sábado, 23 de julho de 2016

PROFESSOR IMPARCIAL? PREFIRO SER BEM HONESTO E VERDADEIRO

Esta semana quase que respondi para uma pessoa que comentou de uma forma superficial e bem provocativa minha extensa e argumentada postagem sobre o projeto escola sem partido. Ela, a certa altura do diálogo em que suas opiniões possuíam um laconismo quase estudado, acabou me perguntando se eu era um professor imparcial? Bem a única resposta que eu visualizei na hora, era acabar perguntado se ela achava mesmo que eu era desonesto? Depois conclui que a pessoa não ia entender minha contra pergunta, ou presumi que ela iria corcovear e acabar apelando para um discurso de vitimização, típico de quem tem crenças fixadas em grandes totens culturais e acabei não respondendo à pergunta delicada. Conclui por mim mesmo, em um certo solilóquio, que assim como não havia entendido nem encarado meus argumentos e minha extensa argumentação contra a tutela das consciências morais, culturais, intelectuais e políticas das pessoas, não haveria de entender a minha escolha em ser honesto ou simular alguma forma de imparcialidade, apolítica ou apartidária. E, assim, por isto entendi também porque ela tangenciava o conteúdo da minha postagem com aquela velha estratégia diversionista de fugir do ponto abordado. Ela reproduzia a lógica de evitar o contraditório e sempre levar o debate para algum tipo de disputa moral de sinceridade ou honestidade intelectual, se esquecendo que se é mais honesto assumindo posições do que escondendo elas em um pseudo véu de imparcialidade. Me lembrei do Sartori cujo partido é o Rio Grande, de alguns de seus cargos de comissão que só tem empregos e cargos políticos por uma vida inteira e que ficam argüindo que são técnicos e, também, me lembrei de um  grande mestre meu que me disse em momento importante de minha formação e numa espécie de crise de auto avaliação que todo conceito depende de quem confere. E fiquei pensando neste profundo abismo que nos separa, só isto...fiquei pensando na incapacidade de pensar de minha cara interlocutora para além do raso, para além do senso comum e da obviedade que transita no comércio das idéias chavão e do bate rebate ideológico que tanto rebaixa as discussões políticas, culturais e intelectuais no Brasil. Ela deve ter uma extensa bibliografia dos notórios bons moços ou deve assistir e decorar as platitudes de um Mannhtann Desconnection.


P.S.: E para ser bem honesto e verdadeiro devo dizer que não tenho certeza absoluta sobre as  minhas posições acima expostas, mas que porém tenho convicção de que estou sendo bem honesto e sincero nas posições que defendo e nem estou pensando em vencer algum debate, mas apenas em preservar o meu direito de possuir estas posições, expor estas posições e construir novas posições diferentes de outros que gostariam de me privar deste direito para impor alguma neutralidade ou forma insípida de pensamento. 

(obs. texto especial só para meus seguidores e frequentadores deste blog.) 

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