domingo, 28 de novembro de 2010

PREFEITOS DE SÃO LEOPOLDO - RIO GRANDE DO SUL - PERÍODO REPÚBLICANO

LISTA DE PREFEITOS DE SÃO LEOPOLDO – PERÍODO REPUBLICANO

1. Mj. Epifânio Orlando de Paula Fogaça 1892-1900

2. Cap. Florêncio da Silva Câmara 1900-1901

3. Luiz Lourenço Stabel 1901-1902

4. Guilherme Gaelzer Neto 1902-1916

5. Gabriel de Azambuja Fortuna 1916-1919

6. Cel. João Ferreira Firmo 1919

7. Mansueto Bernardi 1919-1923

8. Frederico Wolffenbüttel 1923-1924

9. Cel. João Corrêa Ferreira da Silva 1924-1928

10. Cel. Theodomiro Porto da Fonseca 1928-1944

11. Dr. Carlos de Souza Moraes 1944-1945/1946-1947

12. Dr. Arthur Ebling 1945-1946

13. Dr. Arthur Ferreira Filho 1947

14. Dr. Mário Sperb 1947-1951

15. Germano Hauschild 1951-1955

16. Paulo Costa da Silva Couto 1955-1959

17. Maria Emilia de Paula 1959

18. Dr. Siegbert Saft 1959-1963

19. Glodomiro Martins 1963-1969

20. Dr. Olímpio Sérgio da Costa Albrecht 1969-1973 / 1977-1982/ 1989-1992

21. Henrique da Costa Prieto 1973-1977

22. Manoel Luiz Nunes 1982-1983

23. Waldir Artur Schmidt 1983-1989/ 1993-1996/ 2001-2004

24. Ronaldo Feijó Ribas 1997-2000

25. Ary José Vanazzi 2005-2008/ 2009-2012


Nota: em virtude de um trabalho fiz este levantamento. Pode servir para orientar a reconstrução da história política da minha cidade natal. A principal fonte foi o site do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. É um site que recomendo, pois possui muitas informações importantes, ainda que penso que necessitamos fazer uma abordagem mais crítica da história da cidade em vários aspectos já é uma excelente fonte.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

REDES CULTURA: PROGRAMA DE GOVERNO TARSO GENRO E BETO GRILL PARA O RIO GRANDE DO SUL

Redes Cultura

O Brasil mudou nos últimos anos. Para melhor. Ultrapassou paradigmas, abriu-se para sua diversidade cultural. Foi líder e um dos principais signatários da Convenção da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovada em 2005 e ratificada em 2007 pelo parlamento brasileiro. Nesse documento, o Brasil expressa que a base de nossa identidade é a diversidade.

O Rio Grande do Sul é e sempre foi território de fronteira, de cultura híbrida, mestiça, mesclada em cores, raças, usos e cosmogonias provenientes de distintas tradições e cantos do mundo. O Estado acolhe uma população de origem muito variada, a qual, em sua totalidade, forma um dos povos mais diversos do Brasil.

Desde gaúchos mestiços do pampa, negros trazidos pelo escravismo, indígenas, portugueses
dos Açores e demais europeus que, em distintos períodos, vieram para povoar o território, os gaúchos habitam com a riqueza de seus costumes de norte a sul e de leste a oeste do território mais meridional do Brasil. Estado de culturas rurais, mas cada vez mais urbanizado, é ele também lugar de culturas urbanas em suas distintas periferias, muitas vezes invisibilizadas por suas versões pasteurizadas via cultura de massa.

Essa riqueza cultural é vista pela Unesco, inclusive, como fator propulsor de desenvolvimento
econômico e social, bem como importante fator de qualificação do ambiente social, do desenvolvimento coletivo e individual. É geradora de oportunidades no campo econômico, contribuindo cada vez mais com a geração de emprego e renda, principalmente aos mais jovens. Assim como a média mundial, cerca de 7% da economia brasileira é economia da cultura.

Nossa política cultural deverá ter um caráter indutor da economia da cultura, criando condições para a sustentabilidade das práticas culturais assim como dos grupos, pequenas empresas, cooperativas e associações de produtores e criadores culturais.

A gestão cultural será democrática e republicana, garantindo o acesso e a acessibilidade dos bens,
produtos e serviços culturais à todas as pessoas.

Deverá ser compreendida não apenas como entretenimento, mas como fonte geradora de valor simbólico (criativo e estético), civilidade, solidariedade e pluralidade.

