Sobre o texto dos anjos e demônios eu diria que de fato os políticos e os homens não precisam ser nenhum nem outro. As vezes usar o juízo nos impõe justamente o sacrifício de ideais que não são realizáveis e cada um de nós deve passar por esta experiência e tentar conservar ou aumentar sua legitimidade ao fazê-lo. Não dá para avaliar o mundo real ou o desenrolar do jogo da arquibancada ou do camarote VIP, na vida real é preciso levar muita canelada, correr mais que os outros e dar os passes certos para sobreviver em campo. Nas cocheiras todos os cavalos são iguais, agora coloca eles no derby para ver quem é quem e cavalo que não correu ainda não pode sequer avaliar como é o peso da sela, da montaria e de que lado bate o relho. A política é um universo muito mais duro e desconfortável do que parece. Aprendi a respeitar muito os que crescem neste ambiente inóspito - em que ninguém é amigo de ninguém - em que só vale mesmo a força e a inteligência em sentido puro, muito puro. Bem e é por isto que eu creio que a gente olha para a política procurando anjos e demônios, porque nenhum deles pode ser simplesmente mediano.
POLÍTICA, HISTÓRIA, FILOSOFIA, SOCIOLOGIA, DEMOCRACIA, DEMOGRAFIA, GEOGRAFIA, lITERATURA, POESIA E ARTE - TEXTOS PARA INFORMAR, DIVULGAR, LER E CRITICAR - Daniel Adams Boeira - 13 de junho de 2009 - daniel underline boeira arroba yahoo ponto com ponto br
terça-feira, 30 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
O VIDENTE DE CADA DIA
As vezes fico procurando o vidente de cada dia e o encontro sempre ocupado com coisas simples, triviais e que não requerem nenhum gênio ou ilustração. Ele tem disso mesmo: só gosta mesmo do coloquial, dos lugares comuns, ama metáforas. brocardos, rimas e birras. Pelo menos eu penso que é isso.
As vezes me surpreendo com seus lances. Outras vezes me pergunto mas como é que eu não pensei nisto antes.
Teve um dia que ele me veio com três tiradas por hora. Acho que estava eufórico ou ele é mesmo compulsivo.
Mas ai pensei: perái meu! Quer se exibir? Para ser vidente é preciso acertar poucas coisas, mas que são definitivas, sem volta! Se você começar a chutar vou te tirar a bola! Ele me olhou com os olhos baixos e disse:
Tu devia era aproveitar o meu entusiasmo e parar de ser tão exigente comigo. Um dia vais sentir falta de mim e ficará assim num arrependimento, num muxoxo só.
Eu olhei para ele e disse: Vou pensar no teu caso! Me dá uma semana? E me fui para a escola...
terça-feira, 23 de outubro de 2012
OBAMA VERSUS ROMNEY: POLÍTICA EXTERNA NAS ELEIÇÕES 2012 - EUA
Após assistir o debate entre Obama e Romney sobre política externa e relações internacionais para os EUA percebi que com certeza alguém que possui a incapacidade de ter definições claras sobre política externa é muito perigoso para a humanidade.
Obama conseguiu demonstrar os erros sistemáticos de posicionamento de Mitt Romney em diversos temas e também que quando ele muda de opinião é incapaz de reconhecer exatamente porque mudou e o que significa esta mudança.
Para mim existe uma grandiosa diferença entre armar a oposição Siria ou ter posições internacionais contrárias aos massacres na Síria. Com certeza Romney demonstra sistemática e vacilantemente que suas posições levam os EUA para mais uma aventura externa do tipo Vietnã, Iraque, Afeganistão e etc.
O mundo deveria ter o direito de impor aos EUA um limite a suas pretensões exteriores. Não dá mais para os EUA serem os xerifes do mundo e os incontestáveis representantes de uma política de guerra. E Obama demonstrou muita firmeza. Eu discordo de algumas posições dele, mas isso só é possível pela sua firmeza. E creio que em política internacional não dá para a humanidade inteira depender de humores oscilantes e paixões repentinas como as que percebi claramente em Romney.
Espero que neste caso, a grande família Adams americana que tem tradição republicana lá na formação dos EUA em 1776, começando pelo velho Samuel, passando por John pai e John filho, votem num candidato democrata desta vez.
Os EUA tem que parar de sacrificar seus filhos e os filhos de toda a humanidade através de uma política externa belicista, intervencionista e equivocada. Obama não é - salvo melhor juízo - o fim e a remissão desta política, mas diminui esta estratégia que quase independe do Salão Oval, porque está entranhada na ordem de estado americano.
Os Falcões, representantes das indústrias e corporações militares, ainda mandam no exército e em diversos setores da política americana e seu foco é sempre uma política externa agressiva, mas hoje disputam teses que ontem eram hegemõnicas na direção.
Mas mitigar isto só é possível, na atual conjuntura, com Obama.
O exemplo do texto de Michael Moore ali abaixo é incrivelmente atual e perigoso.
Obama conseguiu demonstrar os erros sistemáticos de posicionamento de Mitt Romney em diversos temas e também que quando ele muda de opinião é incapaz de reconhecer exatamente porque mudou e o que significa esta mudança.
Para mim existe uma grandiosa diferença entre armar a oposição Siria ou ter posições internacionais contrárias aos massacres na Síria. Com certeza Romney demonstra sistemática e vacilantemente que suas posições levam os EUA para mais uma aventura externa do tipo Vietnã, Iraque, Afeganistão e etc.
O mundo deveria ter o direito de impor aos EUA um limite a suas pretensões exteriores. Não dá mais para os EUA serem os xerifes do mundo e os incontestáveis representantes de uma política de guerra. E Obama demonstrou muita firmeza. Eu discordo de algumas posições dele, mas isso só é possível pela sua firmeza. E creio que em política internacional não dá para a humanidade inteira depender de humores oscilantes e paixões repentinas como as que percebi claramente em Romney.
Espero que neste caso, a grande família Adams americana que tem tradição republicana lá na formação dos EUA em 1776, começando pelo velho Samuel, passando por John pai e John filho, votem num candidato democrata desta vez.
Os EUA tem que parar de sacrificar seus filhos e os filhos de toda a humanidade através de uma política externa belicista, intervencionista e equivocada. Obama não é - salvo melhor juízo - o fim e a remissão desta política, mas diminui esta estratégia que quase independe do Salão Oval, porque está entranhada na ordem de estado americano.
Os Falcões, representantes das indústrias e corporações militares, ainda mandam no exército e em diversos setores da política americana e seu foco é sempre uma política externa agressiva, mas hoje disputam teses que ontem eram hegemõnicas na direção.
Mas mitigar isto só é possível, na atual conjuntura, com Obama.
O exemplo do texto de Michael Moore ali abaixo é incrivelmente atual e perigoso.
domingo, 21 de outubro de 2012
PORQUE O PENSAMENTO SEGUE REGRAS?
Pergunta filosófica da semana com algumas anotações:
Porque o pensamento segue regras?
1. Pensamento aí é pensamento racional que combina reflexão e entendimento com sensibilidade e percepção e produz juízos;
2. Pensamento aí está a serviço da busca da felicidade; portanto leva em consideração sempre os desejos, quereres e vontades do sujeito e reflete sobre obstáculos, limites, desafios e exigências que se impõem a estes desejos;
3. Pensamento aí é capaz de produzir regras, reconhecer regras, compreender as relações de causa e efeito e buscar as condições formais e materiais dos juízos;
4. Pensamento ai distingue com facilidade a realidade dos delírios da vontade;
5. O sujeito que busca seguir regras tomou a decisão consciente de ser feliz e procura os meios para que tal se realize....
Porque o pensamento segue regras?
1. Pensamento aí é pensamento racional que combina reflexão e entendimento com sensibilidade e percepção e produz juízos;
2. Pensamento aí está a serviço da busca da felicidade; portanto leva em consideração sempre os desejos, quereres e vontades do sujeito e reflete sobre obstáculos, limites, desafios e exigências que se impõem a estes desejos;
3. Pensamento aí é capaz de produzir regras, reconhecer regras, compreender as relações de causa e efeito e buscar as condições formais e materiais dos juízos;
4. Pensamento ai distingue com facilidade a realidade dos delírios da vontade;
5. O sujeito que busca seguir regras tomou a decisão consciente de ser feliz e procura os meios para que tal se realize....
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
POLÍTICA COMO VOCAÇÃO - MAX WEBER: COMENTÁRIO 2
Max Weber "diferencia dois tipos essenciais do
políticos: os que vivem para a política e os que vivem da política.
