POLÍTICA, HISTÓRIA, FILOSOFIA, SOCIOLOGIA, DEMOCRACIA, DEMOGRAFIA, GEOGRAFIA, lITERATURA, POESIA E ARTE - TEXTOS PARA INFORMAR, DIVULGAR, LER E CRITICAR - Daniel Adams Boeira - 13 de junho de 2009 - daniel underline boeira arroba yahoo ponto com ponto br
sábado, 31 de março de 2012
SOBRE OS JOVENS INTELIGENTES QUE NÃO QUEREM MAIS SER PROFESSORES
Em Tempo:
Espero que os jovens que realmente querem mudar a história deste país abandonem as cadeiras confortáveis da pós-graduação ou os empregos maravilhosos de yuppies e pseudo criativos e se dirijam imediatamente para as escolas públicas para construir de uma vez por todas o novo Brasil que todos queremos!!!
Penso que tem uma juventude com nível superior, com acesso à educação que é muito acomodada também.
Por exemplo, adoro dar aula no estado e vejo jovens repugnando a carreira de professor com milhares de desculpas. Não digo que o salário é uma maravilha não. Mas eu desafio a provar que um Sartre, ou um Kant, ou todos aqueles extraordinários professores que conhecemos ou ouvimos falar tiveram excelentes salários para motivá-los a educar. Não é o caso.
Não entendam isto como justificação das condições de renda ou de trabalho. Mas entendam que para mim este não é o argumento para não ser professor.
E eu adoro ser professor, mesmo que sinta a desvalorização salarial, não consigo desistir de ser professor.
Em mim isto tem uma origem política também. É uma tarefa histórica! E para os educadores que reconhecemos como importantes este nunca foi o motivo para desistir.
Gosto mesmo de ser professor! E ontem dei uma aula que foi muito jóia porque consegui mostrar a diferença entre um burguês e o proletário mostrando a diferença entre o baralho do burguês com todas as cartas e aquelas quatro, ou cinco, ou seis ou sete cartas que ele dá de salário para o proletário. É uma metáfora da condição de proletário e de burguês.
Todos falam do descaso dos governos com a educação, mas o descaso também é dos jovens com a possibilidade que a educação apresenta na construção do futuro da sociedade em que vivemos. Luis Fernando Veríssimo afirmou certa feita que não é por emulação que as pessoas se jogam numa aventura histórica de mudar o mundo, mas também não é com omissões que o mundo será construído.
As coisas não vão melhorar nada enquanto a gente ficar achando que o governo e os outros tem que resolver isto para nós e que daí um dia poderemos ser professores sossegados porque nosso salário será bom e seremos valorizados. Esta condiçõa não pode ser considerada pré-condição para quem quer educar e mudar a sociedade através da educação. As mudanças sociais ocorrem com nosso engajamento em algume spaço objetivo de atuação.
Eu acho que os jovens tem se acomodado pacas em relação a educação e são bem alienados no que diz respeito ao universo possível no trabalho do dia a dia da educação. Não assino embaixo de discurso deprimido de educador, apesar de ter todas as razões para ser sensível a isto.
A escola é um espaço de construção e na minha opinião você tem as melhores relações da tua vida em sala de aula. Eu pelo menos tenho grandes e extraordinários amigos conquistados no espaço escolar. Pessoas que vejo crescer e se desenvolver e que vejo apoiando e mudando a vida de outras pessoas também.
Ninguém topa assumir a tarefa de mudar o mundo mais?
Esta é a tarefa que alguns jovens da minha geração e de outras gerações aceitaram. E nossa condição de classe não era comparável a condição de classe dos jovens que ingressam nas universidades hoje. Era um outro momento histórico.
Alguns discutem que o professor não tem mais o status que tinah em outras épocas. Bem, este senso comum é algo que temos que tirar do nosso pensamento sobre a educação, porque o status é relativo também ao nosso padrão de exercício profissional. Em outras palavras não vejo nenhum professor com um bom trabalho sem um status especial na comunidade.
Alguns jovens querem outro tipo de status creio eu. Talvez ficam curtindo a vida de pequeno burguês. Com seus Lépitopi, Ipod, e etc e muitas vezes optam por ter relações fopra do processo escolar, mas do ponto de vista da transformação da sociedade em que vivemos, da nossa capacidade de compreendê-la são relações sem substância.
E estes jovens não se dão conta que a coisa vai explodir se não fizerem nada em relação ao mundo em que vivem. Acham que esta tarefa é só dos outros. Bem talvez na verdade giostariam de adotar uma perspectyiva confortável no cume da montanha observando os insucessos ou defeitos das iniciativas dos outros sem tomar parte no processo educacional da escola.
Mas eu digo que o verdadeiro trabalho, que a coisa mais importante que você que é um jovem inteligente e capaz, sensível e responsável pelo mundo em que vive e que pode realmente fazer a diferença neste mundo é dar aula em uma escola pública mesmo.
O teu Trabalho de Pesquisa, tua monografia, teu trabalho de conclusão de curso é coisa pequena comparado com a vida real de um espaço escolar. É uma trabalho solitário ou estreitamente compartilhado. Imagine-se enfrentando a realidade escolar com mais de 200 alunos sob a tua orientação, aconselhamento e aguardando tuas propostas de aprendizagem e discussão da realidade. Seja em que matéria for.
Aprender dez línguas não é nada comparado com a vida real. Com a gigantesca tarefa que é compreender 30 línguas diferentes em sala de aula. Trinta alunos diferentes em sala de aula vão desafiar cotiodianamente a tua capacidade de reflexão e ação. Assim se você se acha inteligente de verdade enfrente um desafio desta natureza. Encare a vida real que todo bom professor encara e resolva ou encaminhe melhor as coisas.
Alguns pensam meio primariamente como um roqueiro que só quer tocar no estúdio, no split, sem cheiro de banheiro e de boteco.
Eu digo isto para todos os meus alunos e tenho vários que vão ser professores um dia. Espero e confio que sejam melhores que eu. Aliás tento estimular eles a acreditarem que isto não só é possível como é necessário também.
Quando um jovem acadêmico fica reclamando disso e daquilo eu digo vá trabalhar na escola. Pare de pensar que a bibliografia ideal ou que o arcabouço fechado de uma teoria tem razão de ser por si mesmo.
Saia da academia o mais rápido que puder. Com diploma, com pós, com mestrado, com doutorado, não interessa, vá dar aulas para os demais jovens deste mundo.
Saia já desta posição confortável de intelectual blasê e vá pisar no barro e viver a vida real.
Olha só.
Eu faço greve.
Luto!
Faço toda a caminhada possível desde que me conheço por gente e nunca desisti e não quero pregar nem reconhecer a desistência como opção nunca.
A minha formação foi marxista e andei por diversas filosofias já, mas não consigo desistir da luta e do trabalho e da fé na força do trabalho. O trabalho escolar é uma grande aventura intelectual sim. É um importante desafio.
Eu não tenho nenhuma necessidade particular de ficar acomodado ou de ter uma vidinha acomodada.
Bem menino e menina eu sou assim.
Sei e tenho muita fé, que estou ajudando lá na escola a mudar algumas coisas e não é difícil assim também acreditar nisso. Basta tentar.
A nossa soma como professores afim de mudar o mundo, a nossa parceria deu um pouco de um para os outros.
Juntos podemos ser muito bons professores na escola em que atuamos e sermos felizes com isso.
Isso não quer dizer que eu não erre ou não falhe.
Quer dizer que sou sincero em minha intenção e que tento ser muito corajoso nas minhas posições.
Eu adoraria ir fazer este debate com alunos de diversos cursos que fazem um discurso contra o trabalho na escola pública ou no estado.
Dizer para eles que tem que assumir alguma tarefa para esta sociedade mudar.
E esta tarefa não está na cadeirinha da pós-graduação – por mais que ela também tenha importância para você e para o país. Ou seja,não estou aqui desvalorizando a importância do trabalho intelectual ou teórico.
Nuns caras que só reclamam e não mudam nada não creio que posso confiar, creio que posso apostar mais em quem enfrenta o desafio e não corre dele para o conforto mais próximo. E temos que admitir que o nivel de distanciamento de um trabalhador na academia e daquele na escola é alto, muito alto.
E considero, inclusive, que os jovens inteleigentes deverial evitar este processo exitoso do ponto de vista da carreira, mas ruim do ponto de vista da experiência pedagógica este processo de pular direto em sete anos ao doutorado sem nunca terem passado por um período mínimo de dez anos dentro de uma sala de aula em uma escola pública
Quem chora e grita: ai isso e aí aquilo frente as dificuldades escolares não tem tolerância às frustrações, mas acabaremos tratando então de uma geração inteira que foge à luta, que foge ao extraordinário desafio de educar o povo brasileiro.
Quem pensa mais detidamente se dá conta da necessidade que o Brasil, a nossa sociedade, tem de que pessoas realmente inteligentes entrem na escola e sejam professoras e professores.
Outra coisa é, temos que ponderar, o professor neurótico, em burnout ou desistêencia e que passa o tempo todo reclamando. Este temos que cuidar de uma forma muito especial no espaço escolar e em outars circunstâncias.
Aquele pode desistir e ganhar o seu dinehiro e ir tomar cerveja, mas isso não vai resolver nada na cabeça dele. Ele só saiu, se entregou para uma derrota de perspectiva, a qual pode não ser uma derrota real. É este o problema.
Porque julgas que o estado deve dar mais importância para a sociedade que você mesmo? Mais importância para e educação do que você mesmo?
É uma teoria bem furada esta. E mesmo que você me diga que a obrigação dele é maior do que a sua eu creio que é uma escolha sua também exercer ou não o papel social do qual falei aqui
Seja inteligente, saiba isso e aquilo, mas enquanto não te pagarem o que merece não faz nada?
Quem sabe você diz logo que é um egoísta simplesmente?
Mas não adianta ter livros e coisas na cabeça que não saem de lá nunca.
Eu te digo: seja um excelente professor público e serás muito feliz e comece o mais cedo possível, não corra da batalha, nos ajude a mudar o Brasil.
Esquece que quer padrão de vida GLOBAL, da novela da globo ou da propaganda de tevê.
Nenhum educador digno de nota esperou um estado ideal para mudar a sociedade em que vivia.
Abandone o marasmo e vá à luta!!!!
Filosofia de bar e sabedoria de split não vão mudar a história do Brasil....
Sentado em casa ou no bar dizendo como as coisas deveriam ser, sem ir lá fazer elas serem...
Nós professores precisamos de colegas afim de mudanças e que sonham com uma educação melhor, mas que vão construí-la e não ficar esperando ela chegar pronta. Isso em linguagem é oq eu chamamos de oportunidade. Ela está aí. Você é capaz mesmo? Jamais saberemos se você não tentar e não diga que é superior a tudo isso, pois se você não enfrentar a situação como ela é na realidade não é superior a nada.
Hoje você pode tranquilamente pegar a tua pastinha e ir para a escola discutir a sociedade em que vivemos. Pensar como mudar ela, como compreendê-la. Quando isso era proibido os professores ficaram pelos cantos.
O salário que ganhamos nunca foi uma boa justificativa para fazer ou não fazer o que precisa ser feito. Ele sendo alto ou baixo pode somente ser um obstáculo.
sexta-feira, 16 de março de 2012
CULTURA COMO PRIORIDADE: ANOTAÇÕES DE UM DIÁLOGO NO FACEBOOK
CULTURA COMO PRIORIDADE
Reflexões matinais: você precisa ter liderança política e qualidade de gestão para colocar cultura como prioridade.
Não há outra alternativa.
Tal reflexão tem sido provocada pelo debate sobre gestão cultural que ocorre no Brasil hoje. A idéia de colocar a cultura como prioridade é uma espécie de desafio a todo gestor cultural, ativista cultural e ao público em geral.
Nesta semana li uma entrevista de Marta Porto em que o tema é também apontado como desafio para a gestão do MINC, mas me veio à cabeça o desafio de qualquer atividade cultural em geral. Ter cultura como prioridade depende de liderança e de qualidade de gestão, não basta ter os recursos e os programas, ou a mera vontade política, é preciso liderar o processo e dirigir de alguma forma o processo, seja por um coletivo, seja por agentes culturais reconhecidos e não meramente empossados ou alçados a gestão por delegação.
