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domingo, 22 de janeiro de 2017

QUER ME CRITICAR OU NÃO GOSTA DAS MINHAS OPINIÕES?

SEM PROBLEMA

Bom dia...solução simples: faça um post defendendo o vereador de ficção, prove que estou errado em relação a gestão da educação e sobre o PMDB na geral. Negação não é refutação.


Eu ergo argumentos, não ofensas.

EDUCAÇÃO MUNICIPAL E ESTADUAL

Sim...Imaginem os meus colegas municipais, como se sentem eu e todos os servidores públicos estaduais que estamos recebendo a gratificação de natal ou décimo terceiro em doze vezes. Imagina o tamanho do estrago causado por eles na vida de milhares e talvez dois ou três milhões de gaúchos. Estragaram nosso Natal, nossas férias e já condenaram o ano de 2017 ao ano do aperto de novo. Pobres de nossos familiares, amigos, colegas e daqueles que nos prestam diferentes serviços e que dependem de nosso consumo para tocar seus negócios. Nojo é um sentimento que equivale a muito pouco para nós todos! Estou até sendo bem moderado e educado com ele e sua turma. Não promovo aqui um linchamento pessoal, mas apenas a crítica. Nada contra a pessoa privada do cidadão, mas afirmo que para pessoa pública ele é inabilitado e não deveria ser eleito, admitido ou sequer seguido. Estamos em uma democracia que ele e sua turma ajudam a diminuir e agravar perversamente, mas tenho dúvidas sinceramente de sua consciência moral e civil. Até nisto vejo uma ficção, um auto engano e uma farsa. A ironia aqui é até uma generosidade da gente.

Vereador de Ficção em São Leopoldo

Logo eu que sou militante da educação como a Ana, a Déia, o Luiz, o Adriano e muitos outros ter que aguentar a retórica e a farsa e certas ficções de algumas pessoas. Mas eu até gosto de ficções, imagina comigo a ideia genial de um vereador qualquer do PMDB - dá turma do Temer, do Sartori e do Padilha - que diz que vai devolver o salário porque vai viver com o seu modesto salário de bancário. Isso quer dizer, seguindo na ficção, então, que o tal não vai trabalhar na câmara de vereadores, não vai dar expediente e nem trabalhar em comissões. Não vai, também, em sua ficção moral, atender os cidadãos no seu gabinete e com a sua assessoria cumprir agenda em gabinete. Vai ser, nesta ficção de vereador, exatamente como o ex-prefeito de ficção dele, aliás, que quando vereador, por vinte anos, só servia pra passar nas sessões e fazer alguns discursos também de ficção. Isso, ora esta, não é projeto de vereador, é projeto de faz de conta e discurso. É a mais completa ficção de vereador. Nossa gente da educação, por outro lado, podemos comemorar, apenas, com esta função de ficção dele a devolução do salário como reparação aos salários que ele recebeu na condição de secretário de ficção da mais incompetente gestão da educação municipal, do pior governo da história de São Leopoldo. O PMDB que ele representa ingressou no Brasil, no RS e em SL em uma fase cara de pau total. É neste caso que ficções, fantasias e bobagens não lhes faltam. Na educação municipal a lista de absurdos dele e dos gestores de 2013-2016 é tão gigantesca que não cabe aqui. Além de não ter nenhum know how em gestão da educação ainda se prestou nesta grande ficção em que vive, na sustentação real e física da violência e desrespeito contra as educadoras. Para uma cidade com a história e a importância cultural de São Leopoldo, é uma vergonha ter tido este secretário que não é educador. Não é professor de nenhuma rede pública e não fez diferença alguma por isto mesmo na educação municipal. Foi um gerente da Educação, com uma postura de ficção gerencial e das coisas que não é o que nos falta não. Foi o secretário da educação, para registrar, porque é ordenador de despesas, que foi conivente com o uso dos recursos do fundeb para pagar fornecedores e com o desumano atraso da folha de pagamento da educação. Muito cara de pau...o que me surpreendeu mais foi ver educadoras municipais apoiando isto e achando bom. Por fim, a qualidade da educação municipal não avançou em nada em quatro anos e diversos programas foram mau geridos ou desativados. Pura ficção deles e uma picaretagem na gestão pública. E os jovens que lideram este partido tem tido a performance escandalosa e de faz de conta moral que já se observa na secretaria nacional de juventude da presidência da república. Pra mim são uns caras que perderam a vergonha na cara, se é que um dia tiveram....