O político que vive da política é aquele que não possui recursos materiais para a sua subsistência para além dos recursos provindos da própria atividade política. Sua atuação pública se confunde com uma luta não apenas por ideais comuns ou interesses de classes, mas também pela conquista de meios de conseguir renda, o que de alguma forma prejudica a capacidade de distanciamento para a análise racional dos problemas de seu cotidiano enquanto profissional da política.
Já o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da atividade política significa, também, uma independência de seus objetivos no decorrer da vida pública. Sua conduta pode esta voltada para a busca de prestígio, honra, ideais, ou até mesmo do “poder pelo poder”, mas não tomaria como prioridade a busca por recompensas financeiras em decorrência da profissão política, pois já disporia de recursos materiais suficientes."
in A Política como Vocação. ver tb resumo na WIKIPEDIA - PT.
Mas se
pode encontrar uma contradição e inversão ai também. Pois não é a garantia da
subsistência que torna o político mais racional. E nem sempre a garantia da
subsistência gera um distanciamento para a análise racional.
As vezes
o político que vive para a política não faz a política, permanece no simulacro.
Ainda que isto para alguns seja justamente a política.
As duas
análises são corretas teoricamente falando a partir da perspectiva de Weber. O
problema é que existem contradições reais.
Alguns
que tem a subsistência garantida também não dão à mínima para aqueles que não
tem.
Assim
este pensamento acaba somente por
reproduzir esta lógica num outro nivel. Neste sentido, o tipo ideal de Weber
pode ser para nós somente um tipo e de ideal não tem nada, porque não vai
realizar uma política pautada nas necessidades.
Não há
nenhuma indignidade na busca dos meios por conseguir renda, pois esta é a
lógica da sociedade capitalista e seria uma ingenuidade querer que isto ficasse
do lado de fora do espaço político.
O
problema é quando este é o único propósito. O para si e o para o outro devem
estar num desequilíbrio em que o para o outro seja de fato um imperativo
político. Bem, mas alguns diriam que isto também é ingenuidade.
Assim,
vamos ter que usar uma balança especial para medir efetivamente os pesos entre
estes dois pratos.
Agrego
este comentário para mostrar que nada disto é tão simples assim.
E que na
experiência prática e concreta disto que entendemos as justificações e as
racionalizações das pessoas a este respeito.
POLÍTICA COMO VOCAÇÃO - MAX WEBER: COMENTÁRIO 1
As vezes podemos dar a impressão
de estar fazendo troça de um intelectual quando o citamos arrevezadamente ou
quando analisamos resumos de suas idéias. E no domínio político este risco me
parece maior. Ontem citei aqui Max Weber através de um resumo cujo texto
interessa a um debate que devemos fazer sempre sobre as pessoas que vivem para
a política e as pessoas que vivem da política. Procurei problematizar na superfície
alguns problemas da abordagem dele. Mas isto não significa que destruí o
pensamento dele ou que não reconheço toda sua grandiosa e extraordinária importância
para qualquer discussão sobre política. E o texto do qual usei paráfrase é um
clássico indispensável e básico para quem quer se aventurar ou se dedicar a
este tema, seja em mero pensamento, seja na ação. Agora me parece ser um
momento privilegiado por necessidade e por “acidente” para a reflexão serena
sobre a ação, preparando uma nova ação e refletindo sobre o que se passou. Max
Weber conclui seu ensaio de 1918 – num contexto muito interessante aliás, com as seguintes palavras:
“A política é como a perfuração
lenta de tábuas duras. Exige tanto paixão como perspectiva. Certamente, toda
experiência histórica confirma a verdade – que o homem não teria alcançado o
possível se repetidas vezes não tivesse tentado o impossível. Mas, para isso, o
homem deve ser um líder, e não apenas um líder, mas também um herói, num
sentido muito sóbrio da palavra. E mesmo os que não são líderes nem heróis
devem armar-se com a fortaleza de coração que pode enfrentar até mesmo o
desmoronar de todas as esperanças. Isso é necessário neste momento mesmo, ou os
homens não poderão alcançar nem mesmo aquilo que é possível hoje. Somente quem
tem a vocação da política terá certeza de não desmoronar quando o mundo, do seu
ponto de vista, for demasiado estúpido ou demasiado mesquinho para o que ele
deseja oferecer. Somente quem frente a tudo isso, pode dizer “Apesar de tudo”
tem a vocação para a política.”
WEBER, Max. Política como Vocação.
Texto traduzido por Waltensir Dutra. In; Ensaios de Sociologia. p.89
Que elas sirvam para distinguir e
reconhecer identidades políticas e vocações políticas.
Por fim, li um texto paralelo no Facebook que me atiçou bastante.
Como eu gostaria que a clareza, a
precisão e o rigor fossem instantâneos nos nossos textos. Mas nem a realidade é
compreendida instantaneamente e nem a linguagem é assim também compreendida e
utilizada. Apesar da minha dedicação passageira a filosofia analítica, esta
escol em nada garante que as coisas sejam comunicadas tão claramente assim. Se
a clareza fosse o único requisito para resolver os problemas, milhares de homens
e mulheres antes de nós e mais brilhantes que nós, já teriam resolvido todos os
problemas do mundo e da humanidade. O problema é que os problemas mudam de
forma, as pessoas mudam de compreensão e de incompreensão também ao longo do
tempo, e as pessoas também mudam. Eu gostaria que todas as pessoas que dão palpites
em política ou que se aventuram a julgar os políticos dedicassem algum tempinho
maior de suas vidas para estudar este tema. Não são somente os políticos que
devem evoluir, mas aqueles que ficam sentados nas arquibancadas da política
também precisam evoluir e descobrir que preconceitos e juízos precipitados não trazem
bons resultados políticos.
Tenho convicção de que a
democracia brasileira evolui e que todos os agentes e cidadãos passam num
processo de aprendizagem. Nunca podemos esquecer que temos nos últimos anos o período
mais longo de democracia no Brasil, mas que são somente 23 anos de democracia
plena no Brasil em todos estes 123 anos de República. Assim, creio que impugnar
a democracia brasileira por este ou aquele resultado, a partir desta ou aquela
perspectiva é um ato de ignorância histórica ou de má intenção política.
“Apesar de tudo” devemos, então,
seguir em frente de cabeça erguida e aceitando e compreendendo todas as lições
da história e do povo que é o verdadeiro soberano numa democracia republicana.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
MELANCOLIA FILOSÓFICA: DAVID HUME
"Mas antes de me lançar nessas imensas profundezas da filosofia que se apresentam diante de mim, vejo-me inclinado a deter-me um instante em minha presente situação, e a avaliar essa viagem a que me propus fazer e que sem dúvida requer o máximo esforço e arte para ser concluída com sucesso. Sinto-me como um homem que, tendo encalhado em muitos recifes e tendo escapado com grande dificuldade de um naufrágio em um pequeno estreito, tem ainda a temeridade de retornar ao mar no mesmo navio avariado e castigado pelo mau tempo, e ainda carrega a sua ambição tão longe a ponto de percorrer o globo nessas circunstâncias desvantajosas. Minha memória dos erros e da perplexidade do passado tornaram-me desconfiado do futuro. A condição debilitada, a fraqueza e a desordem das faculdades que devo utilizar em minhas investigações aumentam a minha apreensão. E a possibilidade de emendar e corrigir tais faculdades leva-me quase ao desespero, e quase a preferir perecer nas pedras em que me encontro no momento, do que aventurar-me na imensidão do alto mar. Esta súbita visão de perigo em enche de melancolia; e como ocorre com essa paixão, dentre todas as demais, perder-se em si mesma, eu não posso deixar de alimentar o meu desespero com todas essas reflexões desanimadoras que o presente assunto me oferece com tamanha abundância.
Sinto-me assustado e confuso com esta situação desesperante em que me encontro em minha filosofia, e imagino a mim mesmo como um monstro estranho e grosseiro que, não sendo capaz de se misturar e se unir em sociedade, foi expulso do convívio humano, totalmente abandonado e deixado inconsolável. De bom grado misturar-me-ia à multidão em busca de proteção e cordialidade, mas sendo possuidor de tal deformidade, não posso ousar misturar-me. Convido a outros que se unam a mim com o objetivo de constituir uma sociedade à parte, mas ninguém me atende. Todos se opõem à distância e temem a tormenta que me golpeia de todos os lados. Expus-me à inimizade de todos os metafísicos, lógicos, matemáticos e mesmo teólogos; devo alegrar-me com os insultos que tenho de suportar? Declarei a minha desaprovação de seus sistemas; devo surpreender-me por eles expressarem seu ódio de minha pessoa? Quando contemplo todas as disputas, contradições, calúnia e difamação; quando dirijo a minha atenção para o meu interior, não encontro nada senão dúvida e ignorância.