Não rola, diria um amigo, a comunidade não dá aval mais para certas inconsistências e a comunidade cultural brasileira em todos os níveis é sim seletiva e exigente. Por isto surgem debates sem resolução no último período, também por conta da incapacidade de convencimento e persuasão daqueles que deveriam ser os mediadores do processo de gestão cultural entre sociedade e estado. Por outro lado, suponho que surgem novas lideranças no cenário cultural que de certa forma geram um processo de contestação, mas há que se saber lidar com isto também, afinal, “o novo sempre vém”.
Postei no meu perfil do Facebook o que acabou gerando um bom diálogo com Flávio Jesus Moreira em resposta a algumas das suas colocações disse mais ou menos o que segue com algumas alterações para publicar aqui e ampliar a abordagem que foi muito pontual em relação a quatro outros temas que foram daquele modo simples encadeados ou encordoados como segue: sobre a passagem disto para a administração de empresas em geral – o que em sociologia podemos chamar de mudança cultural e alguns gostariam que fosse uma mudança estrutural; o tema desafiador da criação dos líderes para tais mudanças; o tema do preconceito em relação aos políticos e a aparente falta de contato entre estes e gestores privados ou empresariais; e o tema mais geral da construção da democracia no Brasil.
Ainda que talvez tenha menos interesse, este debate pode migrar com este mesmo conteúdo para a área empresarial ou de gestão em geral, ou, como no caso que me foi sugerido, para a Administração de Empresas. Mas essa abordagem me auxilia a lembrar algo que nem sempre pensamos: a gestão é por si mesmo um ato de construção, manutenção ou transformação cultural.
Assim, visto deste modo, fica valendo, então, outra máxima derivada de certo modo da minha reflexão matinal de que para ter liderança política é preciso ter compreensão cultural também.
Sim, é verdade que nos ressentimos de uma certa falta de lideres capazes de enfrentar a realidade, mas tem uma coisa que me dou conta como professor. Lideres precisam ser criados e educados, apoiados e compreendidos de uma forma estranha à primeira vista. Muitos consideram que liderança é um talento. Outros apontam que para liderar é preciso servir, mas eu não creio que esta seja a abordagem mais importante.
Porque o que vejo nos lideres, no seu desenvolvimento, biografias e etc, me parece incontestável que todos eles também erram. E no começo de sua jornada erram muito. Isso me leva a crer que um sinal de sua distinção não é simplesmente resolvido com o que chamam de visão, mas sim a ousadia de contrariar ou propor novas abordagens ou velhas abordagens de um modo novo.
Eles passam por um momento muito ousado, porque se arriscam a fazer algo que a grande maioria das pessoas jamais ousam fazer tão espontaneamente: pensar para além da matilha ou da manada.
E é uma arrogância isto, o que provavelmente provoca alguma rejeição inicial e simbólica
Quero dizer com isto também que desenvolver liderança não é só uma questão de talento e sorte. Precisamos muito aprender a reconhecer estas pessoas ou estes tipos de pessoas e incentivá-las, inclusive, compreendendo seus tropeços iniciais.
Falo da perspectiva de um professor que incentiva e apóia jovens ousam ou que ambicionam ser lideranças, mesmo sabendo que as vezes comprarão e vão aderir a conflitos que da minha perspectiva são desnecessários ou injustos ou despropositados.
Mesmo contra mim mesmo como professor.
Assim, parece após a observação de um tempo que deve haver um tipo de miopia inicial nas lideranças. Que nos seus primeiros passos isto também parece ser distintivo
Pelo que tenho aprendido com a minha experiência porque sempre observei uma rejeição que se dá nos primeiros passos. Na escola é aquele aluno que compra qualquer briga para defender uma posição, alguns são mais prudentes, mas sempre aparece aquele momento em que há um conflito que bem visto não faz sentido.
Outro assunto é a relação disto com a formação política. Penso que há um erro aí de avaliação de que na política há deficiência de formação. O espaço político é uma selva.
Tendo a respeitar muito os líderes que sobrevivem e se mantém neste espaço selvagem.
Mesmo que eu não goste de alguns deles por posições ou atitudes, mas não é uma coisa tão trivial assim sobreviver a um regime de competição em que a hierarquia e o poder estão sempre em cheque.
Em que estabilidade é somente o nome fantasia de um período de tempo entre uma eleição e outra, mas que nunca existe de verdade.
Na política o líder é testado sistematicamente todo o tempo por qualquer um, sem exceção.
Penso que na política a maior deficiência é exclusivamente de gestão e de compreensão de tramites burocráticos e que qualquer pessoa tem muito a aprender sobre liderança com qualquer político mediano, seja vereador, líder sindical, liderança social, deputado, prefeito e etc.
Mas por outro lado, é muito comum que a sabedoria dos políticos seja subestimada, mas é um erro fazer isto. O excesso de pretensão comum, aliás em pessoas que tendem a supervalorizar a formação e os espaços e padrões de gestão da iniciativa privada. Quando a gente ingressa na iniciativa privada e estuda padrões de comportamento percebe este desnível de liderança também.
Na iniciativa privada a diplomação e a formação continua do jovem até o adulto, nos bancos escolares, promove um tipo de liderança estranha até, salvo aqueles com muito felling emocional e social, vemos sempre uma liderança técnica.
Nesse sentido eu creio que também deveria haver um cursinho sobre política para os cidadãos em geral. As eleições são uma etapa disto. Uma etapa em que poderíamos aprender mais sobre liderança em que poderíamos escolher as lideranças que queremos.
Mas talvez tenhamos que criar instrumentos mais diretos de aprendizagem para aperfeiçoar a nossa democracia.
Os líderes são ao fim e ao cabo, na democracia, fies representantes dos seus liderados e só se constituem obtendo reconhecimento e adesão às suas idéias. Numa empresa podem colocar um cara com o currículo carregado, mas ele vai ter sim que obter ainda adesão as suas idéias apesar de deter um tipo especializado de conhecimento e ter recebido poder na hierarquia quase que por procuração.
Creio que tivemos um muito bom diálogo para chegar até aqui. Acabo de editar este texto para publicar no meu blog e se você olhar no meu mural verá que citei uma entrevista de Marta Porto na qual ela fala da necessidade de dar prioridade a cultura. Atuo na gestão cultural e creio que a cultura é um importante desafio para sociedade e o estado brasileiro.
Reflexões matinais: você precisa ter liderança política e qualidade de gestão para colocar cultura como prioridade.
Não há outra alternativa.
Tal reflexão tem sido provocada pelo debate sobre gestão cultural que ocorre no Brasil hoje. A idéia de colocar a cultura como prioridade é uma espécie de desafio a todo gestor cultural, ativista cultural e ao público em geral.
Nesta semana li uma entrevista de Marta Porto em que o tema é também apontado como desafio para a gestão do MINC, mas me veio à cabeça o desafio de qualquer atividade cultural em geral. Ter cultura como prioridade depende de liderança e de qualidade de gestão, não basta ter os recursos e os programas, ou a mera vontade política, é preciso liderar o processo e dirigir de alguma forma o processo, seja por um coletivo, seja por agentes culturais reconhecidos e não meramente empossados ou alçados a gestão por delegação.
Não rola, diria um amigo, a comunidade não dá aval mais para certas inconsistências e a comunidade cultural brasileira em todos os níveis é sim seletiva e exigente. Por isto surgem debates sem resolução no último período, também por conta da incapacidade de convencimento e persuasão daqueles que deveriam ser os mediadores do processo de gestão cultural entre sociedade e estado. Por outro lado, suponho que surgem novas lideranças no cenário cultural que de certa forma geram um processo de contestação, mas há que se saber lidar com isto também, afinal, “o novo sempre vém”.
Postei no meu perfil do Facebook o que acabou gerando um bom diálogo com Flávio Jesus Moreira em resposta a algumas das suas colocações disse mais ou menos o que segue com algumas alterações para publicar aqui e ampliar a abordagem que foi muito pontual em relação a quatro outros temas que foram daquele modo simples encadeados ou encordoados como segue: sobre a passagem disto para a administração de empresas em geral – o que em sociologia podemos chamar de mudança cultural e alguns gostariam que fosse uma mudança estrutural; o tema desafiador da criação dos líderes para tais mudanças; o tema do preconceito em relação aos políticos e a aparente falta de contato entre estes e gestores privados ou empresariais; e o tema mais geral da construção da democracia no Brasil.
Ainda que talvez tenha menos interesse, este debate pode migrar com este mesmo conteúdo para a área empresarial ou de gestão em geral, ou, como no caso que me foi sugerido, para a Administração de Empresas. Mas essa abordagem me auxilia a lembrar algo que nem sempre pensamos: a gestão é por si mesmo um ato de construção, manutenção ou transformação cultural.
Assim, visto deste modo, fica valendo, então, outra máxima derivada de certo modo da minha reflexão matinal de que para ter liderança política é preciso ter compreensão cultural também.
Sim, é verdade que nos ressentimos de uma certa falta de lideres capazes de enfrentar a realidade, mas tem uma coisa que me dou conta como professor. Lideres precisam ser criados e educados, apoiados e compreendidos de uma forma estranha à primeira vista. Muitos consideram que liderança é um talento. Outros apontam que para liderar é preciso servir, mas eu não creio que esta seja a abordagem mais importante.
Porque o que vejo nos lideres, no seu desenvolvimento, biografias e etc, me parece incontestável que todos eles também erram. E no começo de sua jornada erram muito. Isso me leva a crer que um sinal de sua distinção não é simplesmente resolvido com o que chamam de visão, mas sim a ousadia de contrariar ou propor novas abordagens ou velhas abordagens de um modo novo.
Eles passam por um momento muito ousado, porque se arriscam a fazer algo que a grande maioria das pessoas jamais ousam fazer tão espontaneamente: pensar para além da matilha ou da manada.
E é uma arrogância isto, o que provavelmente provoca alguma rejeição inicial e simbólica
Quero dizer com isto também que desenvolver liderança não é só uma questão de talento e sorte. Precisamos muito aprender a reconhecer estas pessoas ou estes tipos de pessoas e incentivá-las, inclusive, compreendendo seus tropeços iniciais.
Falo da perspectiva de um professor que incentiva e apóia jovens ousam ou que ambicionam ser lideranças, mesmo sabendo que as vezes comprarão e vão aderir a conflitos que da minha perspectiva são desnecessários ou injustos ou despropositados.
Mesmo contra mim mesmo como professor.
Assim, parece após a observação de um tempo que deve haver um tipo de miopia inicial nas lideranças. Que nos seus primeiros passos isto também parece ser distintivo
Pelo que tenho aprendido com a minha experiência porque sempre observei uma rejeição que se dá nos primeiros passos. Na escola é aquele aluno que compra qualquer briga para defender uma posição, alguns são mais prudentes, mas sempre aparece aquele momento em que há um conflito que bem visto não faz sentido.
Outro assunto é a relação disto com a formação política. Penso que há um erro aí de avaliação de que na política há deficiência de formação. O espaço político é uma selva.
Tendo a respeitar muito os líderes que sobrevivem e se mantém neste espaço selvagem.
Mesmo que eu não goste de alguns deles por posições ou atitudes, mas não é uma coisa tão trivial assim sobreviver a um regime de competição em que a hierarquia e o poder estão sempre em cheque.
Em que estabilidade é somente o nome fantasia de um período de tempo entre uma eleição e outra, mas que nunca existe de verdade.
Na política o líder é testado sistematicamente todo o tempo por qualquer um, sem exceção.
Penso que na política a maior deficiência é exclusivamente de gestão e de compreensão de tramites burocráticos e que qualquer pessoa tem muito a aprender sobre liderança com qualquer político mediano, seja vereador, líder sindical, liderança social, deputado, prefeito e etc.
Mas por outro lado, é muito comum que a sabedoria dos políticos seja subestimada, mas é um erro fazer isto. O excesso de pretensão comum, aliás em pessoas que tendem a supervalorizar a formação e os espaços e padrões de gestão da iniciativa privada. Quando a gente ingressa na iniciativa privada e estuda padrões de comportamento percebe este desnível de liderança também.