Respeitar e fomentar toda a Diversidade Cultural do Rio Grande do Sul. As manifestações culturais
tradicionais, rurais e urbanas, étnicas e todas as linguagens artísticas deverão ter espaço, ações, programas e investimentos no Governo Tarso. Devem-se criar as condições onde as Belas Artes, os grandes debates intelectuais e acadêmicos aconteçam, assim como os Festivais de Culturas Populares, das Etnias e das manifestações da Juventude. Enfim, nossa política cultural deve contribuir para que o acesso e a produção cultural seja de fato um Direito Social Básico do Povo Gaúcho.

É preciso, também, reposicionar a cultura gaúcha no cenário nacional e internacional, romper
com a posição provinciana e isolada em que o RS hoje se encontra. Trocas culturais promovem conhecimento mútuo, autoestima, paz, solidariedade e tolerância.

Para um Estado que abrigou de forma pioneira o Fórum Social Mundial, é fundamental desenvolver
um programa de intercâmbio que, não apenas humaniza, mas complementa e amplia trocas
econômicas e simbólicas. Neste sentido, devemos apoiar as iniciativas da Agenda 21 da Cultura
e dialogar permanentemente com nossos irmãos e vizinhos da América Latina.

Propomos então os 13 pontos para a cultura do Rio Grande crescer no ritmo do Brasil:

1. Convocação de uma grande Conferência Estadual de Cultura e Conferências Regionais para
definir planos de metas e ações.

2. Criação de um Sistema Estadual de Cultura, articulado com os Sistemas Municipais de Cultura, constituídos de Conselhos, Planos e Fundos municipais de cultura, possibilitando unidade institucional, harmonização da gestão e assegurando ampliação dos serviços de cultura ao cidadão.

3. Esse sistema será alavancado por um Plano Estadual de Cultura com metas, objetivos e ações
bem definidos e articulados com as diversas áreas da cultura e todos os setores sociais, de forma democrática e com a ampla participação.

4. Criação e institucionalização dos Colegiados Setoriais e dos Planos Setoriais discutidos entre os diferentes setores culturais e/ou as diversas linguagens artísticas.

5. Fortalecimento do Conselho Estadual de Cultura como uma instituição independente e de representação plural e democrática, em conjunto com Conselhos Regionais e Municipais, definidores de políticas públicas.

6. Implantação do Programa Cidadania Cultural que tem como objetivo garantir o acesso à cultura da população de baixa renda a partir de um programa estadual de subsídio para espetáculos, exposições, apresentações, shows, recitais, cinema.

7. Implantação de 500 pontos de cultura, de leitura, pontinhos de cultura, pontos de memória e Cine Mais Cultura. 500 bibliotecas públicas modernizadas em todo o Estado e 500 projetos em todas as cidades do Estado, entre Teatro na Escola, Música na Escola, Autor Presente, Cinema na Escola, Cultura na Escola.

8. Qualificação e reestruturação dos espaços públicos de cultura do Estado como: bibliotecas,
museus, galerias de arte, teatros, estúdios públicos.

9. Implementação do Fundo de Apoio à Cultura–FAC – com recursos públicos e editais por setores culturais, desde o artesanato, as culturas populares, as culturas tradicionais, até a produção cultural urbana e de vanguarda.

10. Reforma da LIC, Lei de Incentivo à Cultura buscando torná-la mais transparente, democrática,
ampliando a distribuição e o acesso dos recursos disponíveis.

11. Reestruturação da Sedac (Secretaria de Estado da Cultura) compreendendo a ampliação do orçamento, a adequação da estrutura institucional e a transversalidade da gestão. Desta forma buscaremos uma maior articulação com os programas e editais do Governo Federal, parcerias e investimentos privados e internacionais e linhas especiais de financiamento através das instituições financeiras. Criaremos órgãos gestores para coordenar projetos e programas que
protejam e promovam a Diversidade e a Cidadania Cultural, a universalização do acesso à cultura e políticas de fomento à Economia Criativa. Garantiremos a transversalidade através do desenvolvimento de políticas conjuntas com as diversas áreas.

12. Estabelecer novos programas de fomento a criação, formação e profissionalização de artistas e gestores das mais diferentes áreas: no teatro, na dança, no circo, nas artes visuais, no audiovisual, na música, na literatura, na memória e patrimônio, no hip hop, no artesanato, além e dos novos campos da criação.

13. Fortalecimento da TVE e FM Cultura, como veículos de comunicação públicos e espaço de promoção e divulgação da diversidade cultural do Rio Grande do Sul, através da implantação de políticas de gestão democráticas, financiamento, programação, atualização tecnológica, adotando as medidas necessárias para migrar de sistema estatal para sistema público, garantindo uma atuação transparente, democrática, com autonomia sobre a sua programação.

domingo, 21 de novembro de 2010

REDES EDUCAÇÃO: PROGRAMA DE GOVERNO DA EDUCAÇÃO TARSO GENRO E BETO GRILL - RS

Redes Educação


É responsabilidade do Estado garantir o direito à educação pública, gratuita, laica e de qualidade social para todos. Qualidade social enquanto processo permanente, de formação integral e emancipação; conhecimento enquanto construção da identidade humana e meio de compreensão do
mundo, reconhecendo o contexto, as diversidades culturais, sociais e políticas, o respeito às diferenças, o avanço da sustentabilidade ambiental e o exercício da democracia.