Todo o mundo me opõe e me contradiz; tal é a debilidade que experimento que todas as minhas opiniões se desfazem e caem por si mesmas quando não sustentadas pela aprovação dos outros. Cada passo que dou com vacilação e cada nova reflexão me faz temer um erro ou um absurdo em meu raciocínio. Ora, com que confiança posso aventurar-me a um empreendimento tão audaz quando, além das infinitas debilidades que me são peculiares, descubro tantas outras que são comuns à natureza humana? Posso estar seguro de que ao abandonar todas as opiniões estabelecidas chegarei à verdade? E por qual critério devo distingui-la se a fortuna guia por fim os meus passos? Após o mais preciso e exato dos meus raciocínios, não posso dar uma razão do porquê deva eu assentir a ele e não experimento mais do que uma forte inclinação a considerar os objetos fortemente do ponto de vista a partir do qual se me apresentam."
sábado, 29 de setembro de 2012
UM ANO SEM O RAFAEL JUNTO
Bom dia.....hoje é dia de São Rafael...e eu gostaria de homenagear a memória do meu irmão Rafael Adams Boeira que no ano passado neste mesmo dia passou para outra morada e outra dimensão do ser.... neste um ano que passou não tive um dia em que não pensei nele e naquilo que nós tinhamos de mais comum e próximo...o desaparecimento físico de um ente querido parece que recarrega todas as nossas memórias comuns...lembro sucessivamente de muitos momentos juntos, lembro dos nossos gostos comuns e desejos comuns como eu gostaria de poder sentar com ele hoje pégar o violão e cantarmos juntos qualquer canção, qualquer modinha qualquer melodia...gostaria de pode sair com ele pedalando de bicicleta como fazíamos quando meninos....andar de skate, sim, andar de skate e rir quando um caia ou quando um consguia uma manobra perfeita ou legal...jogar futebol na praça do imigrante em frente a antiga casa do estudante e ver aquelas madeixas voarem e aqueles passinhos rápidos anteciparem o gol...muitas coisas mais.....irmos eu ele e nosso pai para uma obra fazer instalação elétrica e ver ele com aquele perfeccionismo só dele montar um quadro de comando ou fazer conexões e isolá-las com perfeição...lembro dele me levando com a Rejane para o parto da Isabella Fortes Boeira , da festinha que fizemos na formatura da Rachel, dos momentos em que ele ficava explicando para a Antônia Souto Boeira certos detalhes do brincar, como aprontar as bonecas e etc...daquelas piadas que desarmavam a gente...daquele jogo de sinuca interminável em que ele sempre ganhava no final...do Tico...aquele pardal que ele e o Si adotaram na Rua Grande...trataram da asinha e que voava ao lado dele...nossa...das nossas expedições no período de construção dos diques às margens do Rio dos Sinos...daquela noite em que nós e mais uma batelada de amigos dormimos na beira do Rio sendo devorados pelos mosquitos, mas não desistimos...da gente correndo no campo, branco de geada com os quero-queros nos sobrevoando as cabeças...dele desarmando o boteco com aquele jeitão dele...milhares de momentos maravilhosos, engraçados e curiosos...dava para fazer contagem regressiva para ver quando ele ia discordar de mim sobre qualquer assunto....meu irmão, meu par, meu mais legítimo contrário e duplo...quanta falta sinto do bombardeio crítico dele que me obrigava a pensar sempre mais...me obrigava a contornar....a refletir...meu irmão me impulsionava tanto...e tinha uma coisa e que nunca tive um carisma maravilhoso...nossa era muito difícil encontrar alguém que não gostasse dele...do Rafa, do Rafinha ou do Rafijas....nossa quantos amigos ele tinha e eu acabei herdando todos eles...tenho tanto carinho por eles, a gente aprende muita coisa legal com irmãos e ele me ensinou a ser mais gente....ele atacava qualquer cara que tinha aquela pose arrogante desarmando completamente com duas palavras ESTILO NOJENTÃO.... pois bem vou terminar esta breve memória...com muito amor, carinho e fé na humanidade....Rachel Adams Boeira, Isabella Fortes, Bruno Boeira a gente sente saudade, mas temos a obrigação de sermos felizes...como o mano queria...bem vou para a Caminhada da Vitória - e voto Zulke 13 com muito orgulho e queria meu irmão ao meu lado.....
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O HOSPITAL NOVO NÃO FOI FEITO PORQUE A PREFEITURA NOVA ERA MAIS IMPORTANTE? NÃO!
O HOSPITAL NOVO NÃO FOI FEITO PORQUE A PREFEITURA NOVA ERA MAIS IMPORTANTE?
Não. Perdeu-se uma fonte de financiamento externo. Se lembrares do que era a perspectiva em 2009 e, se realmente domina a matéria que estais a dar opinião aqui e a fazer juízo saberia disto. Lembra que era inclusive para ser um Hospital Especializado com uma ênfase para Idosos? Mas tu deves lembrar também que o país de onde viriam estes recursos para alavancar isto entrou em crise econômica logo depois. E aí perdeu-se esta fonte de recursos.
Isto acontece em qualquer administração. Cria-se um alternativa positiva e de repente a conjuntura econômica ou social a deixa inviável. Muitas coisa que o Governo Vanazzi fez foram viáveis porque a conjuntura ajudou e os esforços foram correspondidos. Enquanto isto, os recursos e os convênios para a a Modernização Administrativa, via Governo Federal, para a Prefeitura Nova continuaram se confirmando e entrando via PMAT.
Agora, vamos ver. Hoje efetivamente se tem uma perspectiva bem melhor de entrada de recursos para o hospital novo, graças aos dois Deputados Federais e seus trabalhos e também a ótima relação como o Governo Federal e Estadual.
Qualquer pessoa que já administrou de fato alguma coisa sabe que é assim. As vezes acontece que por fatores alheios a tua vontade e ao teu senso de prioridade algumas coisa não dão certo e outras dão.
Que vai se fazer então? Jogar fora recursos para modernizar a Prefeitura porque os recursos para o Hospital não vingaram?
Desconheço qualquer gestor responsável que faria isto.
Ou você pensa assim?
VOTO ZULKE 13 - PORQUE SEI QUE DÁ PRA FAZER AINDA MAIS JUNTOS!!!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
UM NOVO CENTRO ADMINISTRATIVO PARA UMA NOVA CIDADE: VOTO ZULKE 13
Desde 2006 o prefeito Ary Vanazzi tentou criar
condições para construir um novo centro administrativo para São Leopoldo. A
administração iniciada em 2005 tinha como desafio pensar a cidade para os
próximos 50 anos ou mais. Na época foi projetado um centro administrativo para
ser construído na Avenida Imperatriz Leopoldina, próximo ao parque Imperatriz. Este projeto foi descartado porque,
basicamente, deslocava o eixo administrativo da área central da cidade. Levar a
prefeitura para longe do centro comercial e de transportes da cidade traria um
prejuízo duplo, para o centro comercial e para a própria administração.
Ficou
claro que a localização do Centro administrativo é estratégica. Assim, o projeto da nova estrutura foi localizado
onde se encontrava o Centro Popular de Compras, na Avenida Dom João Becker, em
frente à Rodoviária e bem próximo da sede anterior. Isso garantiu visibilidade
e acessibilidade plena ao Novo Centro Administrativo.
Além disso, a idéia de um Novo Centro
Administrativo é mais importante para o futuro da cidade do que parece à
primeira vista. E tem três aspectos decisivos ao ser favor. Em primeiro lugar
permite no Novo Centro Administrativo
a centralização e qualificação dos serviços da Administração Municipal. Em
segundo lugar, abre a possibilidade de um Espaço
Novo para a Cultura de São Leopoldo, e, por fim, em terceiro lugar permitirá
a economia de recursos públicos que poderão sim ser destinados para o projeto
de construção do Novo Hospital da cidade.
A partir de 2005 a Prefeitura Municipal passou a atender com
mais Secretarias, mais servidores e mais serviços. Diferentes setores e
demandas da sociedade, que antes não possuíam políticas públicas voltadas
diretamente para as suas questões, passaram a possuir secretarias e equipes
específicas para desenvolverem suas políticas públicas, programas e projetos.