Na iniciativa privada a diplomação e a formação continua do jovem até o adulto, nos bancos escolares, promove um tipo de liderança estranha até, salvo aqueles com muito felling emocional e social, vemos sempre uma liderança técnica.
Nesse sentido eu creio que também deveria haver um cursinho sobre política para os cidadãos em geral. As eleições são uma etapa disto. Uma etapa em que poderíamos aprender mais sobre liderança em que poderíamos escolher as lideranças que queremos.
Mas talvez tenhamos que criar instrumentos mais diretos de aprendizagem para aperfeiçoar a nossa democracia.
Os líderes são ao fim e ao cabo, na democracia, fies representantes dos seus liderados e só se constituem obtendo reconhecimento e adesão às suas idéias. Numa empresa podem colocar um cara com o currículo carregado, mas ele vai ter sim que obter ainda adesão as suas idéias apesar de deter um tipo especializado de conhecimento e ter recebido poder na hierarquia quase que por procuração.
Creio que tivemos um muito bom diálogo para chegar até aqui. Acabo de editar este texto para publicar no meu blog e se você olhar no meu mural verá que citei uma entrevista de Marta Porto na qual ela fala da necessidade de dar prioridade a cultura. Atuo na gestão cultural e creio que a cultura é um importante desafio para sociedade e o estado brasileiro.
sábado, 10 de março de 2012
SOBRE SONHOS, PROJETOS E AMBIÇÕES
As vezes eu escrevo coisas só para ver se de fato estou pensando com os pés bem fincados na minha realidade...não porque não possa sonhar, mas o texto acaba por colocar as coisas de uma forma mais suave.....
Há uma tendência maravilhosa em mim de ficar sonhando e fantasiando sobre o mundo que eu gostaria de viver, sobre como as coisas deveriam ser e tal...
Isso desperta sempre um impulso em mim que por vezes é agressivo e outras vezes é muito intelectualizado ou pseudo intelectualizado com é qualificado pelos únicos intelectuais da nossa realidade imediata...mas quando escrevo os dois impulsos se encontram e se equilibram...
Sim, porque na verdade parecem mais dois impulsos mesmo.
E eles me alegram porque se encontram em mim no texto.
São como dois bons amigos que arranjam um tempo para prosear e se divertem, dão graça as tragédias e maldades corriqueiras do cotidiano e dão atenção também ao que as vezes passa como desimportante mas tem maior valor que a riqueza e a glória.
Sim...a riqueza e a glória, nenhuma das duas te conforta, ambas só te obrigam a ter mais e mais cuidados porque despertam a cobiça de invejosos e outros...
É uma descoberta terrível esta: o quanto algumas pessoas não suportam a tua mínima e as vezes única possibilidade de ser feliz...
Desdenham de você, debocham dos teus propósitos, e se puderem abortam esta única possibilidade...
Incrível isto que também ocorre com o êxito do teu projeto ou da tua proposta...
Para alguns não pode dar certo de forma alguma e é insuportável a idéia sequer de que isto aconteça.
Encontra-se nestas pessoas adversas, ou neles outra conjunção a do temor com o tremor, pois parece que teu êxito irá atrapalhar certos planos...
Ha ha ha...não gostaria de chamar isto de êxito...
As manobras do destino ou do futuro só tornam mais pesado o fardo daqueles que não tem mérito...
E sofrem, sofrem muito, pois não suportam a dor de ter aquilo para o qual a ambição não prepara...
Mas muito bem.
Ser feliz é muito mais fácil do que parece, também um modesto sonho ajuda a pôr as coisas num parâmetro mais honesto...sonhar, viver, viver sonhar..navegar é preciso....
e não dar a mínima importãncia para nenhuma destas adversidades.
Não temê-las é o melhor remédio.
É exatamente isto que o amigo intelectual diz para o amigo muito corajoso e revoltado:
Não dá bola...segue em frente....
Há uma tendência maravilhosa em mim de ficar sonhando e fantasiando sobre o mundo que eu gostaria de viver, sobre como as coisas deveriam ser e tal...
Isso desperta sempre um impulso em mim que por vezes é agressivo e outras vezes é muito intelectualizado ou pseudo intelectualizado com é qualificado pelos únicos intelectuais da nossa realidade imediata...mas quando escrevo os dois impulsos se encontram e se equilibram...
Sim, porque na verdade parecem mais dois impulsos mesmo.
E eles me alegram porque se encontram em mim no texto.
São como dois bons amigos que arranjam um tempo para prosear e se divertem, dão graça as tragédias e maldades corriqueiras do cotidiano e dão atenção também ao que as vezes passa como desimportante mas tem maior valor que a riqueza e a glória.
Sim...a riqueza e a glória, nenhuma das duas te conforta, ambas só te obrigam a ter mais e mais cuidados porque despertam a cobiça de invejosos e outros...
É uma descoberta terrível esta: o quanto algumas pessoas não suportam a tua mínima e as vezes única possibilidade de ser feliz...
Desdenham de você, debocham dos teus propósitos, e se puderem abortam esta única possibilidade...
Incrível isto que também ocorre com o êxito do teu projeto ou da tua proposta...
Para alguns não pode dar certo de forma alguma e é insuportável a idéia sequer de que isto aconteça.
Encontra-se nestas pessoas adversas, ou neles outra conjunção a do temor com o tremor, pois parece que teu êxito irá atrapalhar certos planos...
Ha ha ha...não gostaria de chamar isto de êxito...
As manobras do destino ou do futuro só tornam mais pesado o fardo daqueles que não tem mérito...
E sofrem, sofrem muito, pois não suportam a dor de ter aquilo para o qual a ambição não prepara...
Mas muito bem.
Ser feliz é muito mais fácil do que parece, também um modesto sonho ajuda a pôr as coisas num parâmetro mais honesto...sonhar, viver, viver sonhar..navegar é preciso....
e não dar a mínima importãncia para nenhuma destas adversidades.
Não temê-las é o melhor remédio.
É exatamente isto que o amigo intelectual diz para o amigo muito corajoso e revoltado:
Não dá bola...segue em frente....
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
BUKOWSKI - Porque diabos eu leio este cara?
Ler Bukowski é uma das coisas que eu mais gostava quando tinha 16,17,18,19 e até os 29 anos...
depois que me formei passou....
li até então tudo que apareceu pela frente...
e até hoje só tenho uma explicação para este extremo mau gosto...
este mundo é realmente muito ruim mesmo...
Bukowski passou a ser então meu amortecedor para os duros golpes da maldade mundana...
alguns homens bebem muito para esquecer...
eu leio para me lembrar...
que para mim nada disto é da minha responsabilidade...
ainda que eu sonhe em mudar de forma geral e profunda todo este estado de coisas...
que coisa mesmo isso!!!!
depois que me formei passou....
li até então tudo que apareceu pela frente...
e até hoje só tenho uma explicação para este extremo mau gosto...
este mundo é realmente muito ruim mesmo...
Bukowski passou a ser então meu amortecedor para os duros golpes da maldade mundana...
alguns homens bebem muito para esquecer...
eu leio para me lembrar...
que para mim nada disto é da minha responsabilidade...
ainda que eu sonhe em mudar de forma geral e profunda todo este estado de coisas...
que coisa mesmo isso!!!!
JACK KEROUAC - NÃO SEI PORQUÊ, MAS ME LEMBREI DE VOCÊ?
o coração de Jack ainda bate em nossas mentes..
e escuto até hoje os dedos dele martelando naquela velha máquina de escrever...
a velha gospia folhassobre a mesa....
até que um certo dia arranjamos um rolo de papel de gráfica...
bem isto acabou dando num livro...
que a coitada da revisora praguejava ao ter que ler aquele rolo, até que resolver meter a tesoura....
sobraram umas 473 páginas....
daí que lá em casa aquela velha máquina gostou muito pois escrevíamos nós três continuamente sobre ela...
ou seja nunca na história da humanidade uma velha tinha sido tocada continuamente por três homens...sem poder descansar....
suas engrenagens ficavam quentes e mornas...
estávamso nós procurando violentamente, entre um copo de vinho e outro as palavras que correspondem aos sonhos da nossa vã e estrábica imaginação...
e saiam em turbilhões...palavras, palavrões, farses inteiras feitas sem pontos, com algumas vírgulas simplesmente porque poderíam ficar ali e a tecla era fácil...
assim Neal Cassidy, Jack Kerouac e eu,
este fantasma de um maldito escritor expulsávamos de nós aquelas malditas e libertadoras palavras
....beat...beat...beat....
bate, bate um coração...
bate, bate os dedões...
tamborilando na mesa e esperando a sua vez de escrever....
Não sei ainda porque mas lembrei de você...
e escuto até hoje os dedos dele martelando naquela velha máquina de escrever...
a velha gospia folhassobre a mesa....
até que um certo dia arranjamos um rolo de papel de gráfica...
bem isto acabou dando num livro...
que a coitada da revisora praguejava ao ter que ler aquele rolo, até que resolver meter a tesoura....
sobraram umas 473 páginas....
daí que lá em casa aquela velha máquina gostou muito pois escrevíamos nós três continuamente sobre ela...
ou seja nunca na história da humanidade uma velha tinha sido tocada continuamente por três homens...sem poder descansar....
suas engrenagens ficavam quentes e mornas...
estávamso nós procurando violentamente, entre um copo de vinho e outro as palavras que correspondem aos sonhos da nossa vã e estrábica imaginação...
e saiam em turbilhões...palavras, palavrões, farses inteiras feitas sem pontos, com algumas vírgulas simplesmente porque poderíam ficar ali e a tecla era fácil...
assim Neal Cassidy, Jack Kerouac e eu,
este fantasma de um maldito escritor expulsávamos de nós aquelas malditas e libertadoras palavras
....beat...beat...beat....
bate, bate um coração...
bate, bate os dedões...
tamborilando na mesa e esperando a sua vez de escrever....
Não sei ainda porque mas lembrei de você...
PODER - Michel Foucault: História da Sexualidade
“Dizendo poder, não quero significar “o poder”, como um conjunto de instituições e aparelhos que garantem a sujeição dos cidadãos num determinado estado. Também não entendo poder como um modo de sujeição que, por oposição à violência, tenha a forma de regra. Enfim, não entendo o poder como um sistema geral de dominação exercida por um elemento ou grupo sobre o outro e cujos efeitos, por derivações sucessivas, atravessem o corpo social inteiro. A análise em termos de poder não deve postular, como dados iniciais, a soberania do Estado, a forma de lei ou a unidade global de uma dominação; estas são apenas e, antes de mais nada, suas formas terminais. Parece-me que se deve compreender o poder, primeiro, como a multiplicidade de correlações de forças imanentes ao domínio onde se exercem e constitutivas da sua organização; o jogo que, através de lutas e afrontamentos incessantes as transforma, reforça, inverte; os apoios que tais correlações de força encontram umas nas outras, formando cadeias ou sistemas ou ao contrário, as defasagens e contradições que as isolam entre si; enfim, as estratégias em que se originam e cujo esboço geral ou cristalização institucional toma corpo nos aparelhos estatais, na formulação da lei, nas hegemonias sociais”.
(FOUCAULT, Michel. A História da Sexualidade 1: Vontade de Saber. Rio de Janeiro: Graal, 1993 pág. 88-89).
sábado, 11 de fevereiro de 2012
SOBRE A VERDADEIRA CORAGEM - PEQUENA NOTA BÁSICA
reflexões filosóficas superficiais as vezes nos levam mais longe do que gostaríamos de ir....
um exemplo disto é a grande, boa e velha discussão sobre a coragem......
- a coragem que me estimula a agir, que me serve de exemplo, nem sempre é aquela que vinga ou que sai vitoriosa....reconhecemos um herói justamente por isto: por agir ali aonde a maioria dos homens e mulheres se acovardam, se curvam e se amedrontam, temendo o risco da derrota ou da sua própria vida....
o espelho da coragem, então, deveria refletir não somente a imagem dos heróis vitoriosos...mas também daqueles que fracassaram tentando, insistindo ali onde os covardes já capitularam....