A nossa Política Educacional tem como base a democratização da educação em três dimensões:
a democratização da gestão, do acesso à escola e do acesso ao conhecimento com qualidade social.


A democratização da escola deve garantir a todos o acesso e a permanência com aprendizagem,
independente da faixa etária e de sua condição peculiar de desenvolvimento. Onde se aprende a democracia pela vivência da gestão democratizada – do Sistema de Ensino à sala de aula. Onde o acesso ao patrimônio cultural acumulado pela humanidade seja garantido para que, em diálogo com os saberes populares, através da ação-reflexão-ação, numa perspectiva interdisciplinar, possa ser construído o conhecimento significativo, libertador, contextualizado, ferramenta de transformação, de emancipação e de humanização.

No caminho inverso, a herança do atual governo é demonstrativa do desmonte da educação: da afronta à dignidade dos trabalhadores à precarização física da rede de escolas, da redução da qualidade da formação dos estudantes ao esvaziamento da gestão democrática. A falta de professores, o enxugamento do apoio pedagógico, a falta de diálogo, de formação continuada e de investimento, são marcas que precisamos superar para a construção da garantia da qualidade social da educação para todos.

Já os oito anos do Governo Lula, instituíram um novo patamar de acesso e qualidade para a educação com o PROUNI, a ampliação das Escolas Técnicas – IFETs, da Rede Federal de Ensino Superior como o Unipampa, ampliação de investimentos em todos os níveis de ensino com construção do FUNDEB, realização da Primeira Conferência Nacional da Educação, ou seja, tudo isto com democracia.

Eixos prioritários de programa para a educação:

1. Assegurar uma Educação de Qualidade:


Mobilizar todos os esforços para que as escolas e espaços educacionais se tornem lugares de organização, construção e difusão da cultura: no campo das ciências, das humanidades, das artes e da tecnologia onde crianças, jovens e adultos aprendem a construir conhecimento.

Tal perspectiva deve materializar-se no projeto da escola, por intermédio da clara definição
dos fins da educação escolar, da reorganização dos espaços e tempos, da identificação de conceitos relevantes no processo ensino aprendizagem, da avaliação processual e diagnóstica voltada para a correção de dificuldades que impedem uma aprendizagem significativa,
da utilização intensa e adequada dos recursos pedagógicos e tecnologias educacionais, do envolvimento da comunidade escolar, do planejamento e gestão coletiva do trabalho pedagógico, da qualidade do ambiente escolar e de suas instalações, e, sobretudo, no investimento na qualificação e valorização do trabalho docente, por meio da garantia de formação inicial e continuada e de salários condizentes com a enorme responsabilidade e desafio de ser professor.

Estimular e garantir suporte a promoção de uma profunda Reestruturação Curricular nas escolas, com ampla participação da comunidade escolar e apoio das Instituições de Ensino Superior, visando à garantia do acesso ao conhecimento-aprendizagem para todos os que estão na escola, a partir da realidade contextualizada historicamente; da articulação do saber popular ao saber científico; da superação da fragmentação do currículo através da integração das áreas do conhecimento (interdisciplinaridade); do respeito às questões culturais e sócio-antropológicas; do incentivo à pesquisa da realidade e da dialogicidade, como método de construção social do conhecimento; repensando a reorganização dos espaços e tempos da escola, as relações de convivência, o planejamento da ação coletiva do trabalho docente; aprofundando os processos de avaliação diagnóstica, sistemática, investigativa e emancipatória, respeitando os tempos e ritmos de aprendizagem dos educandos, diagnosticando avanços e dificuldades, capaz de apontar todas as possibilidades de intervenção, de provocação, de desafio intelectual necessários ao avanço e a construção do conhecimento.

Com as políticas de acesso à escola desenvolvidas pelo governo federal, como o FUNDEB e a instituição do Bolsa Família, a educação pública está vivendo, de fato, a entrada das classes populares na escola. Elas vêm de outro universo cultural diferente da realidade com que a escola tradicionalmente lidou.

Aí, na escola padronizada, a diferença cultural é tida como problema de aprendizagem.
Além de repensar a escola, através do processo de Reestruturação Curricular, vamos construir em
parceria com as universidades a instrumentalização dos trabalhadores em educação através da garantia de espaço de pesquisa, estudo, formação continuada e recursos didático-pedagógicos e tecnológicos que supram suas necessidades.

