ALERTA MÁXIMO PARA O AVANÇO DA COVID-19 NO RIO GRANDE DO SUL
- DOMINGO 17 DE MAIO DE 2020
O número de casos no Rio Grande do Sul cresceu em três
semanas (de 25 de abril a 16 de maio), mais de 306%, do dia 25 de abril, 1.217,
até hoje, 3.734. Sendo que muitos casos apontados por exames rápidos de PCR -
os de São Leopoldo, por exemplo, ainda não estão no registro geral do site do
estado. É importante apontar aqui que nem todas as cidades gaúchas, por
enquanto, estão adotando a estratégia de testagem mesmo que rápida de casos
suspeitos, o que aumenta a subnotificação de casos no RS.
Já os óbitos que também envolvem fechamento e confirmação de
casos de Covid-19 com exames pelo Lacen, cresceram 376% nesse período. De 34
óbitos para 128 óbitos de gaúchas e gaúchos. Ou seja, o número de óbitos
praticamente quadruplicou.
E esta notícia sobre a lotação do Hospital de Clínicas de
Porto Alegre, ao meu ver indica que estamos a beira de um crescimento de casos
com internações no RS e, infelizmente, de óbitos também. Não é o colapso do
sistema de saúde, mas é simbólico que a maior estrutura hospitalar do estado já
esteja nesse estágio.
Quanto às cidades atingidas nesse período, saímos de 113
cidades com caos para 225, praticamente o dobro. Considerando que a maior parte
das grandes cidades com mais de 50 mil habitantes já haviam sido atingidas lá
atrás, agora temos a interiorização de casos e óbitos de Covid-19 no estado,
acompanhada do agravamento nas grandes cidades já atingidas e as cidades
conurbadas da Região Metropolitana de Porto Alegre, bem como no eixo Porto Alegre
Caxias do Sul e a região do Planalto Médio com Passo Fundo como centro.
Teremos problemas sérios pela frente. Talvez isso seja
resultado da flexibilização em alguns locais nas últimas três semanas e também
das condutas negligentes já conhecidas, porém, acredito que é muito importante
lembrar de novo que o vírus também é transmitido por pessoas assintomáticas.
Essa doença infecto-contagiosa tem elevada capacidade de contágio.
Nesse sentido, aglomerações de crianças, jovens ou adultos
saudáveis nesse período de Pandemia, mesmo com máscaras e sem guardar
distanciamento, são o melhor modo de disseminação do vírus.
Por fim, não podemos negligenciar o fato de que o inverno
está chegando e que este é um período no Rio Grande do Sul muito marcado por
doenças respiratórias e outras que vão acabar levando pessoas aos hospitais e
unidades de saúde a procura de tratamento e que com esse quadro de Pandemia
crescente, podemos ter agravados essas doenças e as dificuldades para atender
todos os pacientes.
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