Secretarias que não existiam e que eram agrupadas
passaram a existir ou foram separadas. Vou dar alguns exemplos porque é pouco
provável que nenhum dos leitores não esteja pelo menos em algum dia do ano ou
em alguma situação determinada sendo atingido por elas. Por exemplo:
Assistência Social, Habitação, Segurança Pública, Cultura, Turismo, Esportes,
Igualdade, Secretaria Geral, Procuradoria Fazendária, Defesa Civil, Políticas
para as Mulheres, Relações Internacionais, Garantias Individuais, Compras
Públicas. Todas elas geraram atenção e tratamento mais adequado a questões da
cidade e dos cidadãos.
Quem mais vai se beneficiar com o Centro
Administrativo é a população da cidade, mas também os servidores públicos terão
melhores condições de trabalho e eles merecem. Bem como, haverá uma
intensificação e aproximação de diversas secretarias que precisam funcionar
mais articuladas para dar continuidade no processo de atração de mais investimentos
para cidade, captação de recursos e qualificação de projetos. Isto tudo, com
redução dos tempos nos processos e trâmites de processos, protocolo comum para
abertura de processos em relação a administração e ainda a concentração do
atendimento ao cidadão num único local representa um importante avanço na
qualidade da prestação de serviços ao cidadão. Assim, nosso atendimento será
qualificado e a população terá mais comodidade e tranqüilidade
O novo prédio vai gerar economia de R$ 1,5 milhão
ao ano, ao concentrar em uma estrutura de 8 mil metros quadrados o gabinete do
Prefeito e Vice-Prefeito, gabinete da Primeira Dama, as secretarias Geral de
Governo, Administração, Compras, Planejamento, Fazenda, Desenvolvimento
Econômico e Social, Comunicação, Relações Internacionais, Turismo, além da
Procuradoria Geral do Município, Procuradoria Fazendária, Diretoria de Recursos
Humanos, Procon e Ouvidoria
A estrutura nova
vai promover, assim, redução em aluguéis de salas bem como nos custos de
logística e telefone, entre outros gastos. Não só os funcionários públicos se
beneficiarão com espaços novos de trabalho com melhores instalações para a
produção de projetos, controle de processos e elaboração de políticas,
programas, ações que atendam a cidade e construam o futuro da cidade, mas
principalmente a população em geral que terá à disposição diversos serviços em
um único local. O prédio de oito mil metros quadrados tem área 5 vezes
maior que o prédio sede atual.
Além
disto, em 2010, com o intuito de modernizar a gestão e qualificar o
atendimento às demandas e necessidades dos cidadãos e cidadãs, a Prefeitura
Municipal de São Leopoldo e a Caixa Econômica Federal assinaram contrato para implantação do Programa de Modernização
Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT). Para isso, serão
investidos R$ 3,6 milhões na modernização da administração tributária e na
melhoria da qualidade do gasto público, dentro de uma perspectiva de
desenvolvimento local sustentável. O acordo é o primeiro firmado no país. E o
Novo Centro Administrativo será equipado a partir deste projeto também.
Os Investimentos obtidos
através de contratos e convênios de captação de recursos que somam a monta de R$
1 bilhão até 2012, com recursos oriundos do Governo Federal através de
contratos e financiamentos em diversas obras estruturais de saneamento,
moradia, mobilidade urbana, somados agora aos recursos captados junto ao
Governo estadual estão viabilizando muitas melhorias na cidade. Bem para obter
estes recursos houve um esforço de boa parte dos servidores municipais na
produção de projetos, execução de projetos e captação de recursos.
O Centro Administrativo dá um
passo decisivo no aspecto da gestão para os próximos 50 anos. São Leopoldo tem
se destacado pelo pioneirismo nas políticas públicas e pelos seus traços de
gestão também. Além das ações já citadas, iniciamos aqui o modelo de consórcio
com o Pró-Sinos. A parceria que desenvolvemos aqui, a partir daquela tragédia
de mortandade dos peixes no rio dos sinos em 2007, entre os municípios do
consórcio é pioneiro no país, pois é o primeiro consórcio público de bacias do
Rio Grande do Sul e o mais bem estruturado e avançado no Brasil. Com o PMAT,
aplicaremos R$ 20 milhões na estrutura e qualificação do pessoal.
O PMAT prevê melhora no atendimento,
nota fiscal eletrônica, novos equipamentos de informática, atualização de
cadastro e qualificação de recursos humanos. Do valor total, R$ 700 mil serão
para aquisição de mobiliário do Centro Administrativo. Haverá uma contrapartida
para a área de Saúde. Com isto, na área da saúde haverá também a interligação
dos sistemas dos postos de saúde.
Entre os itens financiáveis,
incluem-se: tecnologia de informação e equipamentos de informática, serviços
técnicos especializados, equipamentos de apoio à operação e fiscalização e
infra-estrutura física. As modalidades permitirão aquisição de hardware e
desenvolvimento de software, implantação de programas de treinamento de
pessoal, execução de serviços para desenvolver atividades do projeto, inclusive
sistemas de organização e gerência, aquisição de equipamentos operacionais e de
comunicação e adequação de ambientes físicos.
A Prefeitura atualizará,
ainda, o Cadastro Técnico por meio do Geoprocessamento, implantará Nota Fiscal
Eletrônica, realizará compra de equipamentos, capacitação dos recursos humanos;
gestão de documentos. Também irá adquirir mobiliário para o novo centro
administrativo e aperfeiçoará a estrutura de TI. O PMAT possibilita que os
municípios atuem na obtenção de mais recursos não inflacionários. Dessa forma,
melhoram a qualidade e reduzem o custo praticado na prestação de serviços
municipais nas áreas de administração geral, assistência social, saúde,
educação e de geração de oportunidades de trabalho e renda.
Desde dezembro de 2009 o
município buscou a aprovação da proposta ao PMAT. São Leopoldo tem hoje
potencial para ser exemplo para o país com este programa. Programas como o PAC
e o Minha Casa, Minha Vida mostram que a cidade tem uma equipe preparada e
motivada para receber o programa.
A obra da Prefeitura também
combina modernidade com preservação ambiental. A antiga figueira da esquina da
Rua Saldanha da Gama com Rua Brasil continuará a compor o cenário da cidade, e
fará parte do novo Centro Administrativo de São Leopoldo. Contudo, algumas árvores
foram transplantadas. Todas as espécies existentes no terreno foram
fotografadas e catalogadas. As espécies exóticas foram transplantadas para o
Parque Imperatriz; e as espécies nativas - Palmeiras e Gerivás - assim como
novas mudas serão replantadas no Centro Administrativo. Outras foram retiradas
com o objetivo de melhorar o trânsito na entrada de São Leopoldo.
Houve a necessidade de
adequação do projeto para que a Figueira fosse mantida. Todas as modificações
estão sendo feitas com base na lei, e com autorização da Secretaria Municipal
do Meio Ambiente.
O design do novo Centro
Administrativo mistura o antigo e o moderno. No hall de entrada, por exemplo,
haverá uma escadaria com painéis que contarão a história da cidade, desde os
primeiros habitantes indígenas, passando pela feitoria de escravos negros e a
chegada dos imigrantes alemães até os dias de hoje. Além disto, no largo em frente ao centro administrativo serão afixadas
duas homenagens importantes para a história da cidade. De um lado, um monumento
em homenagem à Jacobina Mentz Maurer, a famosa lider religiosa do episódio dos
Muckers, e de outro o monumento ao Médico João Carlos Haas Sobrinho que foi
desaparecido na Guerrilha do Araguaia. São duas pessoas que ao seu tempos
sacrificaram suas vidas em nome de um ideal pouco compreendido e aceito, mas
que mostrou-se com o tempo, acertado. João pela democracia e Jacobina pela
liberdade religiosa e de organização comunitária.É importante numa obra
pública como está cuidarmos e mantermos viva a nossa história.
O novo centro possibilitou
obras em seu entorno trazendo melhorias no fluxo de veículos - com os
corredores de ônibus - e está valorizando o centro histórico da cidade e
proximidades.
É
interessante a resistência que hoje se propaga na cidade contra este projeto. O
mesmo aconteceu em 1990 com o Ginásio Municipal. E isto foi grave porque a obra quase foi
abandonada pelo sucessor do Olímpio. É um hábito político recorrente em São Leopoldo e danoso
para a cidade.