Eu tava na praia. Bem tranquilo, mas....

VAI DEVOLVER SALÁRIOS É?

A gente pode comemorar a devolução do salário dele como reparação aos salários que ele recebeu na condição de secretário mais incompetente da educação municipal do pior governo da história de São Leopoldo. O PMDB que ele representa ingressou em uma fase cara de pau total. E os jovens que lideram este partido tem tido a performance que já se observa na secretaria nacional de juventude dá presidência dá república. Pra mim perderam a vergonha na cara se é que um dia tiveram...

SOBRE O EX-SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO

A lista de absurdos dele é gigantesca. Além de não ter nenhum know how em gestão e educação ainda se prestou na sustentação de violência e desrespeito contra as educadoras. Foi o secretário da educação conivente com o uso dos recursos do fundeb para pagar fornecedores e com o atraso da folha de pagamento da educação. Muito cara de pau...o que me surpreendeu mais foi ver educadoras municipais apoiando isto e achando bom. Por fim, a qualidade da educação municipal não avançou em nada em quatro anos e diversos programas foram mau geridos ou desativados. Pura picaretagem na gestão pública.

Nostradamus & Trump

Quando na cidade do mar, em bom tempo nevar,
na dama liberta o trumpete tocar,

o mundo insolúvel, por fim vai acabar...

AS PALAVRAS - SARTRE - RECOMENDO - em especial para quem gosta de autobiografia

SARTRE, Jean Paul. As Palavras. Tradução de Jacó Guinzburg. 3ª Edição. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1967, 159p.

“Naturalmente, não sou trouxa; bem vejo que nós nos repetimos...” (p.151)

“O que eu amo em minha loucura, é que ela me protegeu, desde o primeiro dia, contra as seduções da “elite”: nunca me julguei feliz proprietário de um “talento”: minha única preocupação era salvar-me – nada nas mãos, nada nos bolsos – pelo trabalho e pela fé. Desta feita, minha pura opção não me elevava acima de ninguém; sem equipamento, sem instrumental, lancei-me por inteiro a ação para salvar-me por inteiro. Se guardo a impossível salvação na loja dos acessórios, o que resta? Todo um homem, feito de todos os homens, que os vale todos e a quem vale não importa quem.” (p.159)

Este livro é simplesmente a primeira biografia de filósofo que eu li na vida. Eu adquiri ela por tostões com a minha consciência de certa incapacidade econômica de adquirir, pelo valor que tinha na banca, a biografia de Sartre recém lançada em 1987 de Annie Cohen Solal pela editora L&PM, e eu namorei esta biografia muito tempo na feira do livro. Nos últimos anos fui ler e bem me vi nas peripécias e na coragem que agora nesta hora da minha caminhada tenho muita vontade de cometer. ...e creio que fará muito mais sentido viver com uma consciência plena e assumida do que fazer papel de desorientado como alguns que nunca estiveram nem perdidos e nem muito menos desamparados. Estes dias li um texto de uma raposa que atacou mais de cinquenta galinheiros fazendo Cocoricó. Me senti tocado pela lamentação moral tardia de alguém que nunca considerei levada de Roldão por coisa, causa ou pessoa alguma. Como também vi um pusilânime a falar de certas fidelidades que ele não entendia simplesmente porque ele nunca foi leal à outra coisa do que sua própria vantagem ou vaidade pessoal. E lembrando também da questão da virtude ou dá honra como ficamos discutindo ontem que mesmo entre rivais, adversários ou até inimigos nos leva até o final da peleia e dá vida com firmeza, lado e muita perseverança mesmo sob o pior quadro.

Mas há algo de maravilhoso para mim nesta pequena autobiografia de Sartre porque ela substituiu com ganhos para mim a biografia de Annie. Nela ele conta com ironia e muitos detalhes a sua formação e influências familiares, culturais e políticas e também de suas resistências que de forma muito reveladora se constituíram de tal modo que desde a sua infância, ele tenta ensejar seu próprio caminho apesar de...por exemplo, ser sobrinho de um piedoso Albert Schweitzer e resistir a fortíssima influencia da igreja em sua família. E ela me serviu muito no sentido de construir também em mim certa autoconsciência e um processo de diferenciação semelhante. Nada disto é feito por vaidade, mas sim por um sentido de responsabilidade sobre s própria vida, destino e projeto.