é impossível não lembrar de Che Guevara numa hora destas....
que viveu o momento heróico e triunfal da revolução cubana - goste você ou não disso....
e que também viveu o momento heróico e trágico de sua própria execução á sangue frio na Bolívia...
tudo indica que ele tinha muita convicção sobre o caráter exemplar dos seus gestos e ações numa e noutra circunstância.....
por fim, cada dia me convenço mais de que a coragem é sim a virtude cardinal, como já dizia o grande, velho e tão excelente Aristóteles no século IV a.C.
um exemplo disto é a grande, boa e velha discussão sobre a coragem......
- a coragem que me estimula a agir, que me serve de exemplo, nem sempre é aquela que vinga ou que sai vitoriosa....reconhecemos um herói justamente por isto: por agir ali aonde a maioria dos homens e mulheres se acovardam, se curvam e se amedrontam, temendo o risco da derrota ou da sua própria vida....
o espelho da coragem, então, deveria refletir não somente a imagem dos heróis vitoriosos...mas também daqueles que fracassaram tentando, insistindo ali onde os covardes já capitularam....
é impossível não lembrar de Che Guevara numa hora destas....
que viveu o momento heróico e triunfal da revolução cubana - goste você ou não disso....
e que também viveu o momento heróico e trágico de sua própria execução á sangue frio na Bolívia...
tudo indica que ele tinha muita convicção sobre o caráter exemplar dos seus gestos e ações numa e noutra circunstância.....
por fim, cada dia me convenço mais de que a coragem é sim a virtude cardinal, como já dizia o grande, velho e tão excelente Aristóteles no século IV a.C.
SERÁ QUE ESTOU FALANDO COM UMA ESTÁTUA?
Ontem no dia do aniversário de 32 anos do Partido dos Trabalhadores me dei ao trabalho de compartilhar várias imagens interessantes desta história. Mas teve uma com um significado que me pareceu transcendental em diversas direções e interpretações.
Um senhor mulato, com uma aparência de bebum, vestindo uma camiseta do PT sentado ao lado da estátua de bronze do Carlos Drummond de Andrade conversa com a estátua. Parece um doente mental ou um maluco simplesmente.
O meu comentário genérico no compartilhamento foi:
"é nóis mano...chegou o dia em que o povo tem direito de sonhar, acertar e errar, até pouco tempo atrás só a elite tinha este direito...viva o povo brasileiro..."
No sentido de aludir a possibilidade do povo poder fazer coisas que só a elite podia fazer, acertar e errar e etc.
Uma amiga fez comentário sobre os malucos por conta de suas novas atividades de gestora, mas eu percebi algo mais nesta fala, porque me lembrei da grande dificuldade que todos nós temos de conversar ou dialogar com algumas portas deste mundo. E daí meu texto ficou assim:
As vezes os problemas deles e nossos são os mesmos: não nos damos conta de que estamos falando com estatuas congeladas e estáticas, pessoas que não vão se mexer mais para nada, não importa o que você diga, não importa o que você faça, elas não vão te entender, nem acreditar em você.
Porque são prisioneiras de algumas crenças que adquiriram pequeninas mas que foram inchando dentro da cabeça delas, até não deixar mais nenhum espaço para uma ideia diferente.
E assim elas ficam andando por aí: zumbis com convicções ultrapassadas e com crenças pouco generosas sobre o mundo e as pessoas.
E elas não estão somente na política não, também estão fora da política, porque quando alguém decreta no seu coração que não vai dar certo ou que não está dando certo, parece, por alguns momentos, que não é possível mesmo convencê-lo do contrário.
Sempre olho com muito cuidado pessoas que gostam de dizer que algo não é possível, que tudo se reduz a pura desilusão ou que este ou aquele negócio é sujo e etc.
Me pergunto sinceramente: será que esta pessoa sabe realmente do que está falando?
Ou adotou um curso de opinião confortável que a faz ficar se sentindo justificadamente alheia aos assuntos políticos, domésticos, familiares ou sociais. Se ele estiver errada estará perdendo a maravilhosa oportunidade que a vida nos dá de fazermos coisas legais juntos.
E eu adoro fazer coisas legais junto com outras pessoas.
Bem....bem....bem....
Um senhor mulato, com uma aparência de bebum, vestindo uma camiseta do PT sentado ao lado da estátua de bronze do Carlos Drummond de Andrade conversa com a estátua. Parece um doente mental ou um maluco simplesmente.
O meu comentário genérico no compartilhamento foi:
"é nóis mano...chegou o dia em que o povo tem direito de sonhar, acertar e errar, até pouco tempo atrás só a elite tinha este direito...viva o povo brasileiro..."
No sentido de aludir a possibilidade do povo poder fazer coisas que só a elite podia fazer, acertar e errar e etc.
Uma amiga fez comentário sobre os malucos por conta de suas novas atividades de gestora, mas eu percebi algo mais nesta fala, porque me lembrei da grande dificuldade que todos nós temos de conversar ou dialogar com algumas portas deste mundo. E daí meu texto ficou assim:
As vezes os problemas deles e nossos são os mesmos: não nos damos conta de que estamos falando com estatuas congeladas e estáticas, pessoas que não vão se mexer mais para nada, não importa o que você diga, não importa o que você faça, elas não vão te entender, nem acreditar em você.
Porque são prisioneiras de algumas crenças que adquiriram pequeninas mas que foram inchando dentro da cabeça delas, até não deixar mais nenhum espaço para uma ideia diferente.
E assim elas ficam andando por aí: zumbis com convicções ultrapassadas e com crenças pouco generosas sobre o mundo e as pessoas.
E elas não estão somente na política não, também estão fora da política, porque quando alguém decreta no seu coração que não vai dar certo ou que não está dando certo, parece, por alguns momentos, que não é possível mesmo convencê-lo do contrário.
Sempre olho com muito cuidado pessoas que gostam de dizer que algo não é possível, que tudo se reduz a pura desilusão ou que este ou aquele negócio é sujo e etc.
Me pergunto sinceramente: será que esta pessoa sabe realmente do que está falando?
Ou adotou um curso de opinião confortável que a faz ficar se sentindo justificadamente alheia aos assuntos políticos, domésticos, familiares ou sociais. Se ele estiver errada estará perdendo a maravilhosa oportunidade que a vida nos dá de fazermos coisas legais juntos.
E eu adoro fazer coisas legais junto com outras pessoas.
Bem....bem....bem....
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
PARTIDO DOS TRABALHADORES - 32 ANOS
Bom Dia meninos e meninas.....
uma bela música: Trensinho Caipira de Vila Lobos
Hoje o partido que ajudei a construir, pelo qual levanto bandeiras completa 32 anos.
Fico muito feliz com isto.
O bando de malucos, sonhadores, idealistas, lutadores sociais, sindicalistas, intelectuais, líderes religiosos, estudantis, perseguidos políticos, donas de casa, homens e mulheres forjou um partido que hoje governa o Brasil, o Rio Grande do Sul e São Leopoldo.
Sabia que isto poderia acabar acontecendo.
Basicamente porque é um partido de movimento, de agitação, de reuniões, de pé no barro, de bater em portas, de caminhadas e não de gabinetes e reuniões secretas.
É um partido de ano inteiro, de todos os dias.
De 1980/1981 para cá conquistamos muitas vitórias e também aprendemos muito com as derrotas.
Governamos para mudar o Brasil, o RS e mudamos efetivamente São Leopoldo de uma cidade decadente para uma cidade pujante em pleno crescimento econômico e social.
Se alguém quiser apontar problemas eu digo que prefiro os problemas do PT, a disputa interna, a disputa com companheiros do PT do que as disputas que vivemos no âmbito externo.
Tenho nitidas lembranças de como as coisas eram em São Leopoldo até 2004, muito nítidas, e no Brasil até 2002.
Parabéns Partido dos Trabalhadores - 32 anos de história e vida longa aos projetos do movimento social brasileiro!!!
O Brasil mudou e vai continuar mudando.
Erradicar a miséria terá um efeito extraordinário na sociedade brasileira e São Leopoldo precisa continuar sendo construída para todos.
Uma nova cidade é exatamente isto: uma cidade feliz para todos.
um grande abraço
uma bela música: Trensinho Caipira de Vila Lobos
Hoje o partido que ajudei a construir, pelo qual levanto bandeiras completa 32 anos.
Fico muito feliz com isto.
O bando de malucos, sonhadores, idealistas, lutadores sociais, sindicalistas, intelectuais, líderes religiosos, estudantis, perseguidos políticos, donas de casa, homens e mulheres forjou um partido que hoje governa o Brasil, o Rio Grande do Sul e São Leopoldo.
Sabia que isto poderia acabar acontecendo.
Basicamente porque é um partido de movimento, de agitação, de reuniões, de pé no barro, de bater em portas, de caminhadas e não de gabinetes e reuniões secretas.
É um partido de ano inteiro, de todos os dias.
De 1980/1981 para cá conquistamos muitas vitórias e também aprendemos muito com as derrotas.
Governamos para mudar o Brasil, o RS e mudamos efetivamente São Leopoldo de uma cidade decadente para uma cidade pujante em pleno crescimento econômico e social.
Se alguém quiser apontar problemas eu digo que prefiro os problemas do PT, a disputa interna, a disputa com companheiros do PT do que as disputas que vivemos no âmbito externo.
Tenho nitidas lembranças de como as coisas eram em São Leopoldo até 2004, muito nítidas, e no Brasil até 2002.
Parabéns Partido dos Trabalhadores - 32 anos de história e vida longa aos projetos do movimento social brasileiro!!!
O Brasil mudou e vai continuar mudando.
Erradicar a miséria terá um efeito extraordinário na sociedade brasileira e São Leopoldo precisa continuar sendo construída para todos.
Uma nova cidade é exatamente isto: uma cidade feliz para todos.
um grande abraço
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Que dia terrível....mas que final de esperança....
A minha história e os meus amigos tem me ajudado e obrigado a engolir todos os dias o meu orgulho e assumir que aquilo que eu devo fazer nesta vida é muito mais importante do que esta ou aquela atitude de desrespeito, afronta e ofensa que recebemos nós e os nossos projetos arduamente construídos, daqui e dali, de quem não nos conhece ou de quem julga que somos um retrato nítido da imagem que projetam sobre nós....
hoje por alguns instantes, demasiadamente longos ao meu ver, porque duraram muito mais do que em outros momentos, tive uma grande vontade de impor meu orgulho e minha vaidade, como muitos fazem por aí julgando que com isto conquistam respeito, mas que obtém somente mais desdém e incompreensão....
pois bem recuei e avaliei que é melhor manter a posição conquistada do que sacrificar ela por orgulho, mas fica bem registrado na minha consciência e quiçá na daqueles que me ofendem com seus gestos, palavras e decisões, um leve toque de que mais importante do que vencer as pequenas batalhas cotidianas é saber vencer a guerra, a longa guerra por um mundo melhor....que é algo muito mais durador e digno...
a crença de que um outro mundo é possível, não será destruída por aqueles que se esforçam de forma mesquinha a repetir os mesmos erros que tanto tornam este mundo insuportável e indigno.....
por fim este calor insuportável....que mostra exatamente isto: o quão perto este mundo fica do inferno que nenhum de nós gostaria de batizar, inaugurar, assinar embaixo ou nominar....
a luta continua sim...
e a boa luta será vencida....
por aqueles que merecem....
e que são dignos do sacrifício das nossas e de outras valorosas vidas...
hoje por alguns instantes, demasiadamente longos ao meu ver, porque duraram muito mais do que em outros momentos, tive uma grande vontade de impor meu orgulho e minha vaidade, como muitos fazem por aí julgando que com isto conquistam respeito, mas que obtém somente mais desdém e incompreensão....
pois bem recuei e avaliei que é melhor manter a posição conquistada do que sacrificar ela por orgulho, mas fica bem registrado na minha consciência e quiçá na daqueles que me ofendem com seus gestos, palavras e decisões, um leve toque de que mais importante do que vencer as pequenas batalhas cotidianas é saber vencer a guerra, a longa guerra por um mundo melhor....que é algo muito mais durador e digno...
a crença de que um outro mundo é possível, não será destruída por aqueles que se esforçam de forma mesquinha a repetir os mesmos erros que tanto tornam este mundo insuportável e indigno.....
por fim este calor insuportável....que mostra exatamente isto: o quão perto este mundo fica do inferno que nenhum de nós gostaria de batizar, inaugurar, assinar embaixo ou nominar....
a luta continua sim...
e a boa luta será vencida....
por aqueles que merecem....
e que são dignos do sacrifício das nossas e de outras valorosas vidas...