O
Novo Centro Administrativo será um marco para o município assim como o Ginásio Municipal
em sua época e que hoje é plenamente integrado na cidade podendo abrigar
importantes atividades esportivas e recreativas. O prédio do Centro
Administrativo está quase pronto e todos os seus incrementos já estão transformando
a entrada da cidade. Ao contrário do que era pressuposto por alguns o prédio
acaba por melhorar as estruturas de recepção dos passageiros dos ônibus, com
paradas novas e o trânsito no local já começa a fluir um pouco melhor com as primeiras
medidas de adequação viária.
O Banrisul, a Caixa Econômica
Federal e o Banco do Brasil também são apoiadores da Prefeitura na obra do novo
Centro Administrativo. O projeto da obra é contemporâneo e abrigará três
agências bancárias destas instituições, bem como, um café no primeiro andar
onde será concentrado e qualificado o atendimento ao público.
Por sua vez a antiga sede do
governo será a Casa de Cultura Luis Brasil, onde diversas linguagens artísticas
terão um local e equipamentos de qualidade para se desenvolverem. O projeto de
reforma e adequações ad estrutura física do prédio bem com o de aquisição de
equipamentos está pronto e está em etapa de avaliação e captação de recursos
junto ao MINC – Ministério da Cultura.
UM NOVO CENTRO PARA UMA NOVA CIDADE
VOTO ZULKE 13 PORQUE QUERO
UM NOVO CENTRO PARA UMA NOVA CIDADE
Para conseguir criar as melhores condições de atração de
investimentos combinadas com melhorias na qualidade de vida dos moradores da
cidade e transformar São Leopoldo em um novo Pólo Turístico no estado do Rio
Grande do Sul, precisamos retomar um processo de discussão sobre o Centro da
Cidade. Isto precisa ser feito de modo a desobstruir o desenvolvimento da
cidade com maior participação dos cidadãos e cidadãs e garantir o
aproveitamento e o reconhecimento de um conjunto de iniciativas já tomadas pela
administração do Prefeito Ari Vanazzi.
Por exemplo, o Projeto REVITA 1 contempla parte da área
central da cidade e precisa ser desdobrado para a região do Parque Imperatriz e
para a Ilha do Rio dos Sinos. Já o Projeto de Revitalização da Rua Grande
contempla um regime urbanístico desta importante rua da cidade, mas deve se
expandido para além dela necessariamente.
Não se trata, simplesmente, de investir no centro e esquecer
a periferia ou os bairros, trata-se de iniciar a construção de parâmetros e
critérios de embelezamento e melhoria da cidade, que podem ser extendidos
também para os bairros com o apoio e a adesão da população, dos arquitetos
engenheiros e urbanistas e também dos empreendedores e empreendimentos
industriais, comerciais e imobiliários da cidade.
E não se trata também de investir exclusivamente na Rua
Grande e resolver o problema visual ou estrutural da Rua Grande. Um tema
particular e demanda social pontual, mas relevante, demonstra isto. A demanda
por Banheiros Públicos apontada em diversas ocasiões precisa ser sanada tendo
em vista também todas as instalações do perímetro urbano.
Tal demanda, aparentemente desimportante, vale para as
praças, mas também para os diversos equipamentos públicos que podem aqui ser
citados.
Outro tema particular, mas também relevante é o das calçadas
do centro da cidade. Ora, é preciso reconhecer que todas as calçadas da cidade
requerem melhores cuidados dos seus proprietários e também do poder público e
que tal demanda requer solução para todos os cidadãos. Por fim, o tema da
despoluição visual deve ser pactuado sim com todos os interessados de modo a
garantir o embelezamento e o redesenho e valorização da paisagem urbana da
cidade.
Trata-se, assim, de abordar de forma integral e global todo o perímetro central da cidade,
com uma área de abrangência que vai minimante da BR 116 até a Mauá, em algum
sentido englobando nisto os bairros São José, Morro do Espelho, Fião, Cristo
Rei e Padre Réus.
Assim a abrangência deste projeto compreende a discussão e
conexão integrada a partir do eixo do Rio dos Sinos e da Ilha do Rio, da Rua da
Margem, passando pela integração do Parque Imperatriz Leopoldina ao conjunto
Urbanístico Central.
E é preciso ver também a relação entre todos os equipamentos
públicos, as melhorias na malha viária para garantir fluxos, as melhorias na
iluminação pública, a ampliação e quiçá duplicação do sistema de segurança das
câmaras de vigilância. Deve advir daí também a melhor integração das linhas de
ônibus e as Estações do Trensurb.
As revitalizações e melhorias nas Praças do Imigrante,
Daltro Filho, 20 de Setembro e Amadeo Rossi.
Melhorias nas condições de uso, com iluminação e reparação e
inclusão de novos equipamentos de lazer e esportes nas áreas sob a elevada do
Trensurb. O Centro Cultural José Pedro Boéssio e seus equipamentos, a
constituição e a execução do projeto da Nova Casa de Cultura – na antiga
prefeitura, a inserção do Novo Centro Administrativo e a construção do Novo
Hospital.
É importante dizer que do ponto de vista turístico estas
transformações serão fortes atrativos aos turistas, pois a reformulação das
características urbanísticas do centro, a humanização e arborização das áreas
disponíveis e o acesso ao Rio dos Sinos farão muita diferença no cenário urbano
de São Leopoldo.
É importante registrar que este projeto não é incompatível
com as importantes obras estruturais do Governo Vanazzi. E este é um aspecto
que deve ser anotado aqui. Por exemplo, ao dar início já na extensão do
Trensurb com a continuidade da Avenida Mauá e a construção da quarta ponte no
eixo norte-sul, foi dada parte da solução necessária ao transporte urbano
pesado e de passageiros da cidade.
Permitindo, através de planejamento de logística e mobilidade a redução do tráfego pesado na
área central da cidade.
Da mesma forma, ao ter realizado já projeto e garantido já a
captação de recursos para a execução da quinta ponte na Avenida Thomas Edison,
também no eixo norte-sul, o Governo Vanazzi praticamente complementa a solução
para a questão de fluxo de veículos no perímetro urbano. Além disto, é preciso
aduzir que com a duplicação da faixa da BR 116 e da segunda ponte sobre o Rio
dos Sinos, acaba-se por viabilizar a resolução completa no problema de
estrangulamento e engarrafamento da zona central da cidade.
Inicia-se, assim, por este grande centro por conta dele
possuir o sítio histórico de fundação da cidade, possuir a rua comercial mais
freqüentada do Vale do Sinos e concentrar a maior parte dos empregos do setor
de serviços. Este setor predominante em nossa cidade deve – sem desprezar a
industria e sem desprezar o incremento dos novos pólos industriais e tecnológicos
da cidade, também por possuir junto a ele um grande potencial turístico por seu
patrimônio histórico, ambiental e sócial.
JUNTOS PRA FAZER AINDA MUITO MAIS!!!
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
SOU GAÚCHO DE PELO DURO
Sou gaúcho de pelo duro com uma tisnada alemã-irlandesa,
mas ando claudicante por herança genética,
sei o que é ser pobre e ser humilde,
sei o que é ter uma casa de chão batido e só as chinelas ou tamancas para calçar...
sei o que ter um fogão a lenha....sei o que é ver e sentir o minuano cruzando o teu quarto pelas frestas das tábuas da tua casa....
sei o que é andar molhado como um pinto e estar feliz da vida com aquele gelo nos pés da geada...correndo no campo com os quero-queros em volta...
sei o que é ter vergonha de deixar comida no prato ou servir mais que o necessário...
sei do valor do sal e da banha...
sei o gosto da cana e da mandioca....
gosto de amendoim e pinha....
gosto de vinho e canha...
gosto de sentir o calor e o cheiro do fogo....
gosto de ouvir o gado mugindo ao entardecer...
gosto de gente porque gosto de festa....
prefiro a festa a guerra...
mas não temo a guerra....
vi meu avô se despedir de sua última vaca com lágrimas nos olhos...
porque já tinha 80 anos e não tinha mais como pastorear no campo...
vi meu pai correndo no campo de um touro brabo com um sorriso maravilhoso nos olhos...
sei bem de onde vieram bombachas e sei bem quão poucos tinham cavalos...
vi pela primeira vez os campos de cima da serra e sei o quão maravilhoso era andara pelas vacarias de los pinhales....
um índio, um negro, um pobre homem e uma pobre mulher vagando pelos campos para procurar morada...
uma índia, uma negra, um pobre menino e uma pobre menina andando a procura de um abrigo....
a vida real....
a vida do povo...
sou gaúcho....
domingo, 16 de setembro de 2012
DISCUTINDO A SAÚDE NA ELEIÇÃO 1
Agora que eu vi a discussão aqui de vocês sobre a saúde.