Promover a participação do Estado nos convênios com o governo federal que dão acesso aos cursos
de graduação e especialização aos professores das redes públicas, bem como para a formação continuada, através da Plataforma Paulo Freire – Programa Nacional de Formação de Professores.

Buscar, em colaboração com os municípios, a universalização do ensino fundamental através de sua
qualificação pedagógica e da articulação de ações com outras políticas públicas, bem como criar o Pacto pela Educação Infantil consolidando políticas, diretrizes e ações destinadas à ampliação do acesso e qualificação deste nível de ensino no Estado.

Promover a Inclusão Escolar com responsabilidade, considerando os diversos espaços como parte
do processo inclusivo, respeitando o direito do aluno e da família, promovendo o aprofundamento do debate, da formação, dos apoios pedagógicos e de recursos humanos, das tecnologias, da acessibilidade e da inclusão em todas as instâncias da sociedade.

Retomar o MOVA-RS, buscando a superação do analfabetismo, numa perspectiva de educação popular.
Apoiar a iniciativa de projetos de educação não formal, fundamentados na Educação Popular e voltados ao atendimento de populações em vulnerabilidade social, bem como a formação dos educadores populares.

Desenvolver ações educativas na rede de ensino estadual sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Qualificar e ampliar a implantação do Pró Jovem pela Secretaria Estadual de Educação de forma articulada com o protagonismo da juventude.

Implementar oficinas de hip hop e oficinas de Cultura Popular, como teatro, dança e música na rede pública estadual de ensino.

Utilizar a Educação à Distância (EAD), em parceria com o governo federal, como alternativa complementar a educação presencial no desenvolvimento de competências, habilidades e conteúdos, e como instrumento de ampliação à informação, capacitação e educação no Estado.

Implementar progressivamente projetos de tempo integral, integrados ao currículo escolar, que valorizem todas as dimensões dos seres humanos, tanto no espaço escolar quanto em parceria com os espaços comunitários, buscando uma educação integrada ao contexto social do bairro e da cidade.

A partir do projeto de desenvolvimento que respeite a identidade e a cultura dos povos, possibilitar a constituição de Programas Alternativos para atender as populações indígenas, afrodescendentes, comunidades quilombolas, acampados e assentados rurais e urbanos, agricultores familiares e outras demandas de grupos sociais.

2. Democratização da Educação para construção da Qualidade na Educação Básica:

Criar a Conferência Estadual de Educação – CONAE/RS – ela terá o papel de desencadear o Planejamento Participativo com a construção coletiva do Plano Estadual de Educação, desenvolvendo um amplo processo de discussão, envolvendo as comunidades escolares, o conjunto de organizações da sociedade ligadas a educação, sindicatos, associações, conselhos, secretarias municipais de educação, universidades e o Conselho de Desenvolvimento Social do nosso Governo, garantindo o protagonismo dos professores.

Garantir a eleição direta por chapa de diretores e vice-diretores, interligada ao projeto político-pedagógico-administrativo e cultural da escola, com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar.

Contribuir para o fortalecimento dos Conselhos de Escola por meio de processos de formação de
Conselheiros.

Investir, em regime de colaboração com União e Municípios, no transporte escolar dos estudantes
– ampliando, com critérios de distância e de renda das famílias, para o Ensino Médio nos Centros Urbanos; incluir atividades de prevenção à saúde, em interação com outras secretarias de governo; implementar uma política pública de alimentação escolar qualificada, priorizando uma alimentação balanceada e o consumo de produtos agroecológicos locais.

Defender o repasse 50% dos royalties do Pré-sal para a educação.

3. A valorização dos trabalhadores em educação e relação de respeito e diálogo com o CPERS/Sindicato:


Para promover essa escola de qualidade social é necessária uma política de valorização profissional dos trabalhadores em educação, estamos empenhados em garantir a melhoria e modernização das condições de trabalho. Reconhecemos o Piso Nacional Profissional do magistério como vencimento básico da carreira, e assumimos o compromisso de criar as condições financeiras necessárias para o pagamento do mesmo.

Implementar a formação continuada e em serviço, financiadas pela mantenedora e em cooperação
com universidades; intercâmbio e troca de experiências nacionais e internacionais, mantendo o professor atualizado na área da educação e promovendo a recuperação dos professores enquanto produtores de conhecimento e promotores culturais pelo apoio à produção coletiva de materiais pedagógicos.

Realizar a qualificação do quadro de trabalhadores em educação através da seleção e admissão
por Concurso Público, substituindo gradativamente os contratos temporários e respeitado o Plano de Carreira e os seus direitos – orientada por políticas afirmativas para a composição dos quadros e direcionada para a comunidade indígena, negros, pessoas deficientes.