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
RAP GLOBAL - BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
PROGRAMAÇÃO OFICIAL DO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO DE SÃO LEOPOLDO - 2012
FST – SÃO LEOPOLDO
Período: de 25 a 28 de janeiro de 2012
Local: Centro de Eventos do Município de São Leopoldo (Av. São Borja, 1860)
ENTRADA FRANCA
____________________________________
AGENDA CULTURAL
________________________________________
Quarta-feira, 25 de janeiro
16:00- Oficina de Vídeo Participativo com Vras 77 e os assistentes de produção Dplay Código C e Dudu Clavelin
Inscrições gratuitas via email institutotri@riseup.net
Numero de vagas : 25
Necessidade: câmera de vídeo, câmera de foto que filme ou telefone que grave vídeo.
Obs: nos dias 26, 27 e 28 a oficina de vídeo participativo ocorre a partir das 14h
18:00- Mostra Reggae
Dj´s: Tiélo.con, Bruno Cristofoli e Lucio Agace
Mc´s: Léo Javiel e Romarinho (Morador da Praça XX)
Músicos: Tucano Percutindo e Wesley Dread
Quinta-feira, 26 de janeiro
16:00- Plataforma dos Sonhos
Espaço de divulgação de projetos culturais ((gravação em vídeo para divulgação na web até 3min)
Inscrições gratuitas via e-mail: institutotri@riseup.net
Das 18:00 as 23:00 - Hip Hop sem Fronteiras
Shows: Pacificadores convida Malena (Actitude Maria Marta – Arg)
Bro Mc's
Nathan Mc
Stereodubs convida DonL e Terra Preta
RAP GLOBAL – O show: Mc's : Simone Pereira Proffeta Picadilha Dhan Borba Rafuagi Brasil Branco Mv Sirilo Da Fusão Eduardo Habigzang Valter Oracildo e participação muito especial Professor Boaventura de Sousa Santos
Dj's : Alex DjAbú Sandro Deejay Madruga
Murs (Living Legends) e Skibeatz ( EUA)
DEXTER
Sexta-feira, 27 de janeiro
14:00 – Encontro de produtores musicais e cantores
Confirmados: Stereodubs (@Léo Grijo e DjLx ), LuizCafé, Umsócaminho , Skibeatz, Don L. Rico, Skills, Terra Preta, Murs, Cachola Této Preto, Sirilo Da Fusão , Preto Speed Rodrigues e Nego Black Black
15:00- Produção cultural para inclusão
Junior Garcia (Brasil), Gloria Teresa Gusmanich Renaut (Paraguai); Carmen Lucia Reyes de Mejía (Nicarágua); Alejandro Rubbo (Uruguai) Fabiana Menini (Brasil) e Lúcio Maia (Brasil)
*atividade em conjunto com Associação Cultural José Marti
Das 18:00 as 23:00 – show´s:
Mundo Livre S.A
De Falla
Autoramas e B. Negao
BLEFF
Claudio Nilson
Canastra Suja
Escola de Samba Alambique
Sábado, 28 de janeiro
Das 18:00 as 23:00 – Show da diversidade:
Musicamerica "o canto dos Povos”
_________________________________________________
DEBATES e OFICINAS
_________________________________________________
Quinta-feira, 26 de janeiro
Manhã: Oficina Autogestionária: Conflito Armado e Violação aos Direitos Humanos na Colômbia; Processos Populares de resistência na Colômbia.
Painéis de Debate e Exposição de Imagens: Memória das lutas do Povo Colombiano.
Promotor: Agenda Colombia – Brasil, PC Colombiano, Colectivo de Educacion Popular Dario Bitencourt e Colectivo Socio Juridico Orlando Fals Borda;
Das 14:00 as 17:00 – Mesa redonda conjunta: Consócio Pró-sinos e Itaipu Binacional (Brasil – Paraguai) com o tema Educação Ambiental durante o Fórum Social Mundial.
Atividade Autogestinária - EA como estratégia de mobilização socioambiental – Experiência da Bacia do Paraná 3 e Consórcio Pró-Sinos.
Local: Faculdade EST _ Escola Superior de Teologia
Sexta-feira, 27 de janeiro
Manhã: Seminário do FALP – Mudanças climáticas: O Desafio para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis
Tema: Água: mercadoria ou bem comum?
Palestrantes: Prefeito Ary Vanazzi, Prefeito Jairo Jorge, Diretor de Gabinete de Aubagne (França) Robert Abad , Boaventura dos Santos, Luiz Antonio Castro,diretor do SEMAE, Luis Babiano,Diretor gerente da AEOPAS (Associação Espanhola de Operadores Públicos de Água e Saneamento), Jorge Rodriguez,de Montevidéu, representante do Mercocidades;
Manhã: Oficina autogestionada: Sistema de Desenvolvimento Local e o Papel dos Movimentos Sociais Populares.
Com painéis:
-Inter-Religiosidade no Sistema de desenvolvimento local;
-Sistema de Desenvolvimento Local;
-Impactos políticos/Pedagógicos da pobreza e dos problemas sócio ambientais sob a ótica do sistema de desenvolvimento local,
- Gênero e Etnia na ótica do sistema de desenvolvimento local;
Promotores: COL, Itapuy, Morada da Paz, Palmares, SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES e EST;
Manhã: Oficina autogestionada: CEPROL
1.Circulo de Debates: Movimento Sindical, Educação e Sustentabilidade.
2.Palco na Luta – Teatro do Oprimido ( Vivência da Linguagem criada por Augusto Boal)
Entidades Promotoras: CEPROL, FEMERGS, SPMG e Teatro Geração Bugiganga (TGB).
____________________________________________________
FIC LIVRE – Festival Internacional de Cultura Livre
____________________________________________________
Sábado, 28 de janeiro – 15:00
Negrinho do Pastoreio – teatro de rua com Oigalê
Ocupado – circo com Contraquedas
Nós que aqui estamos – dança com Meme de Pesquisa do Movimetno
Bonecrônicas – teatro de bonecos com Anima Sonho
____________________________________________________
FST no MUSEU DO TREM
____________________________________________________
Quarta-feira, 25 de janeiro
14:30 - Oficina de Patrimônio com Jogo de Palavras: O Desafio para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis
17:00 - Oficina de Patrimônio e a Grande Pintura Coletiva
Quinta-feira, 26 de janeiro
10:00 - Oficina de Patrimônio com Teatro
16:00 - Oficina de Patrimônio e a Cidade
18:30 - Oficina de Dança de Salão (samba e forró)
Sexta-feira, 27 de janeiro
10:00 - Oficina de Patrimônio e Varal da História
14:00 - Debate aberto: Estudo documento da Mesa Redonda de Santiago do Chile
18:30 - Oficina de Dança de Salão (samba e forró)
Sábado, 28 de janeiro
10:00 - Feira de Trocas e Brique no Museu do Trem
11:00 - Oficina de Patrimônio com Jogo de Palavras
15:00 - Exposição de Carros Antigos
Site: www.fstematico2012.org.br
mAIS Informações:
51 8412.2532 – Júnior Garcia
51 3592.1943 - SMC SÃO LÉO
51 3591.8858 - SMC SÃO LÉO
Período: de 25 a 28 de janeiro de 2012
Local: Centro de Eventos do Município de São Leopoldo (Av. São Borja, 1860)
ENTRADA FRANCA
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AGENDA CULTURAL
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Quarta-feira, 25 de janeiro
16:00- Oficina de Vídeo Participativo com Vras 77 e os assistentes de produção Dplay Código C e Dudu Clavelin
Inscrições gratuitas via email institutotri@riseup.net
Numero de vagas : 25
Necessidade: câmera de vídeo, câmera de foto que filme ou telefone que grave vídeo.
Obs: nos dias 26, 27 e 28 a oficina de vídeo participativo ocorre a partir das 14h
18:00- Mostra Reggae
Dj´s: Tiélo.con, Bruno Cristofoli e Lucio Agace
Mc´s: Léo Javiel e Romarinho (Morador da Praça XX)
Músicos: Tucano Percutindo e Wesley Dread
Quinta-feira, 26 de janeiro
16:00- Plataforma dos Sonhos
Espaço de divulgação de projetos culturais ((gravação em vídeo para divulgação na web até 3min)
Inscrições gratuitas via e-mail: institutotri@riseup.net
Das 18:00 as 23:00 - Hip Hop sem Fronteiras
Shows: Pacificadores convida Malena (Actitude Maria Marta – Arg)
Bro Mc's
Nathan Mc
Stereodubs convida DonL e Terra Preta
RAP GLOBAL – O show: Mc's : Simone Pereira Proffeta Picadilha Dhan Borba Rafuagi Brasil Branco Mv Sirilo Da Fusão Eduardo Habigzang Valter Oracildo e participação muito especial Professor Boaventura de Sousa Santos
Dj's : Alex DjAbú Sandro Deejay Madruga
Murs (Living Legends) e Skibeatz ( EUA)
DEXTER
Sexta-feira, 27 de janeiro
14:00 – Encontro de produtores musicais e cantores
Confirmados: Stereodubs (@Léo Grijo e DjLx ), LuizCafé, Umsócaminho , Skibeatz, Don L. Rico, Skills, Terra Preta, Murs, Cachola Této Preto, Sirilo Da Fusão , Preto Speed Rodrigues e Nego Black Black
15:00- Produção cultural para inclusão
Junior Garcia (Brasil), Gloria Teresa Gusmanich Renaut (Paraguai); Carmen Lucia Reyes de Mejía (Nicarágua); Alejandro Rubbo (Uruguai) Fabiana Menini (Brasil) e Lúcio Maia (Brasil)
*atividade em conjunto com Associação Cultural José Marti
Das 18:00 as 23:00 – show´s:
Mundo Livre S.A
De Falla
Autoramas e B. Negao
BLEFF
Claudio Nilson
Canastra Suja
Escola de Samba Alambique
Sábado, 28 de janeiro
Das 18:00 as 23:00 – Show da diversidade:
Musicamerica "o canto dos Povos”
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DEBATES e OFICINAS
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Quinta-feira, 26 de janeiro
Manhã: Oficina Autogestionária: Conflito Armado e Violação aos Direitos Humanos na Colômbia; Processos Populares de resistência na Colômbia.
Painéis de Debate e Exposição de Imagens: Memória das lutas do Povo Colombiano.
Promotor: Agenda Colombia – Brasil, PC Colombiano, Colectivo de Educacion Popular Dario Bitencourt e Colectivo Socio Juridico Orlando Fals Borda;
Das 14:00 as 17:00 – Mesa redonda conjunta: Consócio Pró-sinos e Itaipu Binacional (Brasil – Paraguai) com o tema Educação Ambiental durante o Fórum Social Mundial.
Atividade Autogestinária - EA como estratégia de mobilização socioambiental – Experiência da Bacia do Paraná 3 e Consórcio Pró-Sinos.
Local: Faculdade EST _ Escola Superior de Teologia
Sexta-feira, 27 de janeiro
Manhã: Seminário do FALP – Mudanças climáticas: O Desafio para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis
Tema: Água: mercadoria ou bem comum?
Palestrantes: Prefeito Ary Vanazzi, Prefeito Jairo Jorge, Diretor de Gabinete de Aubagne (França) Robert Abad , Boaventura dos Santos, Luiz Antonio Castro,diretor do SEMAE, Luis Babiano,Diretor gerente da AEOPAS (Associação Espanhola de Operadores Públicos de Água e Saneamento), Jorge Rodriguez,de Montevidéu, representante do Mercocidades;
Manhã: Oficina autogestionada: Sistema de Desenvolvimento Local e o Papel dos Movimentos Sociais Populares.
Com painéis:
-Inter-Religiosidade no Sistema de desenvolvimento local;
-Sistema de Desenvolvimento Local;
-Impactos políticos/Pedagógicos da pobreza e dos problemas sócio ambientais sob a ótica do sistema de desenvolvimento local,
- Gênero e Etnia na ótica do sistema de desenvolvimento local;
Promotores: COL, Itapuy, Morada da Paz, Palmares, SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES e EST;
Manhã: Oficina autogestionada: CEPROL
1.Circulo de Debates: Movimento Sindical, Educação e Sustentabilidade.