Penso que uma das coisas mais importantes que tem acontecido aqui nesta eleição é que passamos a discutir alguns temas da saúde com mais profundidade.
O problema da falta de médicos e do compromisso dos médicos com a instituição pública existe a muito tempo, mas sempre foi intocável - as pessoas nunca tiveram coragem de denunciar isto e t
Penso que uma das coisas mais importantes que tem acontecido aqui nesta eleição é que passamos a discutir alguns temas da saúde com mais profundidade.
O problema da falta de médicos e do compromisso dos médicos com a instituição pública existe a muito tempo, mas sempre foi intocável - as pessoas nunca tiveram coragem de denunciar isto e t
odas que denunciaram antes foram ou caladas ou não foram ouvidas.
Outro tema é sobre os procedimentos médicos e clínicos. Na nossa discussão sobre cesáreas ou parto normal. Sobre a recomendação da Organização Mundial Saúde de reduzir para 15% os partos cesáreos que no entanto é, digamos assim, não aceita por alguns obstetras e médicos.
Apesar de não ser formado em medicina, nem em direito, penso que cada cidadão e cidadã deveria aprender sim a diferença entre o certo e o errado pelo menos num nível básico nestes temas.
Mas se quiser avançar mais não precisa fazer papel de idiota e ouvir bobagens sem contestar ou refutar.
Temos vários exemplos nesta campanha.
Quem fala que um hospital novo resolve o problema está enganando o povo.
É importante fazer um hospital novo, sim - isso ajuda, mas não adianta fazer hospital novo simplesmente para os médicos darem uma passadinha executarem alguns procedimentos pré-agendados e preencherem algumas rotinas e voltarem para a clínica particular ou os esquemas de saúde privada.
Outra coisa é a questão do pré-natal e dos partos em São Leopoldo.
Bem isto é uma parte que merece uma grande discussão também e não somente de especialistas, mas também dos leigos porque é uma questão de saúde pública e também da nossa vida.
Vou fechar este curto texto com o fato de que em 2005 quando assumimos o Conselho Municipal de Saúde encontrava-se completamente irregular, sem avaliações dos relatórios de gestão, sem atas e com a sociedade civil completamente alijada da gestão.
Se os líderes do atual projeto não tivessem tomado uma atitude e deliberado por regularizar completamente o Conselho, até hoje estaríamos sem recursos e sem todas as mudanças que foram realizadas na saúde municipal.
Fiz parte deste esforço...com muito orgulho...mas devo dizer que não vi participação de diversos que hoje posam aqui daqueles que vão resolver os problemas da saúde....
bem é só por enquanto...
um grande abraço amigo...
Outro tema é sobre os procedimentos médicos e clínicos. Na nossa discussão sobre cesáreas ou parto normal. Sobre a recomendação da Organização Mundial Saúde de reduzir para 15% os partos cesáreos que no entanto é, digamos assim, não aceita por alguns obstetras e médicos.
Apesar de não ser formado em medicina, nem em direito, penso que cada cidadão e cidadã deveria aprender sim a diferença entre o certo e o errado pelo menos num nível básico nestes temas.
Mas se quiser avançar mais não precisa fazer papel de idiota e ouvir bobagens sem contestar ou refutar.
Temos vários exemplos nesta campanha.
Quem fala que um hospital novo resolve o problema está enganando o povo.
É importante fazer um hospital novo, sim - isso ajuda, mas não adianta fazer hospital novo simplesmente para os médicos darem uma passadinha executarem alguns procedimentos pré-agendados e preencherem algumas rotinas e voltarem para a clínica particular ou os esquemas de saúde privada.
Outra coisa é a questão do pré-natal e dos partos em São Leopoldo.
Bem isto é uma parte que merece uma grande discussão também e não somente de especialistas, mas também dos leigos porque é uma questão de saúde pública e também da nossa vida.
Vou fechar este curto texto com o fato de que em 2005 quando assumimos o Conselho Municipal de Saúde encontrava-se completamente irregular, sem avaliações dos relatórios de gestão, sem atas e com a sociedade civil completamente alijada da gestão.
Se os líderes do atual projeto não tivessem tomado uma atitude e deliberado por regularizar completamente o Conselho, até hoje estaríamos sem recursos e sem todas as mudanças que foram realizadas na saúde municipal.
Fiz parte deste esforço...com muito orgulho...mas devo dizer que não vi participação de diversos que hoje posam aqui daqueles que vão resolver os problemas da saúde....
bem é só por enquanto...
um grande abraço amigo...
sábado, 15 de setembro de 2012
ESTAMOS AGREDINDO O ADVERSÁRIO? MOA BATE O PONTO E VOA
Olá, penso bem diferente de você. A campanha que o candidato a prefeito
Ronaldo Zulke está realizando é absolutamente transparente e respeitosa,
principalmente com os mais pobres!
Como tu deves saber, um dos principais problemas que enfrentamos – e que
será superado com eleição de Zulke prefeito – diz respeito à Saúde, mais
especificamente, ao Hospital Centenário.
O adversário promete que vai
resolver esta questão. O fato é que ele não é a solução, mas parte do problema,
porque ele bate o ponto e vai atender em seu consultório particular, enquanto a
população que mais precisa aguarda para ser atendida ou não é atendida por ele.
Ora, este salário que o médico
recebe é público e é um contrato de trabalho, não algo que possa ser adaptado
aos interesses do profissional. Isso não é uma agressão pessoal, mas parte
componente do grave problema do setor: médicos, como o Dr. Moacir, que recebem
seu salário para trabalhar no Hospital Centenário, mas que batem ponto e vão
embora. Isso, entretanto não significa que todos os médicos e médicas façam
isso.
Eu admiro muito os médicos e todos os profissionais de saúde e penso que é um
ato de respeito a estes profissionais e todos os outros trabalhadores da cidade
impedir que um profissional com esta conduta seja gestor do nosso município.
Não podemos fechar os olhos para isto.
Portanto, não vejo agressões pessoais ao candidato, mas, sim, um problema que
deve ser enfrentado e que está sendo discutido. Na gestão de Zulke os médicos
cumprirão seu horário integral, pelo qual recebem seu salário. E isto é algo
que faz bem para todo o povo de São Leopoldo. E é algo que fará bem para a saúde
do povo também.
A história de trabalho e contribuições para São Leopoldo e região do Professor
Ronaldo Zulke não começou agora! Eu, em especial, conheço ele desde os tempos
de movimento estudantil universitário bem no início dos anos 80, movimento
sindical dos professores e da CUT e depois como vereador mais votado da cidade
em 1988. Eleito pelo PT, junto com o Vanazzi, na nossa primeira bancada de
vereadores. Ele foi eleito por muitos jovens, professores, intelectuais e cidadãos
e cidadãs de São Leopoldo. Após isto ele foi Presidente do PT estadual em 1994.
Deputado Estadual eleito em 1998 – indicado líder do Governo Olívio no período.
Reeleito Deputado Estadual em 2002 e reeleito de novo em 2006. Já em 2010 foi eleito
Deputado Federal. Penso que é uma trajetória respeitável e que não seria sequer
possível sem muito trabalho, dedicação e seriedade. Eu tenho uma forte lembrança
da campanha que ele fez em 2003
A Paz É a gente que faz. Esta campanha é,
de certa forma, fruto da viagem que ele fez a Palestina em 2001, onde visitou o
líder palestino Yasser Arafat que estava sitiado, sem luz e sem água. Ele
voltou muito impressionado com isto.
Por uma certa coincidência na eleição
em 2000, quando havia sido candidato a prefeito também vivemos, em campanha,
uma situação de muita violência e de ameaças. Lembra que alguns meninos e meninas
foram inclusive machucados. Lembro da Zana, irmã do Roberto Pinheiro com o
braço quebrado. Lembro de um amigo e colega cujo carro foi todo arranhado.
Lembro de uma casa invadida por capangas e militantes do PMDB no Jardim
Viaduto. Muito ódio vinha dos todo poderosos de então. E estes são os mesmo que
querem voltar agora através da candidatura do bom moço Dr. Moacir. Vi eles de
novo, na última segunda-feira, no debate da rádio progresso ameaçando,
agredindo e procurando intimidar os militantes da juventude do PT.