Esta passagem, por sua vez, representa algo muito importante para mim em minha formação e em minha trajetória porque apresenta a necessidade permanente de tentarmos resistir à certos papéis que alguns conselheiros ajuizados tentam nos atribuir e que são melhores para o que os outros querem de nós, do que, para o que, cada um de nós, pode ser por decisão própria e escolha refletida, ainda que sem o consentimento ou aprovação de outrem.

O texto da contracapa, enfim, desta tradução de As Palavras é este:

“Jean Paul Sartre inicia uma nova tarefa comunicar o sentido que, para ele, tem a sua vida. AS PALAVRAS abrange o período da infância. Não se deve esperar desse pequeno livro o relato saudosista de um velho senhor que rememora episódios encantadores do mundo da criança, ou rostos amados e desaparecidos. Nada disso. Aqui o leitor encontrará um requisitório contra o mundo da criança e, honesto, não poderá deixar de examinar, por conta própria, o que foi a sua infância.”


E assim de muito me serviu esta leitura preambular à minha formação acadêmica em filosofia.

GOVERNANDO NA CRISE

Parabéns meu caro amigo e camarada Marco Weissheimer. É muito importante dar a dimensão rigorosa e séria que os governos de esquerda enfrentam nesta ciranda que vivemos hoje! O desafio de governar na crise é o maior desafio que hoje vivemos. Um abraço e muito sucesso na nossa luta em preservar o estado, os direitos dos trabalhadores e cidadãos e garantir os serviços públicos e os direitos dos servidores públicos junto. Enquanto alguns brincam de governar, cabe à nós resgatar a seriedade com muito trabalho e firme decisão para superar este quadro grave que vive a sociedade e o estado brasileiro em todos os niveis. 



SOBRE MENTES PEREGRINAS E DISPERSAS

SÊNECA E A NOSSA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO

Bom Dia....a amiga Mariane Farias postou uma passagem muito interessante de Sêneca que me levou a refletir sobre a diferença entre condições e interesses na formação de intelectuais.

"Tanto aquilo que me escreves como o que oiço dizer de ti fazem-me ter boas esperanças a teu respeito: não viajas continuamente nem te deixas agitar por constantes deslocações. Um semelhante deambular é indício duma alma doente: eu, de fato, entendo que o primeiro sinal de um espírito bem formado consiste em ser capaz de parar e de coabitar consigo mesmo.

Toma, porém, atenção, não vá essa tua leitura de inúmeros autores e de volumes de toda a espécie arrastar algo de indecisão e de instabilidade. Importa que te fixes em determinados pensadores,que te nutras das suas idéias, se na verdade queres que algo permaneça definitivamente no teu espírito.

Estar em todo o lado é o mesmo que não estar em parte alguma! Ora a quem passa a vida em viagens acontece ter muitos conhecimentos fortuitos, mas nenhum amigo verdadeiro; o mesmo sucede logicamente àqueles que não se aplicam intimamente ao estudo de um pensador, mas sim percorrem todos de passagem a correr."

(Trecho de Cartas a Lucílio I, 2 - trad. de J. A .Segurado Campos)

Estamos aqui na parte positiva ao meu ver desta ferramenta. Esta postagem cai como uma luva para enquadrar e construir um paralelo e antagonismo entre dois tipos de experiências de formação de intelectuais bem típicas do século XX, entre nós hoje e muito provavelmente no passado também. Quando digo passado quero dizer aqui antiguidade, idade média e modernidade.

Não gostaria de lembrar ou ficar aqui fazendo lista sem a devida explicitação de porque certas personagens caem em uma ponta afinada ao que Sêneca diz e porque outros caem na sua oposta condição.

E começo - para variar meu método de reflexão - olhando para mim mesmo, sem justificar ou fazer racionalizações compensatórias. Não haveria nenhuma possibilidade deste jovem aqui ter seguido um itinerário disciplinar e bem assentado de formação. Ele seguiu sua curiosidade e a disponibilidade fortuita de bibliografia aqui e ali. Quanto ao assento houve que vagar e peregrinar de certa forma por vária condição habitacional em muitos casos em busca do melhor lugar para dar continuidade a sua trajetória de formação.