2.Palco na Luta – Teatro do Oprimido ( Vivência da Linguagem criada por Augusto Boal)
Entidades Promotoras: CEPROL, FEMERGS, SPMG e Teatro Geração Bugiganga (TGB).
____________________________________________________
FIC LIVRE – Festival Internacional de Cultura Livre
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Sábado, 28 de janeiro – 15:00
Negrinho do Pastoreio – teatro de rua com Oigalê
Ocupado – circo com Contraquedas
Nós que aqui estamos – dança com Meme de Pesquisa do Movimetno
Bonecrônicas – teatro de bonecos com Anima Sonho
____________________________________________________
FST no MUSEU DO TREM
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Quarta-feira, 25 de janeiro
14:30 - Oficina de Patrimônio com Jogo de Palavras: O Desafio para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis
17:00 - Oficina de Patrimônio e a Grande Pintura Coletiva
Quinta-feira, 26 de janeiro
10:00 - Oficina de Patrimônio com Teatro
16:00 - Oficina de Patrimônio e a Cidade
18:30 - Oficina de Dança de Salão (samba e forró)
Sexta-feira, 27 de janeiro
10:00 - Oficina de Patrimônio e Varal da História
14:00 - Debate aberto: Estudo documento da Mesa Redonda de Santiago do Chile
18:30 - Oficina de Dança de Salão (samba e forró)
Sábado, 28 de janeiro
10:00 - Feira de Trocas e Brique no Museu do Trem
11:00 - Oficina de Patrimônio com Jogo de Palavras
15:00 - Exposição de Carros Antigos
Site: www.fstematico2012.org.br
mAIS Informações:
51 8412.2532 – Júnior Garcia
51 3592.1943 - SMC SÃO LÉO
51 3591.8858 - SMC SÃO LÉO
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
VEJA CONTRA A FILOSOFIA......
Veja publicou matéria nesta semana contra a obrigatoriedade da filosofia e da sociologia no ensino médio.
E um amigo me me enviou a matéria, eu li e me lembrei de algumas coisas.
Esta é uma velha história
.
Eu diria que quando um bando de idiotas começam a se dar conta de que são incapazes de resolver os seus próprios problemas, então, só então, eles começam a considerar que o problema é a filosofia.
Em algumas destas ocasiões eles dizem que é a filosofia errada, ou que falta uma filosofia, em outros momentos dizem que é o excesso de filosofia.
Ma seles não perguntam em nenhum momento se não há algo errado com a própria filosofia deles cuja qual eles não interrogam nem questionam, pois simplesmente aceitam ela como lhes vem na telha.
Bem, há uma importante diferença conceitual aqui, ou da natureza destes caras, eles não são definitivamente tolos, são meros idiotas, às voltas com o que pensam saber e admirados com suas próprias crenças sobre a realidade.
Não precisavam nem mereciam tanto assim.....
Mas...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
MINHAS TAREFAS E TEXTOS PARA FAZER - DE 2011 PARA 2012
Bom Dia meninos e meninas....
"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais...."
Hoje vou escrever meus três textos que prometi em 2011
para mim mesmo e não consegui fazer...
bem...mas isto não significa que vou publicá-los...
O primeiro deles, pelo menos, me exige muito...
e com certeza não ficará concluído hoje...
e quando concluído terei que consultar meu coração....
O segundo é um compromisso com os professores que conheço e com todos os meus colegas de trabalho e dedicação, militância e luta pela educação....uma promessa...e também cumprindo um pacto de lealdade.....
O terceiro tem caráter político teórico....afinal o debate sobre a esquerda no contexto da crise econômica, pós falência da esquerda européia e no Brasil com o governo Dilma se coloca como um belo desafio....quem dirá com relação ao Governador Tarso Genro.....que tem conseguido realizar um bom e excelente governo em alguns setores exceto na educação...
Sobre a conjuntura local já me sinto satisfeito com o que o Marcelo Santos tem escrito...e tenho prestado muita atenção ao oportunismo e arrivismo de alguns em relação ao tema das denúncias...por isso direi algo adiante....
Quem conhece a história de São Leopoldo, conhece os personagens todos que aqui se apresentam, mascarados ou não, e conhece também os feitos e desfeitos destes...e a coisa mais incrível para mim é que ainda existem agentes e peças no cenário que apostam na unidimensionalidade das suas personagens, na intransparência de seus atos e na parcialidade da opinião pública....
eles bradam MUDA SÃO LEOPOLDO, mas é escasso e nulo o motivo para tal mudança...o mais interessante é que eles tentam minimizar as extraordinárias e valorosas conquistas de nossa cidade nos últimos 8 anos....não s e sentem atendidos nem contemplados quando na verdade a única forma de atendê-los e contempla-los é simplesmente colocá-los no governo...e esta expressão vale a para a grande maioria dos opositores apaixonados e que agora defendem com unhas e dentes aqui a cidadania e a cidade....pois eu não vi nenhum deles na mobilização contra os fiteiros em 2001....não vi nenhum deles em vários momentos em que a sociedade se colocou contra os governos municipais aqui em São Leopoldo entre 1992 e 2004 - para ficar num resumo...simplesmente porque eles foram governo entre 1992 e 2004 e antes disso também....o problema deles é exclusivamente a volta ao poder...mas eles oferecem e apresentam que propostas mesmo? Não vejo a hora de vê-los e ler eles dizendo a que vieram para dizer bem exatamente quem eles representam nos diversos setores da sociedade. Eles acreditam que a gente não tem coragem de desmascará-los ou que não conseguiremos fazê-lo, se enganam profundamente a este respeito. Nós ainda temos muitas coisas para dizer sobre o que eles andaram fazendo por aqui antes de nós governarmos com o prefeito Vanazzi e o companheiro Paulo Borba.
Também me chateia muito a abordagem a temas emocionais neste processo como o dos cães abandonados por exemplo...e o pior é que alguns se aboletam neste tema com o único propósito de tirar o máximo dele...sem compromisso em fixar e promover solução...neste e em outros debates a responsabilidade não é exclusiva do estado ou dos governos...existem cidadãos do outro lado...com responsabilidades também....
Bom dia meninos e meninas!!!!
"Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz"
"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais...."
Hoje vou escrever meus três textos que prometi em 2011
para mim mesmo e não consegui fazer...
bem...mas isto não significa que vou publicá-los...
O primeiro deles, pelo menos, me exige muito...
e com certeza não ficará concluído hoje...
e quando concluído terei que consultar meu coração....
O segundo é um compromisso com os professores que conheço e com todos os meus colegas de trabalho e dedicação, militância e luta pela educação....uma promessa...e também cumprindo um pacto de lealdade.....
O terceiro tem caráter político teórico....afinal o debate sobre a esquerda no contexto da crise econômica, pós falência da esquerda européia e no Brasil com o governo Dilma se coloca como um belo desafio....quem dirá com relação ao Governador Tarso Genro.....que tem conseguido realizar um bom e excelente governo em alguns setores exceto na educação...
Sobre a conjuntura local já me sinto satisfeito com o que o Marcelo Santos tem escrito...e tenho prestado muita atenção ao oportunismo e arrivismo de alguns em relação ao tema das denúncias...por isso direi algo adiante....
Quem conhece a história de São Leopoldo, conhece os personagens todos que aqui se apresentam, mascarados ou não, e conhece também os feitos e desfeitos destes...e a coisa mais incrível para mim é que ainda existem agentes e peças no cenário que apostam na unidimensionalidade das suas personagens, na intransparência de seus atos e na parcialidade da opinião pública....
eles bradam MUDA SÃO LEOPOLDO, mas é escasso e nulo o motivo para tal mudança...o mais interessante é que eles tentam minimizar as extraordinárias e valorosas conquistas de nossa cidade nos últimos 8 anos....não s e sentem atendidos nem contemplados quando na verdade a única forma de atendê-los e contempla-los é simplesmente colocá-los no governo...e esta expressão vale a para a grande maioria dos opositores apaixonados e que agora defendem com unhas e dentes aqui a cidadania e a cidade....pois eu não vi nenhum deles na mobilização contra os fiteiros em 2001....não vi nenhum deles em vários momentos em que a sociedade se colocou contra os governos municipais aqui em São Leopoldo entre 1992 e 2004 - para ficar num resumo...simplesmente porque eles foram governo entre 1992 e 2004 e antes disso também....o problema deles é exclusivamente a volta ao poder...mas eles oferecem e apresentam que propostas mesmo? Não vejo a hora de vê-los e ler eles dizendo a que vieram para dizer bem exatamente quem eles representam nos diversos setores da sociedade. Eles acreditam que a gente não tem coragem de desmascará-los ou que não conseguiremos fazê-lo, se enganam profundamente a este respeito. Nós ainda temos muitas coisas para dizer sobre o que eles andaram fazendo por aqui antes de nós governarmos com o prefeito Vanazzi e o companheiro Paulo Borba.
Também me chateia muito a abordagem a temas emocionais neste processo como o dos cães abandonados por exemplo...e o pior é que alguns se aboletam neste tema com o único propósito de tirar o máximo dele...sem compromisso em fixar e promover solução...neste e em outros debates a responsabilidade não é exclusiva do estado ou dos governos...existem cidadãos do outro lado...com responsabilidades também....
Bom dia meninos e meninas!!!!
"Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz"
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
ADEUS AO SEU TELMO LAURO MULLER
Me criei indo visitar o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo quando era ali na esquina da Independência com a Dom João Becker.
A porta ficava bem na esquina e ao entrar você tinha uma mesinha com um livro de presenças à sua direita.
Devem ter algumas assinaturas minhas lá naquele livro entre 1970 e 1980.
Bem você erguia os olhos e avistava de um lado, também a direita um púlpito ou oratório de igreja todo entalhado em madeira.
Seu Telmo dizia: não suba aí menino! E eu não subia não.
Do outro lado para a esquerda abria um corredor de visitação com as vitrines encostadas à parede e os balcões dividindo o passeio.
Eu, Rachel e Rafael as vezes íamos juntos lá olhar as coisas.
Em algumas vezes meu pai nos acompanhou.
Boas lembranças.
Nossa aquele jogo de chá é igual ao da vovó!
E me acostumei a observar aquele cara que ficava lá sentado na mesa do escritório que vez ou outra nos advertia do zelo com os materiais do museu, não tocar em certos objetos e etc.
Mas uma vez ele me deu algumas explicações sobre alguns objetos do museu.
Foi uma pequena aula que aguçou minha curiosidade.
Com certeza devo ao trabalho dele e dos seus colaboradores e demais fundadores do Museu o Fato de ter uma relação com a história da cidade e a história em geral.
E tudo isso quase na esquina da minha casa e tão cedo.
Valeu seu Telmo, hoje este professor agradece tua contribuição e a provocação histórica que produziste!!!
Estais saindo da vida para permenecer na história da história da nossa querida cidade.
Descanse em paz!
A porta ficava bem na esquina e ao entrar você tinha uma mesinha com um livro de presenças à sua direita.
Devem ter algumas assinaturas minhas lá naquele livro entre 1970 e 1980.
Bem você erguia os olhos e avistava de um lado, também a direita um púlpito ou oratório de igreja todo entalhado em madeira.
Seu Telmo dizia: não suba aí menino! E eu não subia não.
Do outro lado para a esquerda abria um corredor de visitação com as vitrines encostadas à parede e os balcões dividindo o passeio.
Eu, Rachel e Rafael as vezes íamos juntos lá olhar as coisas.
Em algumas vezes meu pai nos acompanhou.
Boas lembranças.
Nossa aquele jogo de chá é igual ao da vovó!
E me acostumei a observar aquele cara que ficava lá sentado na mesa do escritório que vez ou outra nos advertia do zelo com os materiais do museu, não tocar em certos objetos e etc.
Mas uma vez ele me deu algumas explicações sobre alguns objetos do museu.
Foi uma pequena aula que aguçou minha curiosidade.
Com certeza devo ao trabalho dele e dos seus colaboradores e demais fundadores do Museu o Fato de ter uma relação com a história da cidade e a história em geral.
E tudo isso quase na esquina da minha casa e tão cedo.
