sábado, 4 de janeiro de 2014

DESPEDIDA

Joguei tuas cinzas ao mar

No mesmo lugar

Que vi repousar meu irmão

Também em cinzas mergulhar

Mas as tuas cinzas foram assopradas pelo vento

e até os quero-queros gritaram ao ver

aquela cena de um menino

correndo em redemoinhos

na beira mar e em meio

a uma nuvem de pó e poeira do teu corpo

Era uma despedida de espírito e fé

Com permanência de amor e cor.

Nenhum fantasma habita meu sono

desde que você me ensinou

que só a força tem a força e a luz

e que só o amor faz a única ligação possível

entre o que é do espírito e o que é do mundo.

E que o único poder que há

é voltar a habitar


em teu verdadeiro lar...

(02/01/2014 - 23:30)

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