segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

SONHOS DE ARISTÓTELES - CONSIDERAÇÃO DE 8 DE FEVEREIRO DE 2014

Também andei sonhando com velhas investigações sobre o NOUS em Aristóteles, algumas bobinhas de acadêmico viajandão, outras nem tanto...

E me lembro das estatísticas 90% Aristóteles e 5% no Segundo Wittgenstein e dou de ombros...aff....

Olho pela janela e fico pensando nas minhas iniciativas agora. Após meu encantamento com Platão no ano que passou, volto a pensar como quase sempre na diferença entre o que pode ser revelado e o que não pode ser expresso, entre o que pode ser dito e o que pode apenas ser mostrado.

Minha compreensão parece estar se desembaralhando de anos de devaneios, sonhos, ilusões, enganos, fantasias.

Mas porque agora?

O tempo da ação e do pensamento parecem ter se encontrado numa transversal...

Em meio a isso os dois maiores Aristotélicos que conheci me aparecem em sonhos...

Um deles parece quebrar a cara tragicamente em uma escada indescritível - Escher é pouco - uma escalada em busca da sala de aulas - mas nenhum deles é meu professor ou colega mais - em que o sonho me mostra e reapresenta basicamente a pergunta:

PORQUE OS FILÓSOFOS RESOLVEM TOMAR O CAMINHO MAIS DIFÍCIL ENTRE UM PONTO E OUTRO?

Só pode ser porque este é o único caminho que eles vislumbraram...

Não creio que tenha sido por tolice ou delírio....

Daí eu acordei e fui direto fazer umas buscas e recapitulei meio que de memória meus cadernos de notas de 1992 a 1996.

Em uma tragédia um ou outro sobrevive não pela sorte, mas pela confiança no próximo e em si mesmo...

E as vezes andar ao lado é melhor que andar na frente ou atrás em uma longa caminhada...


Mas é preciso andar com calma, muita calma, a maior possibilidade de engano está nas coisas mais simples pelo caminho...

P.S. provavelmente meus primeiros diálogos filosófico foram com Carmem Schroeder R.I.P. ( Caia). 

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