Manter uma política de diálogo e respeito à categoria, através de uma relação aberta e construtiva com o CPERS-Sindicato. Exemplo dito será a imediata liberação dos dirigentes sindicais regionais.

4. A qualificação dos espaços físicos, segurança nas escolas e criação de políticas que valorizem o esporte:

Resgatar a escola enquanto espaço de aprendizagem, ciência e cultura, de convivência respeitosa
entre os diferentes atores que fazem a educação. E neste sentido, a construção participativa de políticas e programas de enfrentamento à drogadição e violência nas escolas.

Estimular o esporte como prática de integração e desenvolvimento físico pleno e saudável através
da implementação de programas esportivos diversificados, dentre eles a construção de quadras poliesportivas cobertas, investimento em equipamentos, formação dos professores e a criação das Olimpíadas Estaduais, propiciando ao aluno o contato e a vivência com diversas modalidades esportivas, ampliando suas possibilidades de desenvolvimento e identificação.

Promover a recuperação física das escolas viabilizando a construção, restauração e reforma dos prédios escolares, abolindo totalmente as escolas de lata.

Garantir o pleno funcionamento dos laboratórios de ciências físicas, biológicas e de informática, espaços pedagógicos importantes para a formação e preparação dos estudantes.

Readequar o repasse trimestral de recursos às necessidades das escolas a partir do diálogo com as comunidades escolares.

5. O acesso da comunidade escolar à tecnologia e à cultura:


A garantia e qualificação da informatização da escola com acesso a todos os seguimentos da comunidade escolar, com a devida capacitação de gestores e educadores para utilização das novas tecnologias.

A implantação de um projeto que possibilite a cada professor ter seu computador, criando condições para o incremento de seu papel de educador pesquisador e facilitando a troca de experiências docentes.

Criar espaços de multimídia nas escolas estaduais, com recursos tecnológicos e em parceria com
o governo federal.

O investimento na escola pública enquanto referência cultural e de espaço comunitário, que acolhe e integra as manifestações da comunidade aos processos educacionais.

6. Acesso, suporte à permanência e qualificação do Ensino Médio e Profissional:


Nenhum Jovem sem Escola: Buscar a universalização do Ensino Médio através de um conjunto de
ações que passam pelo investimento na qualificação curricular, em tecnologia e inovação, na aproximação com o mundo do trabalho e na formação permanente dos professores. Para isso, construiremos políticas de suporte ao acesso e permanência com sucesso, como o transporte escolar - ampliando para os centros urbanos – a Bolsa Juventude e os estágios que complementem a formação e subsidiem a sustentação do jovem na escola.

A Educação Profissional e Tecnológica (EPTP abrange a formação inicial e continuada ou qualificação profissional; a Educação Profissional Técnica de nível médio e a de Educação Profissional Tecnológica de graduação e pós-graduação). Partindo desta compreensão e amplitude, o Governo Tarso desenvolverá uma forte Política Pública de Estado de Educação Profissional, em conjunto com a sociedade, articulada com as Políticas de Desenvolvimento, Educação Básica e Superior, Trabalho e Renda, Ciência e tecnologia, Agricultura e Inclusão Social.

Buscar a ampliação e qualificação do ensino profissional, bem como sua integração com o médio,
nas regiões urbanas e rurais, com medidas para garantir a permanência e conclusão com sucesso dos jovens. Para tanto, construiremos uma efetiva articulação da rede estadual com as redes federal e municipal, escolas comunitárias e Sistema S, constituindo um Fórum Estadual de Educação Profissional.

Investir na formação e na permanência dos professores do ensino técnico nas escolas e na recuperação de laboratórios e equipamentos e na articulação dos cursos com os arranjos produtivos locais e regionais, com a sustentabilidade e com a inclusão social. E, quando esta for uma alternativa, disponibilizar cursos de Educação à Distância.

Fortaleceremos a educação agrícola e do campo, articulando com as políticas de agricultura familiar e com os assentamentos da reforma agrária.

Essas medidas visam garantir de uma formação geral sólida e uma educação tecnológica no ensino
médio, como base para a inserção crítica dos educandos no mundo do trabalho e para a construção
de uma cidadania ativa, voltada para a transformação social e materialização de um projeto de desenvolvimento socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente sustentável.

7. O resgate, revitalização e consolidação da UERGS:


O resgate e reconstrução da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), garantindo gestão democrática e participativa, reconhecimento de todos os atos eletivos de seus gestores em todos os níveis, estrutura, condições de funcionamento adequado aos cursos existentes e qualificação dos cursos demandados pela comunidade regional no Estado.

Resgatar o papel da UERGS de promotora de formação de licenciandos conforme as carências regionais e propor que a UERGS se credencie como instituição formadora de quadros para a administração pública.