Mas agora saio de mim e lembro, por exemplo, uma figura maior para mim como Kerouac e poderia citar talvez a maioria dos grandes escritores de nosso tempo, pois que ainda que eles não tenham uma obra sistemática filosófica, cabe a nós seus leitores atentos extrair de seus relatos, ficções e inventivas as pérolas talvez de uma sabedoria tão próxima aos fragmentos e aos aforismos de outros escritores e sábios. E eles vagaram e muito. Ao ler Kerouac e outros encontro em seus textos aqui e ali verdadeiros fragmentos filosóficos que não dá uma obra, mas podem me suscitar idéias tão importantes como ao meu ver esta bela carta de Sêneca a Lucilio seu discípulo suscitou em mim agora.

Me ocorre também agora a lembrança deambulante de uma das frases mais singulares e reveladoras que ouvi para explicar o "milagre grego" do Messier Michel Serres "os gregos viajavam". Então, não ter assento ou habitar certo lugar pode ser uma vantagem. Entendo também que o "habitar a si mesmo" referido por Sêneca ai equivale talvez a um governo de si mesmo, mas eu penso também que não há melhor governo de si mesmo do que aquele que é exigido - ainda que tenha seus desconfortos - pela exposição ao mundo, ao estrangeiro, ao estranho. Isso te obriga a ser muito sábio no teu cotidiano e ao mesmo tempo estar aberto e cuidadosos para com o outro. Mas eu também me lembrei de Hannah Arendt e suas múltiplas e diversas paragens e interesses.

Mas com certeza Sêneca deixaria Jack Kerouac mais reflexivo pela falta de amigos que todas as andanças dele o levaram a ter e pela sua tragédia pessoal ligada justamente a isto que Sêneca chama de falta de habitar com conforto a si mesmo. Por fim, com certeza correr por sobre os textos e passar de visada por teorias é o oposto de qualquer possibilidade de amadurecimento e aprofundamento de uma reflexão que deveria ser aguardada e longamente maturada sobre isso ou aquilo.

Nenhum de nós quer ter uma alma doente, então, muito obrigada pela postagem porque me lembra e me faz refletir mais ainda sobre estes e outros assuntos o que inclui ai a condição mais ou menos confortável dos intelectuais de acordo com sua condição de classe e dos meios de que dispõe para formar-se e viver.

Um abraço.


DE 2014

FUTURO BRILHANTE

"Qualquer futuro que se mostrou um dia brilhante nasceu de alguém que acreditou em uma ideia nova quando ela surgiu e ainda não era nada: só uma poeira, uma miragem. " 

de Vanessa Tuleski

O PODER DA SÍNTESE

“Quando o poder da síntese desaparece da vida dos homens e quando as antíteses perdem sua relação vital e seu poder de interação e conquistam a independência, é então que a filosofia se torna uma necessidade sentida.” 

G.W.F. Hegel

SEU CARLOS

"Usa a cabeça magro. Se não usar a cabeça acabará sempre tendo que fazer mais força."


Um axioma prático. Seu Carlos, cooperativado da Cooperativa Coolméia, Porto Alegre, 1988. do inédito e impublicável DIAS DE GLÓRIA.... 

UM LEÃO ENTRE ANÕES - OLHANDO UM LEONARDO DA VINCI INACABADO

"Em todo museu há quadros criminosos, quadros assassinos que esmagam todos os outros." 

Jean Cocteau


É a visão do inferno mais aterrador e esmagadora aquela coisa com uma personalidade assombrosa e gigantesca cercada de anões. Também sei disto e se aplica em muitos outros registros e seres: existem quadros que sufocam...como na literatura devem haver obras que sufocam e asfixiam todas as outras...não é a angustia da influência que assombra...o que assombra é a influência melhor ou pior...minha impressão triste é que a partir de um grande romance não se escreve mais nada...só outra coisa...uma obra de arte não tem par...Jean Cocteau e Igmar Bergman merecem bem mais atenção...pois ali onde tua piedade chega se funda mais uma covardia...coitadas das pinturinhas? Não...foi simplesmente assim...

MEUS ALUNOS

Sim, quero que meus alunos leiam em espanhol, em francês, em italiano, em inglês, em alemão, em russo, em japonês, em árabe, em grego, em Latin, saibam cantos yorubas, falem guarani e sejam poliglotas, letrados, filósofos e filosofas e tenho pena de ti que pensa que existe um único caminho, uma única língua ou doutrina ou ocupação para está nossa única vida. É nesta vida.