Algumas pessoas tentam inclusive
afirmar uma certa rejeição ao Zulke, mas penso que isso é uma grande maldade
com uma pessoa que sempre fez política, mas que nunca vi agredindo ninguém
fisicamente ou verbalmente. É estranho dizer isto desta forma, mas nunca vi o
Zulke fazer agressão verbal, já o vi denunciando, criticando com veemência,
puxando chamadas de ordem com plenos pulmões, fazendo discurso sem microfone
para diversos estudantes e também para professores. Ou seja, no berro, no
peito, mas nunca vi ele agredindo ninguém. E na política isto é inclusive uma
raridade. E é um bom exemplo de como manter o debate e o nível com a crítica
clara e precisa, sem misturar questões pessoais ou particulares com os assuntos
públicos. Mas não vejo esta atitude dos adversário não. E vejo no Facebook
muita barbaridade e apelação deles.
Sugiro que visites mais uma vez os
perfis no Facebook e veja quem está agredindo a quem. Na página do Dr. Aníbal
Moacir há várias postagens ofensivas e carregadas de preconceito, bem ao gosto
de quem fala em “limpeza”, de quem se assusta com a diversidade e com a
democracia, de quem não se importa com os mais pobres e de quem coloca o lucro
em primeiro lugar, e não as pessoas.
O debate político que o Obama faz, por exemplo, lá na democracia americana
também desmascara o seu adversário. Lá ele faz mais ou menos assim: Romney diz
isso, mas a realidade é outra.
Aqui nós estamos dizendo assim: Moa
diz que vai resolver o problema do Hospital, mas na realidade ele mesmo bate o
ponto e voa.
A Ironia com o vôo dos tucanos é
também um elemento importante na forma como tratamos este debate. Não é porque
o candidato adversário faz o que faz, que nós precisamos estimular o ódio entre
nós. Temos convicção inclusive que assim evitamos a violência de parte a parte.
Por mais brabo o que o adversário fique, não o estamos agredindo
grosseiramente, mas sim apontando seu erro e equívoco.
Isso faz bem para a democracia,
porque impede as pessoas e candidatos de enganarem os eleitores e revela quem
de fato são os candidatos. Nós por nossa coragem de enfrentar este tema, ele
por sua – digamos assim – comprometimento com o problema da saúde da cidade.
É um erro de conduta dele e
esperamos, inclusive, que ele o corrijo em sua prática cotidiana, o que nós
parece ser um requisito mínimo para que sua pretensão de ser prefeito de São
Leopoldo seja razoável e moralmente aceitável.
E não devemos temer este debate.
Com todo o meu respeito peço que considere o que estou dizendo como uma
provocação à reflexão.
Um abraço.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
MUITO OBRIGADO RONALDO ZULKE!
Fiquei pensando muito hoje o dia todo sobre vergonha e orgulho, preconceito e constrangimento e em toda perversidade envolvida no modo de dominação burguesa e elitista na nossa sociedade.
E também recebi duas notícias muito interessantes de alguns cidadãos e cidadãs.
Uma senhora de uns 70 anos me parou na rua e disse que me conhecia desde menino e que sabia quem era meu pai, minha mãe, minha irmã mais velha, minha irmã Rachel e meu irmão Rafael. Ela veio me agradecer por uma coisa que não fiz, mas por uma coisa que ela sabia que eu tinha parte. Disse que tinha acompanhado minhas lutas pelo jornal nos últimos 15 anos com uma certa curiosidade. Primeiro aquele artigos sobre Nepotismo, Política, Movimento sindical, Luta pela água e meio ambiente, depois as greves do cpers e ultimamente me via em uma foto aqui e outra ali. Falou do patrimônio histórico também e do tombamento da praça do imigrante.
Eu fiquei meio sem ação, sem saber como agradecer e decidi transmitir só um gesto de carinho, colocando a mão no ombro desta senhora.
Daí ela me fitou os olhos e disse assim: "Diga para o professor Ronaldo Zulke que eu assisti o debate ontem na televisão e que fiquei muito feliz de poder testemunhar o que ele fez, porque sei que todo o povo de São Leopoldo gostaria muito de ter tido a coragem de fazer o que ele fez."
Eu entendi na hora o que ela queria dizer, mas fiquei pensando mais ainda no fato de que tipo de tirania e perversidade é esta com as pessoas que faz com que uma categoria inteira tenha o direito de chegar atrasada, não estar no seu local de trabalho e não ter a menor obrigação moral de dar explicações para quem quer que seja.
A outra notícia veio de uma pessoa que disse que parecia que os apoiadores do adversário estavam anestesiados, que eles não sabiam desta condição dele, que eles não acreditavam naqiuilo que havia sido revelado.
Eu chorei quando olhei nos olhos daquela mulher. Umas três lágrimas, porque parecia que estava sendo feito algo com uma dimensão muito mais importante do que a meramente eleitoral.
Confesso que um dia quando menino quis ser médico e que admiro até hoje esta profissão e muito, mas dói saber que das mesmas cadeiras de onde sairam caras como Moacir Scliar e João Carlos Haas Sobrinho, ainda saem profissionais cujo principal objetivo e máximo objetivo é o esquema privado de saúde.
Talvez aquele gesto de coragem do Ronaldo ontem ajude a dar um caminho nobre a muitos profissionais desta importante carreira e profissão.
Não quero constranger ninguém, nenhum amigo ou adversário, quero apenas evitar que se repita um certo constrangimento do nosso povo trabalhador, dos nossos cidadãos e cidadãs desta cidade.
E que façamos saúde pública para todos.
Muito Obrigado Ronaldo Zulke Perfil Lotado em nome de todos os meus amigos e amigas, companheiros e companheiras, irmãos e irmãs, homens e mulheres de nossa cidade!
SISTEMA PÚBLICO VERSUS ESQUEMA PRIVADO DE SAÚDE EM SÃO LEOPOLDO
Em São Leopoldo tem um Sistema público de saúde e um esquema privado de saúde...qual o resultado desta equação???? Talvez aqui vejamos algo que afeta o Brasil inteiro que seja o caminho para discutir uma solução de verdade para o problema da saúde pública. E não tenho a menor dúvida de que isso passa também pela conduta, envolvimento e ética de categorias profissionais. Todo mundo imagina que estou ofendendo importantes profissionais aqui. mas garanto que os importantes profissionais são aqueles que sabem do que falamos aqui e que não submetem sua conduta ao velho esquema acima assinalado. É fácil construir clínicas de luxo, consultórios de luxo e adotar sistema de faturamento precisos e compensatórios, quando se encaminha as buchas ou a tigrada para a emergência do único hospital quando a resolutividade falha. E ela falha também porque a conduta de alguns pacientes não ajuda. Claro, todos eles querem mais um hospital para abrigar melhor seus resultados. Terão um hospital novo sim, isso eu sei, mas tenho dúvidas se isto que hoje acontece assim ficará deste jeito. A melhor contribuição desta eleição talvez seja esta mesmo: nada mais será como antes!!!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
EDUCAÇÃO DO PSDB EM SÃO LEOPOLDO?: BEM CAPAZ!!!
Mandei uma mensagem para uma amiga que curtiu o Moa e o Daniel no Facebook.
Faço questão de compartilhar aqui esta mensagem, com algumas alterações, porque me lembrei de muita gente nisto que disse a ela.
Sei que todos vocês, meus amigos de São Leopoldo, professores e professoras sabem do que falei no que segue:
Você é livre para curtir o que quiser, mas é numa hora destas que eu vejo o quanto a gente se engana com as propostas das pessoas.
O quanto a gente se engana com os valores que as pessoas realmente defendem e prezam a educação e os educadores.
Estou com muitos colegas e amigos fazendo campanha pelo Zulke é claro e quero te convidar para nos ajudar a evitar que aquilo que acontecia antes de 2005, com a Secretária e Coordenadora Carmem Renée do PSDB, na educação municipal e estadual jamais volte a acontecer.
Sim, esta mesma que foi vice do MOA na eleição passada e que agora não aparece no cenário como candidata, mas que certamente está ali juntinho deles para o que der e vier.
Sei muito bem que você sabe quantas pessoas sofreram com aquela política educacional do passado. Afinal nas escolas em que você esteve e nos espaços em que atuou teve diversas circunstâncias para testemunhar o que falo aqui.
Não estou falando das pessoas ou pretensões de pessoas frustradas que não tiveram privilégios ou que não tenham recebido favores.
Não estou falando das preferidas e das que eram incensadas como as melhores professoras da rede, mesmo sem estar em sala de aula há um bom tempo. Lembra disto?
