de poderosos em troca de um privilégio, deferência ou benesse. E vejo a cidade suja, muita coisa mal feita e alguns candidatos que andam na rua como se fossem os heróis da humanidade e ostentando seu brilho fátuo e passageiro. Ontem vi pessoas arrastando cartazes, carregando bandeiras com desânimo e um séquito inteiro de coitados perseguindo a atenção dos poderosos. E na dispersão você vê quem é quem. E vi muito pouco militante de verdade que carrega uma bandeira com orgulho e que se anima de fato com um candidato, um partido e uma proposta.Tenho mais pena do que horror à humilhação daqueles que aceitam migalhas e que não tem argumentos nem propostas a defender e cujas histórias vão se resumir a serviu a este ou à quele e nunca jamais a uma causa coletiva à solução de um problema da sociedade e da cidade.. Os políticos, candidatos e cabos eleitorais que fazem este tipo de coisa movem muitos esforços para arrecadar recursos e garantir a visibilidade deste tipo de política, mas se esquecem que fazem isso em espaços públicos em que todos vêem este espetáculo miserável de política do faz de conta. E a representação de alegria que vi nos olhos de alguns é a face mais triste desta humilhação. O incrível mesmo é que alguns que contribuíram em muito para recriar este tipo de anomalia da política e monstro da política agora fazem de conta que não tem nada que haver com isso. Tudo bem meu companheiro, mas eu sempre lembro mesmo que a terra é redonda e que tudo que vai, vem também, mais cedo ou mais tarde e que ainda é possível mudar e avançar no sentido de acabar de vez com esta política.

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