LUTAR SEMPRE

Não posso desistir de lutar, preciso persistir na construção de alternativas e devo sempre refletir sobre a responsabilidade.

A RESPOSTA QUE A CIDADE E OS SERVIDORES ESPERAVAM

Hoje, dia 5 de janeiro de 2017, pela manhã, quatro dias após assumir o governo, em entrevista coletiva, o prefeito Ary José Vanazzi e sua equipe deram uma resposta surpreendente para os seus adversários que produziram um caos na cidade e na vida das pessoas e que torciam para que a calamidade deixada não tivesse solução à vista. Eles parecem ter esquecido que a equipe de Vanazzi tem experiência em gestão pública e trabalho coletivo e que nenhum deles precisa alardear excelência em gestão ou bradar choque de gestão para trabalhar de forma determinada na solução de problemas e na superação de desafios. Subestimaram Vanazzi e sua equipe. Contra a dura realidade que os servidores públicos viveram com os atrasos dos salários de dezembro, contra a dura e decadente concepção de gestão do governo anterior que sequer fez transição e que não foi capaz de manter esta cidade bem organizada e progredindo e, eles ajustaram a gestão e as prioridades de gestão em quatro dias de trabalho e ainda encaminharam as respostas cabíveis e necessárias a este quadro geral, dando aos cidadãos e cidadãs desta cidade os primeiros esclarecimentos necessários para dirimir dúvidas sobre a dívida, reduzir as inseguranças e os problemas generalizados deixados a descoberto pela imperícia da gestão passada.

A minuta da coletiva é recheada de tomadas de posição, mas creio que elas afirmam claramente três coisas:

1. A irresponsabilidade com a gestão pública em São Leopoldo e o tempo da retórica da dívida acabou;

2. O desrespeito, o desprestígio e a desconsideração com os servidores públicos da cidade acabou também;

3. E, por fim, quem causar ou causou dano a este município será penalizado e responsabilizado criminalmente.


Na próxima semana o governo deverá adiantar outras medidas e estabilizar a situação para avançar no ataque e na dissolução de outros problemas deixados.