Pois eu lembro muito bem.
Estou falando daquelas que foram torturadas e massacradas psicologicamente e simbolicamente.
Bem, naquela época a quase dez anos atrás não havia o dispositivo de assédio moral, mas muitas pessoas sofreram exatamente isto. Algumas delas ainda hoje andam por aí com seu sofrimento no rosto.
Afora aquelas que já faleceram em sofrimento contínuo e que eu tive que olhar nos olhos muitas vezes no sindicato sem conseguir fazer nada, porque para a gente a única solução era a luta e a mobilização na época.
Podíamos apenas compreender e reagir para apoiá-las.
Porque um governo não consegue infelizmente curar as feridas do outro. Pode apenas evitá-las e tentar reduzir através de apoio, diálogo e compreensão às pessoas que sofreram com isto.
Para não cometer os mesmos danos e agravos ouvimos muitos depoimentos.
Você sabe exatamente do que eu estou falando aqui. Por mais que alguém não goste do que façamos ou do que não conseguimos fazer, é preciso admitir que aquilo de violência que acontecia nos governos anteriores jamais aconteceu nos nossos dois governos com o Vanazzi.
Estivemos juntos na Smed em 2005, com o Ângelo Dalcin e a equipe e fazemos questão de lembrar que atendemos e observamos com os demais membros da equipe que não pertenciam ao magistério municipal e com aqueles que eram do quadro, era o quanto a forma e o modo político de gestão do PSDB e PMDB era violento e perverso com as pessoas e, em especial, com as professoras que ousavam contestá-los.
Testemunhamos pessoas que dirigiam escolas com mão de ferro e com extrema violência contra todos os trabalhadores em educação da rede municipal. Testemunhamos e ouvimos relatos de que eles geravam situações extremas que passavam desde a situação de ser a eterna diretora ou a diretora preferida da secretaria em ato de pura discriminação e favorecimento
Recebíamos professores e professoras emocionadas, que choravam, que tremiam para serem ouvidas em seus depoimentos. A Diretoria de Gestão Democrática na época acompanhava isto com o Pedagógico. Jamais vou me esquecer disto e sei que meus colegas também não.
Eu não dei ombro para uma professora somente e te digo não há nada de pessoal ou impessoal no que falo. Você pode estar agora julgando a nossa vida exclusivamente pelo que sabes e eu penso que está inclusive sendo injusto com a gente.
Porque os professores estaduais também enfrentaram a Carmen Renée e não há como refutar o que afirmamos ali acima
É uma pena que as pessoas troquem a verdade por suas opiniões e que façam de conta que tudo é igual.
Também tivemos estas dificuldades na rede estadual com eles do PMDB e do PSDB. No magistério estadual numa palestra em 1998 - ou seja, em pleno governo Britto, com a Carmem Renée e suas concepções educacionais reacionárias assistimos uma pequena demonstração disto.
E a coisa mais incrível disto é que este discurso reacionário era combinado com referências a Santa Rita de Cássia.
Imaginou você isso?
Imagine o que sentiam as professoras de confissão religiosa numa situação destas.
Lutamos desde então contra isto e ajudamos com muitos colegas as professoras municipais a derrotar isto também.
O golpe contra a eleição de diretoras de escola de 2001 é só uma ponta do iceberg que ainda precisa ser contado e reconhecido devidamente em sua profundidade autoritária.
Então, nem para mim é fácil compreender as dores dos outros muito menos as opiniões dos outros.
Continuarei te querendo bem.
Sei que sabes muito bem do que falo.
Pense nisto com carinho.
Um abraço e tudo de bom
Faço questão de compartilhar aqui esta mensagem, com algumas alterações, porque me lembrei de muita gente nisto que disse a ela.
Sei que todos vocês, meus amigos de São Leopoldo, professores e professoras sabem do que falei no que segue:
Você é livre para curtir o que quiser, mas é numa hora destas que eu vejo o quanto a gente se engana com as propostas das pessoas.
O quanto a gente se engana com os valores que as pessoas realmente defendem e prezam a educação e os educadores.
Estou com muitos colegas e amigos fazendo campanha pelo Zulke é claro e quero te convidar para nos ajudar a evitar que aquilo que acontecia antes de 2005, com a Secretária e Coordenadora Carmem Renée do PSDB, na educação municipal e estadual jamais volte a acontecer.
Sim, esta mesma que foi vice do MOA na eleição passada e que agora não aparece no cenário como candidata, mas que certamente está ali juntinho deles para o que der e vier.
Sei muito bem que você sabe quantas pessoas sofreram com aquela política educacional do passado. Afinal nas escolas em que você esteve e nos espaços em que atuou teve diversas circunstâncias para testemunhar o que falo aqui.
Não estou falando das pessoas ou pretensões de pessoas frustradas que não tiveram privilégios ou que não tenham recebido favores.
Não estou falando das preferidas e das que eram incensadas como as melhores professoras da rede, mesmo sem estar em sala de aula há um bom tempo. Lembra disto?
Pois eu lembro muito bem.
Estou falando daquelas que foram torturadas e massacradas psicologicamente e simbolicamente.
Bem, naquela época a quase dez anos atrás não havia o dispositivo de assédio moral, mas muitas pessoas sofreram exatamente isto. Algumas delas ainda hoje andam por aí com seu sofrimento no rosto.
Afora aquelas que já faleceram em sofrimento contínuo e que eu tive que olhar nos olhos muitas vezes no sindicato sem conseguir fazer nada, porque para a gente a única solução era a luta e a mobilização na época.
Podíamos apenas compreender e reagir para apoiá-las.
Porque um governo não consegue infelizmente curar as feridas do outro. Pode apenas evitá-las e tentar reduzir através de apoio, diálogo e compreensão às pessoas que sofreram com isto.
Para não cometer os mesmos danos e agravos ouvimos muitos depoimentos.
Você sabe exatamente do que eu estou falando aqui. Por mais que alguém não goste do que façamos ou do que não conseguimos fazer, é preciso admitir que aquilo de violência que acontecia nos governos anteriores jamais aconteceu nos nossos dois governos com o Vanazzi.
Estivemos juntos na Smed em 2005, com o Ângelo Dalcin e a equipe e fazemos questão de lembrar que atendemos e observamos com os demais membros da equipe que não pertenciam ao magistério municipal e com aqueles que eram do quadro, era o quanto a forma e o modo político de gestão do PSDB e PMDB era violento e perverso com as pessoas e, em especial, com as professoras que ousavam contestá-los.
Testemunhamos pessoas que dirigiam escolas com mão de ferro e com extrema violência contra todos os trabalhadores em educação da rede municipal. Testemunhamos e ouvimos relatos de que eles geravam situações extremas que passavam desde a situação de ser a eterna diretora ou a diretora preferida da secretaria em ato de pura discriminação e favorecimento
Recebíamos professores e professoras emocionadas, que choravam, que tremiam para serem ouvidas em seus depoimentos. A Diretoria de Gestão Democrática na época acompanhava isto com o Pedagógico. Jamais vou me esquecer disto e sei que meus colegas também não.
Eu não dei ombro para uma professora somente e te digo não há nada de pessoal ou impessoal no que falo. Você pode estar agora julgando a nossa vida exclusivamente pelo que sabes e eu penso que está inclusive sendo injusto com a gente.
Porque os professores estaduais também enfrentaram a Carmen Renée e não há como refutar o que afirmamos ali acima
É uma pena que as pessoas troquem a verdade por suas opiniões e que façam de conta que tudo é igual.
Também tivemos estas dificuldades na rede estadual com eles do PMDB e do PSDB. No magistério estadual numa palestra em 1998 - ou seja, em pleno governo Britto, com a Carmem Renée e suas concepções educacionais reacionárias assistimos uma pequena demonstração disto.
E a coisa mais incrível disto é que este discurso reacionário era combinado com referências a Santa Rita de Cássia.
Imaginou você isso?
Imagine o que sentiam as professoras de confissão religiosa numa situação destas.
Lutamos desde então contra isto e ajudamos com muitos colegas as professoras municipais a derrotar isto também.
O golpe contra a eleição de diretoras de escola de 2001 é só uma ponta do iceberg que ainda precisa ser contado e reconhecido devidamente em sua profundidade autoritária.
Então, nem para mim é fácil compreender as dores dos outros muito menos as opiniões dos outros.
Continuarei te querendo bem.
Sei que sabes muito bem do que falo.
Pense nisto com carinho.
Um abraço e tudo de bom
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