sábado, 4 de fevereiro de 2017

HOJE É DIA DO PUBLICITÁRIO - PARABÉNS A TODOS QUE DEDICAM SUA VIDA A VENDER UMA IDEIA, UM PRODUTO E NOS ALEGRAR COM ESTÉTICA, MÚSICA E CRIAÇÃO!

E uma lembrança afetiva eterna do meu amigo Milton Bender - meu e de muitos amigos e amigas - que era para mim uma figura impar e cuja trajetória tive o prazer de acompanhar desde os anos 70 como um jovem rebelde, selvagem, mas extremamente elegante, um verdadeiro gentleman em gentileza e polidez e o criador, numa passagem hilária e muito engraçada que ele narrou para mim e outros amigos, talvez da mais lendária campanha de publicidade da minha geração. A Starsax nos anos 80 tinha encalhado uma produção de shoes e o desafio publicitário era promover as vendas isso chegou até ele e a solução foi concebida em uma noite passando de carro próximo a estação férrea de São Leopoldo, hoje Museu do Trem, olharam para a estação e os trilhos e tiveram o insight de um andarilho romântico sobre os trilhos e com cenário da estação e trens e a pitada final foi a trilha sonora que segue abaixo HALL OF THE MIRRORS de Kraftwerk e BUM! A campanha estourou de um jeito que todos da época vão lembrar e a música passa a ser para mim indissociada da figura do Milton e de de sua maravilhosa passagem nas nossas vidas. E estou economizando aqui na narrativa - deixo a Igreja do Evangelho do Hexágono Pentagonal e muitos episódios, conselhos e troças bem finas da vida...

SOBRE PREGUIÇA MENTAL E RACIOCÍNIO SIMPLÓRIO

O senso comum orienta as pessoas para o raciocínio simplista e mais fácil e muita gente tira vantagem alta disto. Diversas profissões se sustentam nesta franca desvantagem entre a opinião do ignorante e ingênuo frente ao saber reflexivo e crítico. Na real isso vai continuar assim até mesmo porque os estúpidos e néscios são maioria e somente vez ou outra aceitam algum raciocínio mais complexo. Está regra das diferenças duras da vida arrebenta com nossas esperanças e espicaça o nosso idealismo, mas é verdadeira e é também chamada de realismo por alguns.

Uma palavra sobre estatísticas: Wislawa Szymborska

Em cada cem pessoas aquelas que sempre sabem mais:
cinqüenta e duas.

Inseguras de cada passo:
quase todo o resto.

Prontas a ajudar, desde que não demore muito:
quarenta e nove.

Sempre boas, porque não podem ser de outra maneira:
quatro – bem, talvez cinco.

Capazes de admirar sem invejar:
dezoito.

Levadas ao erro pela juventude (que passa):
sessenta, mais ou menos.

Aqueles com quem é bom não se meter:
quarenta e quatro.

Vivem com medo constante de alguma coisa ou de alguém:
setenta e sete.

Capazes de felicidade:
vinte e alguns, no máximo.

Inofensivos sozinhos, selvagens em multidões:
mais da metade, por certo.

Cruéis, quando forçados pelas circunstâncias:
é melhor não saber, nem aproximadamente.

Peritos em prever:
não muitos mais que os peritos em adivinhar.

Tiram da vida nada além de coisas:
trinta (mas eu gostaria de estar errada)

Dobrados de dor, sem uma lanterna na escuridão:
oitenta e três, mais cedo ou mais tarde.

Aqueles que são justos:
uns trinta e cinco.
Mas se for difícil de entender,
Três.

Dignos de simpatia:
noventa e nove.

Mortais:
cem em cem – um número que não tem variado.


Grato a Denise Bottmann, que pegou de um Edward Magro e de quem pego emprestado para distribuir para vocês meus amigos e amigas... Deve ser a mais dolorosa estatística, mas não temos muito o que fazer....

CONVENHAMOS, FORA TEMER!

A coragem e a iniciativa de reapresentar ao inquérito da opinião pública mais uma vez alguma discussão ou decisão aparentemente resolvida ou vencida, deveria ser vista como um ato virtuoso e de inteligência, e ao meu ver de preservação da saúde mental de uma sociedade. Porque não há nada mais imbecil do que persistir em um erro simplesmente porque para reparar o mesmo teremos que voltar atrás ou rever e julgar algo que parecia um avanço, antes de ser posto em prática, como um rematado fracasso. E é ato de burrice mais pueril, persistir na direção errada, somente por turrice ou resistência em corrigir a mesma. Uma sociedade que não corrige seus erros, jamais poderá atingir alguma forma de felicidade social. Aliás, este é também um dos ótimos motivos para defendermos a democracia e a possibilidade de troca de governos ou de sua manutenção - seja isto reeleição bem entendidas as coisas - como o melhor regime político possível. Por isso, também e mais uma vez: #ForaTemer

MÚSICA AFRICANA POR MANDELA

“A beleza curiosa da música africana é que ela anima mesmo quando nos conta uma história triste. Você pode ser pobre, pode ter apenas uma casa desmantelada, pode ter perdido o emprego, mas essa canção lhe dá esperança. A música africana é sempre sobre as aspirações do povo africano."


Nelson Mandela

SALVE EDEGAR PRETTO

Orgulhoso de ver a posse como presidente da assembléia legislativa deste guri que era piazito quando elegemos pela primeira vez o grande Adão Preto um gigante na luta pela terra, na defesa dos oprimidos e dos trabalhadores e trabalhadoras deste estado! Votos de sabedoria e firmeza Edgar porque em tuas mãos está o futuro do Rio Grande que vai passar por este parlamento em 2017! Votos de muita responsabilidade e tranquilidade para acima de tudo defender o povo trabalhador deste estado que te levou até esta cadeira em sua grandiosa possibilidade! Quem luta não teme a diferença, encara e realiza nosso projeto! Um grande e fraterno abraço! O povo no parlamento é a prova de que nossa esperança não é vá e não são vazios nossos ideais!

GENTILEZA GERA GENTILEZA?

Eu aprendi muito jovem a reconhecer um ignorante e um arrogante com o mesmo critério. Faço a mesma distinção, porque ambos são incapazes de agradecer a uma gentileza. O primeiro porque não sabe a importância disto e nem reconhece o gesto enquanto tal. Já o segundo porque é incapaz de agradecer ou retribuir a uma gentileza, simplesmente porque se acha mais importante do que os outros, superior e que cabe a eles satisfazerem sua nobreza ou superioridade sem nenhuma retribuição nem em troca e nem por acaso. Ambos são incapazes de responder a uma gentileza, não possuem gratidão e nem estima elevada pelo próximo. O selvagem desprovido de atributos sociais e culturais superiores, então, e o nobre sábio ou superior aquele que é provido ao seu ver de gigantescos atributos se igualam neste traço. Adoro gentilezas, respeito e consideração e gosto muito de retribuir, mas é em dias como este que eu tenho a mais firme convicção de que Rousseau tinha muita razão em seu pessimismo social e cultural, e como ele pelo mesmo motivo Thoreau - Kerouac - e diversos outros que olharam para o modo como nossa sociedade se organiza e como seus indivíduos se comportam e percebiam que não deu boa coisa e que algo de realmente nobre e superior como a gentileza tem pouquíssima possibilidade de receber consideração e estima e ser tomado como exemplo orientador da conduta. Gentileza gera gentileza e seria bem bom que isto fosse o caso, mas infelizmente muitas vezes não...e a consideração necessária para que isso ocorra não é geralmente ou igualmente distribuída entre todos os seres humanos.