Vincular a UERGS novamente à área da educação.

Respeitar e construir a autonomia administrativa e financeira da UERGS. Dotar a universidade de orçamento próprio, mediante Projeto de Lei que garanta um percentual fixo de recursos vinculados ao orçamento do Estado.

Ampliar e transformar a UERGS em Instituição Universitária Referência na pesquisa, extensão e
construção de conhecimentos articulada com as comunidades e vocações regionais, valorizando
sua importância para o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambientalmente sustentável da sociedade e do Estado gaúcho.

Apoiar o resgate dos cursos de pedagogia da UERGS, voltando a Universidade para a formação de professores das redes públicas e comunitárias, em nível de formação inicial, continuada e pós-graduação, estabelecendo parcerias com as Universidades Comunitárias, Públicas e os Institutos Federais.

Zelar pelo cumprimento pleno dos dispositivos legais estabelecidos na Lei de Criação, Estatuto e
Lei de Cargos e Salários; a garantia, de forma permanente, do quadro legal previsto de técnicos e docentes, mediante concurso público, e eventual ampliação conforme definição do PDI – Plano de
Desenvolvimento Institucional.

8. A criação do PROUNI/RS:

Constituir no Estado um pacto de colaboração horizontal entre as instituições de Ensino Superior
pela qualidade, ampliação do acesso, pesquisa e formação de professores, onde a UERGS terá um
papel estratégico.

Criar o programa de suporte aos estudantes universitários, garantindo condições aos jovens de
famílias de baixa renda acesso ao ensino superior, de forma articulada com o sistema federal e instituições comunitárias. Estabelecer políticas de transporte, estágios, casas de estudante e criar a Bolsa Juventude, com a finalidade de viabilizar ao jovem carente a permanência e a conclusão do ensino médio e o acesso ao ensino superior.

NOTA: participamos da construção deste Programa de Governo na condição de membro da Setorial Estadual de Educação do Partido dos Trabalhadores. E este programa foi construído a partir de debates da formação da direção da setorial em encontro estadual, discussões regionais e debates temáticos em todas as regiões do estado do Rio Grande do Sul. Ele representa milhares de educadores e homens e mulheres que participaram desta construção.

Traz em si o acúmulo também das gestões democráticas e populares do PT e seus aliados em municípios do Rio Grande do Sul, das quatro gestões do PT na capital Porto Alegre, da gestão do companheiro Olívio Dutra no Governo do Estado de 1999 a 2002. E dialoga diretamente com o projeto de educação desenvolvido na gestão do Governo Lula de 2003 a 2010, com especial destaque para o período em que o companheiro Tarso Genro foi Ministro da Educação.

Não poderia deixar de registrar que este programa também é expressão articulada e dialogada de militantes sociais, sindicais, partidários e gestores públicos.

Muito apreendemos nesta longa caminhada e agora chegou a vez de aplicar com mais clareza um Programa de Governo que respeite a autonomia e a independência dos sindicatos perante os governos e partidos e, ao mesmo tempo, garantir que ocorra dialogo e uma construção para uma educação de qualidade e democrática para todos.

Não poderia deixar de registrar que, no nosso caso, participamos ativamente desta construção com muitos educadores da região do Vale dos Sinos e de São Leopoldo e que a nossa Administração Popular inaugurada em 2005 e reeleita em 2008 com 77,4% dos votos sob a liderança do companheiro Vanazzi foi capaz de executar integralmente o programa de governo então apresentado na eleição de 2004 o que tem possibilitado, sem perdas e sem retrocessos, grandes avanços e a construção de uma nova representação estadual para o educadores da região. A companheira Ana Affonso será nossa Deputada Estadual com fortes compromissos com este programa e articulará um grande diálogo entre os diversos atores da área.

Nossas tarefas e responsabilidades não aumentam nem diminuem com vitórias ou derrotas elas sempre são as mesmas a diferença principal é que com vitórias os meios para realizá-las estão ao nosso alcance.

Com a Vitória de Dilma no Brasil, Tarso no RS e Vanazzi governando São Leopoldo teremos agora a extraordinária oportunidade de avançar de forma mais articulada na realização do nosso grande projeto de sociedade.

Boa Leitura, Boa luta e muito trabalho.