Valeu seu Telmo, hoje este professor agradece tua contribuição e a provocação histórica que produziste!!!
Estais saindo da vida para permenecer na história da história da nossa querida cidade.
Descanse em paz!
SHAKESPEARE RULES - REGRAS DE SHAKESPEARE
SHAKESPEARE RULES:
"Se eu sou quem sou, que importa minha origem?"
"Melhor assim: Saber que é desprezado do que sê-lo sob a capa da lisonja."
"quem gosta de ser adulado é digno do adulador"
"a adversidade põe à prova os espíritos."
"a verdadeira substância da ambição é a sombra de um sonho"
"antes amar quem só o mal me deseja a quem, fingindo o bem, só o mal me enseja"
"é mais fácil encontrar 20 rolinhas lascivas do que um homem casto"
"desgraça: Estás de pé; agora toma o rumo que bem te parecer."
"Não sou tão jovem (...) para amar uma mulher por causa de seu canto, nem tão velho, pra me apaixonar por ela sem motivo."
SHAKESPEARE RULES (part two):
"Não me aconselhes. Minhas desgraças gritam mais alto que o teu fraseado."
"Preciso ser cruel para ser bom" (HAMLET)
"entre maçãs podres, não há o que escolher"
"Sê fiel a ti próprio: Segue-se disso, como o dia à noite, que a ninguém serás falso jamais!"
"a glória, é como um círculo sobre a água, que aumenta sempre mais, até que à força de se alargar, termina em coisa alguma"
"a impaciência só fica bem pra um cachorro louco"
"não julgueis, somos todos pecadores"
"pra negócio assim, que é só maldade, qualquer traição é honestidade"
SHAKESPEARE RULES (part three):
"o tempo há de mostrar quem tem malícia."
"a modéstia dignifica o nome de alcoviteiro, como confere a muitas marafonas a fama de castidade."
"o hábito não faz o monge"
"com que facilidade os impostores imprimem suas formas insinuantes no coração de cera das mulheres!"
"a mulher é prato para os deuses, quando não é o demônio que a prepara"
"quem algo almeja, e não aceita quando lhe foi oferecido, jamais volta a encontrá-lo."
"sábio é o pai que conhece seu próprio filho."
"ninguém pode calcular a potência venenosa de uma palavra má no peito de um amante"
"ha tanta piedade nele, quanto leite em tigre macho"
"oh! Poder! Oh! Grandeza! Milhoes de olhos falsos em ti se fixam!"
SHAKESPEARE RULES (part four):
"as próprias pombas dão bicadas, pela defesa do ninho"
"onde não há prazer, não há proveito"
"nada vale mais do que o preço que nós próprios damos."
"triste a sorte de quem depende do favor dos príncipes!"
"prudência, quem mais corre mais tropeça"
"se nossas qualidades não se expressassem, seria como se não existissem. Todos os adornos de uma bela alma, valem tão somente por seus nobres efeitos."
"Tem ventura fugaz, sempre periga quem se fia em rapaz ou rapariga"
"A razão foge de tudo que possa nos causar dano."
"Não existe arte que ensine a ler no rosto as feições da alma."
SHAKESPEARE RULES (part five)
"o néscio se julga sábio, mas o sábio se reconhece néscio."
"o sangue chama sangue."
"o ser grande não é o empenhar-se em grandes causas: Grande é quem luta até por uma palha, quando a honra está em jogo."
"com um só olho, pode o sol enxergar o mundo todo."
"vamos sombra: carrega esta outra sombra."
"Quem tem a possibilidade de morrer por suas próprias mãos, não tem medo de que os outros o matem."
"irás despertar a ursa, se bulires com os filhos dela."
"só é vaidade legítima a consciente."
"Quando a virtude mora em lugar humilde, vê-se amiúde que ela deixa o lugar enobrecido. Mas onde falta, embora haja apelido da mais alta nobreza, a honra é vazia."
"nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."
copiado do facebook de Egisto Dal Santo.
sábado, 7 de janeiro de 2012
POEMA DE VINICIUS AOS FORMANDOS 2012
Amigos meus, está chegando a hora
Em que a tristeza aproveita pra entrar
E todos nós vamos ter que ir embora
Pra vida lá fora continuar
Tem sempre aquele
Que toma mais uma no bar
Tem sempre um outro
Que vai direitinho pro lar
Mas tem também
Uma sala que está vazia
Sem luz, sem amor, sombria
Prontinha pro show voltar
E em novo dia
A gente ver novamente
A sala se encher de gente
Pra gente comemorar
Vinicius de Moraes
Um abraço do Professor
Daniel Adams Boeira aos Formandos 2011
Da E.E.E.M. Olindo Flores
São Leopoldo, 07/01/2012
Em que a tristeza aproveita pra entrar
E todos nós vamos ter que ir embora
Pra vida lá fora continuar
Tem sempre aquele
Que toma mais uma no bar
Tem sempre um outro
Que vai direitinho pro lar
Mas tem também
Uma sala que está vazia
Sem luz, sem amor, sombria
Prontinha pro show voltar
E em novo dia
A gente ver novamente
A sala se encher de gente
Pra gente comemorar
Vinicius de Moraes
Um abraço do Professor
Daniel Adams Boeira aos Formandos 2011
Da E.E.E.M. Olindo Flores
São Leopoldo, 07/01/2012
Reconhecimento, Gratidão e Esperança – Turma 3N2 DISCURSO DE PARANINFO – 7 DE JANEIRO DE 2012
É a terceira vez seguida que sou paraninfo nesta escola.
Saudações Iniciais ao Diretor, Professores, demais Homenageados, alunos, pais, irmãos, amigos e conhecidos.
Prometi que faria um discurso enxuto e vou cumprir esta promessa em parte me dirigindo diretamente aos meus afilhados da 3N2.
Quando a gente é indicado paraninfo de uma turma de formandos pensa sempre no porquê isso aconteceu? Independente se é uma turma de ensino médio, curso profissional, universidade ou que quer que seja.
Bem, para ser paraninfo é preciso ser professor num sentido muito próprio.
Por exemplo, Steve Jobs foi Paraninfo de uma turma de estudantes de uma das mais excelentes universidades do mundo e no seu discurso contou parte da história da vida dele.
Este discurso está na internet num arquivo do Youtube e recomendo.
Algo que ele usa como chave neste discurso é LIGAR OS PONTOS!!!
Bem VOU ligar os pontos então.
No nosso caso considero que sou o Paraninfo pelo simples fato de que neste ano a 3N2 me indicou seu conselheiro e orientador para o ano inteiro e que foi isso exatamente o que eu fiz com eles.
Algumas pessoas não conseguiram entender bem como é que virei conselheiro de dois segundos anos que se uniram para formar a 3N2, pois que estes dois segundos anos haviam me enfrentado por vezes em 2010, por diversas razões, algumas boas e outras nem tão boas.
Ora, mas isto é aquilo que podemos chamar de os cavacos do ofício.
Muitas vezes nós professores e professoras, alunos e alunas brigamos ou entramos em conflito pelas razões erradas e muitas vezes entramos em conflito por boas e excelentes razões.
Algumas concepções pedagógicas defendem que o processo pedagógico ou educacional deve ser muito tranqüilo, muito moderado e que jamais a autoridade do professor deve ser questionada.
Ora tal concepção é muito conservadora.
E, no meu caso, de forma muito especial, incompatível com minha história, minha formação e meus conceitos.
Aprendi a ser cidadão lutando contra autoridades que usurparam o poder legitimamente constituído, ou que chegaram até ele de maneira escusa, por motivos escusos, e que exerceram o poder de forma violenta e irracional.
Curiosamente estas autoridades se julgavam infalíveis. Supunham até que estavam salvando o Brasil da ameaça comunista. Os resultados disto são conhecidos.
O Brasil ficou 25 anos sem eleições livres e democráticas e em meio a isso o povo perdeu um bom tempo para aperfeiçoar-se na escolha dos seus governantes.
Aprendi a ser professor durante muitos anos. Tanto como aluno do ensino fundamental e médio, como quanto acadêmico do curso de filosofia da UFRGS.
Como aluno tenho a nítida lembrança dos exemplos de alguns professores. Darei Três exemplos somente.
Não vou nomeá-los aqui por conta de que se o fizesse teria que acrescentar mais detalhes e informações do que este tempo me permite
Tive um professor que era tão apaixonado por história e sabia história de cor e salteado que cada aula dele me trazia nítidas imagens dos acontecimentos.
E estas aulas e ensinamentos ficaram gravados em minha memória e, também, em meu subconsciente.
Mais tarde creio que passei no vestibular por conta disto mesmo. Gravações intensas na memória e a paixão que ele despertou em mim no conhecimento da história.
Tive outra professora que ensinava biologia, mas cujo maior destaque que eu posso dar era o apoio e o carinho que ela dava para a gente. E ela era muito justa comigo e com todos os meus colegas de então. Era uma excelente conselheira e nos fazia ponderar mais antes de ter opiniões.
A marca que ela me deixou foi um modo muito especial como ela me olhava me dando incentivo a acreditar no meu potencial, apesar de que quando ela foi minha professora eu era um aluno que de certa forma recém tinha assumido a responsabilidade efetiva sobre os meus estudos.
Ou seja, não estava na escola porque minha mãe ou meu pai queriam ou eram obrigados a me encaminhar neste rumo, estava na escola porque eu desejava estar na escola, eu desejava concluir os estudos e seguir em outras etapas até a universidade, como de fato mais tarde consegui.
E, por fim, tive um outro professor de geografia que tinha uma forma muito interessante de conduzir as aulas.
Ele fazia questão que as diferenças de opinião entre os alunos sobre diversos assuntos que incluem democracia, forma de governo, desenvolvimento econômico, gestão pública, organização da cidade, relação com a natureza e etc.,fossem postas às claras e não mitigadas – enfraquecidas - por suas próprias opiniões sobre as coisas ou apagadas pela adesão da maioria da sala a determinada forma de ver e interpretar os fatos.
Ele era professor de geografia e me marcou muito com isto, porque me parecia excelente este nível de honestidade e clareza sobre as coisas.
Ele evitava ao mesmo tempo excessivas convicções por parte dos alunos dizendo que quem sabe um dia poderíamos entender melhor isso que hoje julgamos assim ou assado.
Já na universidade aprendi – em uma perspectiva filosófica e crítica – que ocorre frequentemente a necessidade de nós seres humanos, adultos ou jovens, sermos filósofos em algumas coisas e nos auto-questionarmos se podemos ou não estar errados.
Pareceria absurdo dizer aqui o que vou dizer, mas verdade mais completa que adquiri na universidade é exatamente esta:
SEMPRE PODEMOS ESTAR ERRADOS!!!!
E A MELHOR MANEIRA de se evitar o erro é manter esta hipótese quase como uma guardiã de nossas crenças, opiniões, convicções e posições.
Voltando para o método de educação e aplicando nele o que disse.
È sempre possível estarmos errados meus alunos e afilhados, mas também é sempre possível que os outros errem com nós e a nossa única forma de resolver este problema é sermos muito honestos e sinceros.
Neste ano nós conseguimos um resultado incrível com vocês, pois superamos com este espírito de justiça, com a dúvida e o questionamento diversas situações difíceis.
Havia uma rivalidade interna na turma que foi superada com investimento e o debate honesto.
Ocorreram diversos conflitos entre alunos e seus colegas que foram superados de forma objetiva, sem se puxar a brasa para nenhum assado.
Houve momentos em que este professor teve que ser muito duro com todos os alunos e conseguimos chegar até aqui, ao final desta viagem como poucas perdas pelo caminho.
Acima de tudo, ficou a visão de que nem sempre o conflito é um elemento negativo no processo educacional.
Porque é melhor mesmo enfrentar o problema de frente do que escondê-lo ou fazer de conta que ele não existe.
E aprendemos juntos que não podemos permitir com que os erros se passem por acertos ou que a injustiça passe por justa.
Neste sentido, creio que sei exatamente porque sou o paraninfo deles e vejo nisto um muito bom motivo.
Parabéns a vocês todos meus afilhados. Me orgulho de Vocês!!
Devolvo a homenagem de vocês homenageando-os também.
Sei que alguns de vocês estão dando agora muito orgulho para os seus familiares e amigos por terem conseguido chegar onde chegaram e poderem agora ir mais adiante.