MEU TIO EMÍLIO

Preciso me despedir de ti Emílio querido, e muitos que te conheceram, saberão em minhas palavras porque e haverão de concordar comigo não pela beleza delas, mas pela relação delas contigo. Eu preciso dizer o que sinto e sei que tuas dicas, alertas, lições, abraços, apertos bem fortes de mão, incentivos, sorrisos, piadas, deixas, tiradas e que de diversas formas me eram dadas, a mim teu sobrinho, aos meus irmãos, teus filhos, sobrinhos, primos e muitos amigos e amigas, parceiros e testemunhas vivas e silenciosas, às vezes, de tuas passagens vão lembrar de teus momentos bons e muito bons. Te homenageio por vários motivos. Sei e tenho notícias de tua generosidade extrema com os amigos e amigas, os que necessitavam de apoio, pão ou até um empurrâozinho para fazer pegar o carro enguiçado da vida. Sei e tenho notícias de que eras um bom açougueiro, que teus fregueses não perdiam no peso da balança, na qualidade e que a carne era bem cortada. Afinal foi este teu ofício uma vida inteira. E gostava de fazer no capricho. Sei e tenho notícias e sou testemunha de tuas fortes convicções políticas. Petista de carteirinha e muita convicção como eu e que sempre me dava uma letrinha para cuidar disto ou daquilo, mas que principalmente dizia que se eu era trabalhador, honesto e verdadeiro não podia me michar para ninguém e não deixar me envolver com quem não presta ou que sequer me olhasse nos olhos. Sei também dos teus hábitos. Do teu gosto por andar e perambular pela cidade. De dar prosa e de encarar qualquer cidadão ou cidadã como um igual. Sei também dos teus cuidados e prudências. Você me disse que andar com quem não presta só trazia prejuízo e este teu conselho eu sigo muito. sei que gostava de uma aposta e que o gosto da vitória e da sorte era algo que te dava muito prazer e eu te entendo muito bem nisto. A surpresa no jogo é como um sinal divino de que algo inexplicável olhou por nós ou que a sorte ou uma espécie de janela nova se abriu na nossa vida. E eu sei como é bom encarar o inexplicado e como é prazeroso fazer descobertas no grande jogo que é viver neste mundo. Eras gremista, fazia blague com meu pai sobre o colorado, mas jamais deixou de ser um rival amigo, fraterno e que sabia a diferença entre jogar bem e vencer por jogar bem e fazer um belo esforço ou depender de um lance de sorte, da intervenção do Sobrenatural de Almeida. Tu e o pai falavam de Gol Espírita e eu sei que isso tem lá sua glória e que de vez em quando aparece este fenômeno na natureza e em meio à rotina aparentemente normal e burocrática do jogo de força, velocidade e inteligência que hoje assistimos. Sei de ti que as planilhas de controle nem sempre olham para o principal. Que é preciso ir além e que as vezes se vai muito além incentivando e apoiando mais aos outros do que a si mesmo. E jamais vou me esquecer mesmo de tudo que me deste em boa vontade, desejo de conhecimento e amor ao próximo. Me compadeço de ti, mas se eu chorar por ti será muito mais pela alegria e privilégio de ter te conhecido, do que por te perder, porque penso que ter tua passagem em minha vida foi um ganho, um grande privilégio e algo que me honrará para sempre. Alguns de vocês desta geração de 30 a 50 são pessoas que viveram a mudança do Brasil e as dores do parto que este país viveu para ter uma democracia e eu lutarei muito, trabalharei muito e vou continuar estudando, sorrindo, brincando e sendo sério quando necessário para que isto não se perca. Nós queremos ser homens livres, queremos que as mulheres, os negros, os pobres, os gays, os índios tenham todos direitos e que ninguém seja mais do que ninguém ou possua qualquer privilégio maior que os trabalhadores humildes que plantam nosso alimento, produzem, constroem e carregam no seu rosto as rugas do sol e que em seus olhos possuem o brilho das estrelas que abrem sonhos para uma nova humanidade. E eu sei que tudo que me deste me ajudou e muito a acertar na palavra, pois devo a ti a coragem - que em você talvez fosse muito maior do que em muitos outros - de erguer a voz e ousar contrariar o caminhar da boiada do mundo. E este meu discurso nos serve para expressar nosso amor, nossos valores e nossa fé no ser humano. Quem quiser entender que entenda. Quem não quiser que deixe assim. Que deixe disso ou que deixe de frescura. Nós estamos ai...estamos junto contigo...para sempre...muito obrigado...


Que meus parentes tenham conforto e fé no reencontro contigo na vida eterna!!!

A POLÍTICA DO CAOS, OS BANDIDOS E O QUADRO GRAVISSIMO DE SÃO LEOPOLDO

Um bilhão de dívida de herança é a expressão mais clara da incompetência e imperícia de gestão, de um choque destrutivo de gestão burra do nosso município e a contrapartida mais negativa possível das duas gestões de 2005 a 2012, que investiram mais de um bilhão na cidade captando recursos, com recursos próprios e gerando incremento dá arrecadação. O fato dá assessoria do ex-prefeito enunciar um montante de dívida corrigindo os números apresentados exibe também a má fé e o absurdo de uma gestão que não realizou transição e que entregou um caos na cidade desprezando os munícipes, os eleitores e cidadãos desta cidade e o bom senso recomendado quando se assume função pública. O não pagamento dos salários dos servidores, a falta de repasses dos recursos previdenciários ao Iaps, os buracos na cidade, as dívidas aumentadas sem investimentos no Semae, o fechamento de leitos hospitalares, as dívidas com fornecedores e os empenhos cancelados, mais dívidas de luz e telefones são uma demonstração clara de quem é que é o bandido nesta cidade. E não é necessário mesmo contratar uma consultoria externa para apurar isto com precisão e denunciar devidamente ao MP de Contas e ao Tribunal de Contas o nível de irresponsabilidade da gestão anterior. O tamanho do déficit é do tamanho dá falta de vergonha na cara dos gestores anteriores. Ary Vanazzi, Paulete Souto e suas equipes terão pela frente mais surpresas ruins? Provavelmente sim, então, mãos à obra e que o povo leopoldenses seja bem informado dá gravidade do quadro para desmascarar essa bandidagem e bando de gafanhotos que tentaram destruir esta cidade e colocar ela abaixo.

P.S. Em 3 de janeiro de 2017.