Viva a Educação!!!

sábado, 13 de novembro de 2010

CAUSE WE´VE ENDED LOVERS - STEWIE WONDER

Sneaking kisses in the hall
Parting love notes are on the wall
Been each other's all and all each day
Lovers walking in the rain
So close we felt each other's pain
But now you say that love has died away

*'Cause we've ended now as lovers
Doesn't mean that we each other can't be friends
'Cause we've ended now as lovers
Does our love for one another have to end

I remember teaching you
On piano 'Tea for Two'
And how playing it wrong I kissed your hand
But when our love has gone and passed
Why does the good exceed the bad
Well that's one thing I'll never understand

'Cause I remember us at class
You were always the one to pass
And gave me answers right to see me through
But that was more than years ago
And who will love me I don't know
It's sad for sure but true it won't be you

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

POR CIMA DA CARNE SECA - CURIOSIDADES

Já faz um tempo que tenho falado desta expressão. E uso ela para mostrar aos alunos que por tras de algumas expressões típicas do cotidiano existem situações determinadas de onde estas expressões são originárias.

Eu interpreto assim: por cima da carne seca é a situação do dono da charqueada que fica olhando em panorâmica para os escravos que estão abaixo da carne seca colocando ou retirando o charque das varas da charqueada. Tô até vendo o seu moço na varanda da estãncia a visualizar a indiada e a negrada (sic) a estender as tiras de carne salgadas nas varas.

Dei até uma busca no google e, por incrível que pareça, a maior parte das interpretações leva para a história do charque, mas não mostra a situação apontada pelo dizer POR CIMA DA CARNE SECA.

Me lembrei de Heidegger que dizia que a interpretação existencial é superior a interpretação histórica, pois dá conta do contexto ontológico da ação.

Pensei que haveria uma perspectiva melhor que a minha suave e forçada interpretação da realidade.

Então fica assim: o dono da charqueada, senhor dos escravos, proprietário da estância e do gado não sente uma gota de sal nas costas. E muitas vezes deve ter passado por cima dos montes de carne seca para verificar quanto seria enviado para a freguesia ou quanto rendeu a última charqueada do verão. Por isto está por cima da carne seca.

Eita mundão véio sô...

sábado, 6 de novembro de 2010

POLÍTICA E RELIGIÃO: ALGUMAS ANOTAÇÕES PÓS-ELEITORAIS

Em meio ao debate regressivo imposto pelo adversário fiquei pensando na relação entre política e religião.

Todos falam em estado laico.

Sim o estado deve ser laico: governantes não devem promover discriminação entre credos religiosos, generalizar conflitos de poder na religião.

O respeito às diferenças não é só uma consideração institucional, é também o reconhecimento do direito à livre orientação e opção religiosa.

E o respeito às diferenças é também o reconhecimento do direito à livre orientação e opção políticas. Quando se mistura isto temos aí um par muito incongruente, porque orientações religiosas e orientações políticas tem em comum muitas vezes dogmatismos e concepções que tendem a irracionalidade quando se misturam.

Por isto devemos evitar esta mistura grosseira e regressiva, sob pena de começarmos a construir conflitos eternos entre sujeitos políticos e religiosos, uma regressão em tanto – O Brasil não merece isto.

Entre o fim do primeiro turno e todo segundo turno assistimos a isto, quase sem poder fazer nada em relação a isto, incluso porque o debate ficou contaminado por questões como terrorismo, aborto, ficha policial e etc. Foi uma atitude muito irresponsável do candidato Serra.

Na minha opinião foi um verdadeiro atentado a democracia brasileira, pois combinava os princípios do terror e do medo na esfera política.

É bom lembrar que Hitler usou os mesmos princípios contra os judeus e outros segmentos sociais.

Insuflando pânico alavancou um processo de violência que custou muitas vidas ao longo de 12 anos da história da Alemanha (1933-1945) e que para ser estancado custou muitas vidas ao longo dos seis anos da segunda grande guerra (1939-1945).

Vamos precisar trabalhar muito e debater seriamente para que este recurso sujo e irresponsável não vire uma constante nas eleições, seja por desespero, seja de forma criminosa e intencional.

Pensei e fiquei muito preocupado com a hipótese de virar lugar comum as religiões fazerem escolhas políticas e partidárias e os partidos fazerem escolhas religiosas.

Se acaba por discriminar este ou aquele partido e esta ou aquela religião. É este o caminho mais curto para a guerra e a rivalidade constante no seio da sociedade.

É preciso estabelecer acordos sobre isto com as religiões e os partidos políticos.

Precisamos evitar esta contagiosa regressão e perversão.

Porque daí advirão todos os conflitos possíveis com um caráter dogmático.

Como aliás assistimos nas últimas semanas da eleição que perpassaram.

Se a Política definir e escolher a Religião oficial ou parceira, e a Religião escolher a política parceira não teremos estabilidade social e isto que eu digo aqui deve dar uma idéia de quanto eu e muitos outros ficamos preocupados não somente com vitória ou derrota eleitoral.

Porque é uma péssima idéia combinar fanatismo religioso com fanatismo político e o debate completamente endiabrado do aborto fazia isto.