E me dirijo a todos os presentes agora pedindo que apoiem mais seus filhos, alunos e amigos.
Não deixem nenhum menino e nenhuma menina abandonar os estudos.
Porque esta aposta nos trará sempre belos frutos, ótimos resultados e nos tornara mais felizes e verdadeiros.
A educação é o melhor caminho para sermos mais felizes.
Muito Obrigado!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
TARSO GENRO E A ESQUERDA
O Sr. Tarso Genro continua produzindo belos textos de reflexão sobre a esquerda.
Mas tenho senões em relação a expressões grandiloquentes como as dele.
Principalmente quando não se altera em nenhum milimetro a profunda desigualdade entre os servidores públicos do judiciário e do executivo.
O quanto ganha um Juiz - com seus direitos e privilégios - e o quanto ganha um professor com suas responsabilidades crescentes e diretos decrescentes mostra algo sobre a promessa de justiça.
O recurso à crise ou à uma indeterminação programática e ideológica não pode servir mais de justificativa para a esquerda no poder fazer de fato aquilo que precisa ser feito.
Governamos em 2011-2012 o país e o estado: o que é que falta para fazer exatamente aquilo que precisa ser feito?
Quem joga com as elites com a facilidade que ele joga, deve, cada vez mais, se afastar da base social do PT.
E o discurso de crise só leva mais e mais água para este velho moinho.
Aqui apresento parte de minha carta: AO MEU QUERIDO GOVERNADOR...
Temos uma lista bem grande de motivos que tem produzido inconformidade, insatisfação e revolta no magistério estadual e esta lista não foi concebida na cabeça de minerva da presidente do cpers ou de algum ideólogo do PSTU ou PSOL.
Ela foi produzida pelo padrão de gestão e relação estabelecido entre o governo e os servidores da educação...
E não é preciso fazer muito esforço para saber o que há nesta lista. Nem é preciso teorizar sobre racionalidade, pragmática ou tática para compreender porque cada uma destas coisas estão nesta lista...
Este padrão de gestão é contrário a muitas coisas que construímos e cultivamos dentro das escolas, nas reuniões sindicais, nas relações políticas de partido e de movimento...
coisas caras para nós como o uso permanente do método democrático...
Método democrático significa também concepção de gestão: jamais impor algo goela abaixo....
jamais abusar do mandato à nos conferido pela confiança do povo...
jamais ousar tomar os nossos colegas como incapazes ou outra coisa...
respeitá-los profundamente....
E é realmente uma pena que isto tem acontecido. Porque coloca muita gente entre o sindicato e o governo procurando não qual deles está certo, mas como não incorrer ou fortalecer o mesmo erro.
Um exemplo foi o tal PACOTE DO MAGISTÉRIO. Só na taxa de inscrição do concurso já há um excesso.
Mas as coisas continuam assim mesmo e as razões de gestão são superiores aos princípios de justiça.
Ou olhar melhor para o tema da evasão.
O professor passa a ser responsabilizado e avaliado por um fenômeno estrutural diretamente vinculado a supremacia do mundo do trabalho sobre a escola.
Qualquer professor que está em escola pública sabe que a evasão nos últimos anos tem se mantido pela abundante oferta de trabalho, bicos, serões e outras opções para além do portão da escola.
E agora o professor passa a ser avaliado a partir destes resultados de evasão e abandono sem possuir nenhum instrumento eficaz para atacar as causas disto.
É quase a mesma situação dos estágios: enquanto o estado não regular a disponibilidade do tempo para a escola.
A escola ficará em último lugar.
Por mais que eu tenha uma grata e tranquila tendência a apoiar o governo, tem mais itens ainda na lista.
Por exemplo o tema da nomeação e lotação dos professores concursados no novo certame para as escolas das CRES.
Já passamos por isto e de certa forma todos os contratos emergenciais passam por isto.
Você é designado para a escola que na região da CRE tem necessidade de professor independentemente da circunstância ser favorável às suas despesas ou ter alguma facilidade no acesso.
O que determina é a necessidade.
Bem, alguém vai acabar desistindo da vaga se, por exemplo residir em São Leopoldo e for designada para Sapiranga em determinada circunstancia.
Mas isto abre possibilidade para arbítrio.
E dá poder excessivo às Cres.
E nem sempre as CRES tem gestão democrática e respeitosa com os educadores.
Não acho boa medida.
Deveria haver um equilíbrio entre necessidade da rede e oportunidade do professor aprovado em concurso.
No mínimo facilitar a negociação na lotação e na escola de interesse do educador.
Por que não.
Não pode ser só porque é difícil lotar educadores ali ou acolá não....
poder excessivo corrompe e gera distorções.
Fico pensando em todos os meus colegas que fizeram greve.
Em todos meus colegas que fizeram campanha.
Nos meus colegas que escreveram o programa de governo.
Naqueles que tiraram fotos com o candidato assim como eu.
Naqueles que sacrificaram os últimos 30 anos com uma militância a toda prova.
Permanente, contínua, intermitente.
Confesso que tenho orgulho deles, mais orgulho deles do que daqueles que levaram as coisas até este ponto.
Você....por exemplo, que anda dando nó em pingo dágua....
E num princípio que foi quebrado lá atrás.
Evitar abrir dissidênciua pública com nossos governos e que hoje parece uma coisa que só depende hoje de quem fala e onde fala.
Não fomos nós que inauguramos a página 10 com o Barrionuevo plantando posições contrárias aos nossos gestores.
E não somos nós que somos citados elogiosamente pela abelhinha de plantão
Digo isso com muito carinho.
Quando o debate não tem instâncias para ocorrer...é assim que acontece mesmo.
Pois bem, pois bem....
Mas tenho senões em relação a expressões grandiloquentes como as dele.
Principalmente quando não se altera em nenhum milimetro a profunda desigualdade entre os servidores públicos do judiciário e do executivo.
O quanto ganha um Juiz - com seus direitos e privilégios - e o quanto ganha um professor com suas responsabilidades crescentes e diretos decrescentes mostra algo sobre a promessa de justiça.
O recurso à crise ou à uma indeterminação programática e ideológica não pode servir mais de justificativa para a esquerda no poder fazer de fato aquilo que precisa ser feito.
Governamos em 2011-2012 o país e o estado: o que é que falta para fazer exatamente aquilo que precisa ser feito?
Quem joga com as elites com a facilidade que ele joga, deve, cada vez mais, se afastar da base social do PT.
E o discurso de crise só leva mais e mais água para este velho moinho.
Aqui apresento parte de minha carta: AO MEU QUERIDO GOVERNADOR...
Temos uma lista bem grande de motivos que tem produzido inconformidade, insatisfação e revolta no magistério estadual e esta lista não foi concebida na cabeça de minerva da presidente do cpers ou de algum ideólogo do PSTU ou PSOL.
Ela foi produzida pelo padrão de gestão e relação estabelecido entre o governo e os servidores da educação...
E não é preciso fazer muito esforço para saber o que há nesta lista. Nem é preciso teorizar sobre racionalidade, pragmática ou tática para compreender porque cada uma destas coisas estão nesta lista...
Este padrão de gestão é contrário a muitas coisas que construímos e cultivamos dentro das escolas, nas reuniões sindicais, nas relações políticas de partido e de movimento...
coisas caras para nós como o uso permanente do método democrático...
Método democrático significa também concepção de gestão: jamais impor algo goela abaixo....
jamais abusar do mandato à nos conferido pela confiança do povo...
jamais ousar tomar os nossos colegas como incapazes ou outra coisa...
respeitá-los profundamente....
E é realmente uma pena que isto tem acontecido. Porque coloca muita gente entre o sindicato e o governo procurando não qual deles está certo, mas como não incorrer ou fortalecer o mesmo erro.
Um exemplo foi o tal PACOTE DO MAGISTÉRIO. Só na taxa de inscrição do concurso já há um excesso.
Mas as coisas continuam assim mesmo e as razões de gestão são superiores aos princípios de justiça.
Ou olhar melhor para o tema da evasão.
O professor passa a ser responsabilizado e avaliado por um fenômeno estrutural diretamente vinculado a supremacia do mundo do trabalho sobre a escola.
Qualquer professor que está em escola pública sabe que a evasão nos últimos anos tem se mantido pela abundante oferta de trabalho, bicos, serões e outras opções para além do portão da escola.
E agora o professor passa a ser avaliado a partir destes resultados de evasão e abandono sem possuir nenhum instrumento eficaz para atacar as causas disto.
É quase a mesma situação dos estágios: enquanto o estado não regular a disponibilidade do tempo para a escola.
A escola ficará em último lugar.
Por mais que eu tenha uma grata e tranquila tendência a apoiar o governo, tem mais itens ainda na lista.
Por exemplo o tema da nomeação e lotação dos professores concursados no novo certame para as escolas das CRES.
Já passamos por isto e de certa forma todos os contratos emergenciais passam por isto.
Você é designado para a escola que na região da CRE tem necessidade de professor independentemente da circunstância ser favorável às suas despesas ou ter alguma facilidade no acesso.
O que determina é a necessidade.
Bem, alguém vai acabar desistindo da vaga se, por exemplo residir em São Leopoldo e for designada para Sapiranga em determinada circunstancia.
Mas isto abre possibilidade para arbítrio.
E dá poder excessivo às Cres.
E nem sempre as CRES tem gestão democrática e respeitosa com os educadores.
Não acho boa medida.
Deveria haver um equilíbrio entre necessidade da rede e oportunidade do professor aprovado em concurso.
No mínimo facilitar a negociação na lotação e na escola de interesse do educador.
Por que não.
Não pode ser só porque é difícil lotar educadores ali ou acolá não....
poder excessivo corrompe e gera distorções.
Fico pensando em todos os meus colegas que fizeram greve.
Em todos meus colegas que fizeram campanha.
Nos meus colegas que escreveram o programa de governo.
Naqueles que tiraram fotos com o candidato assim como eu.
Naqueles que sacrificaram os últimos 30 anos com uma militância a toda prova.
Permanente, contínua, intermitente.
Confesso que tenho orgulho deles, mais orgulho deles do que daqueles que levaram as coisas até este ponto.
Você....por exemplo, que anda dando nó em pingo dágua....
E num princípio que foi quebrado lá atrás.
Evitar abrir dissidênciua pública com nossos governos e que hoje parece uma coisa que só depende hoje de quem fala e onde fala.
Não fomos nós que inauguramos a página 10 com o Barrionuevo plantando posições contrárias aos nossos gestores.
E não somos nós que somos citados elogiosamente pela abelhinha de plantão
Digo isso com muito carinho.
Quando o debate não tem instâncias para ocorrer...é assim que acontece mesmo.
Pois bem, pois bem....
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
ERRANTE - MUDAR A VIDA INTEIRA
as vezes eu me sinto um errante...
..alguém de passagem pelos lugares...
e também me sinto errado em muitas coisas....
talvez eu esteja completamente errado em todas as coisas...
mas por outro lado....
continuo acreditando que uma pessoa só tem realmente valor quando é capaz de questionar o próprio modo de viver....
interrogar se não está tudo errado....
só será um grande homem aquele que for capaz de mudar toda a sua própria, maldita e miserável vida....
o resto é um sonho, uma grande ilusão do mundo....
e eu quero conquistar a glória de verdade nesta vida, muito mais do que a fortuna, a fama ou qualquer outro mérito que tem mais valor aos olhos dos outros do que aos meus próprios olhos...
posso estar errado?....
sim.....
é possível que sim...
..alguém de passagem pelos lugares...
e também me sinto errado em muitas coisas....
talvez eu esteja completamente errado em todas as coisas...
mas por outro lado....
continuo acreditando que uma pessoa só tem realmente valor quando é capaz de questionar o próprio modo de viver....
interrogar se não está tudo errado....
só será um grande homem aquele que for capaz de mudar toda a sua própria, maldita e miserável vida....
o resto é um sonho, uma grande ilusão do mundo....
e eu quero conquistar a glória de verdade nesta vida, muito mais do que a fortuna, a fama ou qualquer outro mérito que tem mais valor aos olhos dos outros do que aos meus próprios olhos...
posso estar errado?....
sim.....
é possível que sim...
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