SOBRE VERDADES E MENTIRAS

Da educação que recebi e na instituição universitária em que eu estudei meia verdade é mentira e verdade parcial ou extemporânea ainda assim não é verdade.

domingo, 1 de janeiro de 2017

CHEGOU O DIA DA VERDADE!

VANAZZI toma posse hoje em seu terceiro mandato de prefeito de São Leopoldo e isto é um feito histórico, bem mais importante do que as opiniões superficiais e eventuais sobre o fato - e o texto do seu chefe de gabinete é bastante explicativo e informativo dando a dimensão histórica real disto.

Toma posse com a vice-prefeita e nossa colega professora PAULETE para reconstruir esta cidade que está toda esburacada em sentido literal e simbólico.

Ambos tem formação humanística e são bem letrados o que pode ajudar muito nesta reconstrução que também será a reconstrução da inteligência estratégica desta cidade.

E eu tenho muita esperança no êxito desta nova abordagem para uma cidade que viveu quatro anos de atraso e perdas, com uma gestão retórica, violenta e de muitas imperícias.

E os que duvidaram disto devem tirar uma aprendizagem desta experiência. E se aprenderem vão poder crescer, vencer e assumir com mais responsabilidade tarefas e compromissos públicos.

Aliás, no futuro a designação de pior governo da história da cidade vai ficar reservada com certeza para a gestão do "Dr." Moa e do Sr. Daniel Daudt.

Duvidaram alguns que Vanazzi poderia voltar. Perderam. Outros tentaram cassar seus direitos políticos à qualquer preço, título ou propósito. Também perderam e são aqueles mesmos notáveis e excelentes que labutaram só nisso nos últimos quatro anos ao invés de trabalhar em prol de nossa cidade. E outros entraram, julgando- se a si mesmos como portadores do destino, numa disputa cuja animosidade e retórica foi escancarada e apostaram na sua derrota. Também perderam. E, ainda, houve aqueles que tentaram ou torceram para impedir a sua posse, mas todos estes que aí estão agora - o que inclui os que vão voltar ao gozo de suas fortunas e mansões à beira mar, viagens e luxurias, e os que ficarão simplesmente desempregados - terão que reconhecer que ele venceu e crescerem, porque o tempo da brincadeira e da farsa acabou.

Espero sinceramente que todos os cidadãos e cidadãs desta cidade e os adversários que também são cidadãos, passem a adotar uma conduta bem mais civilizada, democrática, republicana e de respeito e, se assim for, ajudar de alguma forma a tapar todos os buracos desta cidade, colocar os salários dos servidores em dia, encerar e reparar todos os danos cometidos pela tal "excelência em gestão" e virar a página desta história sem choradeira, ranger de dentes ou infantilidades pueris.

O tempo do "choque de gestão" acabou, o tempo da gritaria histérica acabou e o tempo da violência e do desrespeito contra os servidores e cidadãos também acabou. Não entendam esta postagem como uma provocação ou um deboche, sequer pensem que há aqui arrogância ou desprezo, leiam ela apenas como uma despedida desta lógica. Não pagaremos com a mesma moeda todas as ofensas e liberdades que alguns tiveram sobre nós.

As diferenças ideológicas e políticas são muito legítimas e podem ganhar mais qualidade e ser um bem para a cidade se forem orientadas por seriedade, responsabilidade e sabedoria. A retórica vazia e a leitura torcida ou distorcida da realidade e os que tem simpatia à nova doutrina da pós verdade que pode levar nosso mundo a uma perigosa guerra doutrinária precisa ser superados pelo bem desta cidade e pelo bom uso de toda inteligência estratégica coletiva de São Leopoldo.

Ary Vanazzi vai trabalhar muito podem ter certeza, vai conversar mais ainda com o povo e dialogar com todos para que São Leopoldo saia deste buraco em que foi metida, seja pacificada e volte a crescer. Eu aposto muito nisto e espero que a boa vontade chegue aos corações de quem precisa entender porque isto é, de fato, muito importante para a nossa cidade, nossas vidas e o nosso povo!

O outro caminho - que não terá mais vez - levaria a cidade à mais danos irreparáveis, repetiria esta coisa típica de aventureiros, vaidosos e pessoas cujo caráter é medido pela ambição pessoal e não pela responsabilidade coletiva.


Bom domingo e feliz 2017.