Que o estado deva ser laico e que a política deva evitar o recursos a religião, portanto, não é somente uma questão filosófica ou um princípio celeste.

É uma claúsula de preservação social que deveria ser respeitada com mais rigor por candidatos e partidos, e isto também vale para a gestão pública.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

TEORIA DO AUTO-ENGANO

Hoje comprei de novo, um livro que me foi de muito interesse em meados dos anos 90 e que eu li com intensa reflexão. Naquela época eu estudava duas coisas combinadas da filosofia moderna e contemporânea, de um lado a filosofia da consciência de Descartes a Kant e, de outro lado, a filosofia da lógica de Kant a Wittgenstein. Não preciso dizer que era um embrulho conflitivo este. Mas em filosofia bons problemas são assim mesmo.

Pois bem, na época de lançamento comprei o livro e emprestei para um parente que nunca mais me devolveu. Ou devolveu e eu não fui capaz de fazer o registro adequado. E andei, de certa forma, desde a primeira leitura do livro a 15 anos atrás até a sua recompra ontem na Feira do Livro de Porto Alegre, meditando sobre os problemas deste tema.

Comprei o livro antes de uma reunião da setorial estadual de educação do Partido dos Trabalhadores (autre chose). Onde você que me lê, deve imaginar que não nos permitimos auto-enganos individuais, muito menos coletivos, depois de diversos anos e experiências partidárias, sindicais e de gestão. Ou seja, é uma instãncia do PT-RS com acúmulo suficiente para ser extremamente rigorosa e qualitativa como os novos tempos nos exigem mais ainda. (detail)

Estava com saudades do livro e do tratamento que o autor dá a ele, porque na minha primeira leitura, a obra me suscitou um conjunto de interrogações de filosofia da psicologia, filosofia moral e da ação e, também, de teoria do conhecimento que me são muito caras desde o início da minha formação. E que, por fim, combinadas com a minha logiquinha elementar e minha interpretação da teoria do conhecimento e da filosofia da consciência me trazem bons e velhos problemas de filosofia.

O livro é o AUTO-ENGANO de Eduardo Gianetti da Fonseca e foi reeditado em versão Pocket Book pela COMPANHIA DAS LETRAS agora COMPANHIA DE BOLSO da EDITORA SCHWARTZ. Editora que surgiu justamente no primeiro boom das ciências humanas e sociais logo ali no início dos anos 90.

Ao retomar as reflexões me dispus a colocar, com todas as hesitações possíveis e ressalvas necessárias o debate em aberto para uma comunidade do Orkut. Para ver o que dali pode advir. E também para excitar os meus pensamentos com as intervenções dos jovens e não tão jovens filósofos que ali argumentam.

Assim:

TEORIA DO AUTO-ENGANO
Há já algum tempo que tenho pensado se proponho ou não um debate sobre este tema aos colegas de comunidade, incluso aqueles que não se consideram colegas. Minha dúvida em relação a esta iniciativa tem sua base na minha completa situação de pouca fé em relação a qualidade dos debates deste tipo de comunidade.

Para evitar a lambança tradicional e aos exibicionismos argumentativos.

Partirei do princípio de que somos todos honestos quando argumentamos.

Vou usar como base para exame e discussão da teoria o trabalho de Eduardo Gianetti da Fonseca que me parece resumir adequadamente, salvo correção de vocês, tanto a teoria geral do auto-engano quanto as implicações da sua admissão. Pelo menos assim me parece.

A questão inicial para mim é: Quais as implicações de uma refutação ou comprovação desta teoria?

Quem vai começar a argumentar contra ou a favor disso?

OBs. Peço desculpas de antemão se minha apresentação não é a mais adequada, e com isso aceito propostas melhores.

ORELHA DO LIVRO
Estarei usando a versão do Pocket Book da Companhia de Bolso, edição 2009.

Nesta edição o resumo que vou usar agora está na contracapa. (Poderemos, depois de avançarmos um pouco mais, providenciar um resumo mais técnico.)

Cito:

"Mentimos para nós mesmos o tempo todo: adiantamos o despertador para não perder a hora, acreditamos nas juras da pessoa amada, lembramos e esquecemos de acordo com nossas convicções. Para o nosso bem ou nossa ruína, o auto-engano permeia grande parte das opções e julgamentos que fazemos. Corrente também no plano biológico - um vírus altera a própria estrutura química para iludir o sistema imunológico -, esse fenômeno se baseia na capacidade que temos de acreditar que somos aquilo que não somos. O economista Eduardo Gianetti faz, aqui, uma reflexão profunda e original sobre a necessidade que tem o ser humano de iludir a si mesmo, bem como sobre as implicações éticas dessa tendência na vida pública e na vida pessoal."

SIC...