segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Vale tudo, golpismo e o ciclo de crise moral no Brasil

A lógica geral no Brasil leva sempre para o vale tudo e a sua pergunta chave: Como não ser traído na política brasileira?

É um vírus recorrente que vai ficando cada vez mais escancarado com este golpe, com o governo que este golpe constituiu, com o sistema jurídico que tornou por ações ou omissões isto possível e e em todas as esferas e ações que se sucederam.

Dos indicados ao STF aos acordos infra e supra partidários, no comportamento geral da mídia e de corporações poderosas como médicos, engenheiros, advogados, juízes e promotores, grandes e médios empresários, banqueiros e todo um sistema social que envolve a elite brasileira, seus espaços nas grandes corporações burocráticas, e com a tal classe média, uma parcela razoável do povo que segue na mesma lógica do vale tudo, não estou nem aí e do azar. Em que vemos bem estes ciclos de avanços e retrocessos que levam mesmo em média 25 anos ou uma geração para se constituírem e se dissolverem. ( Numa visão síntese da Denise Bottmann aqui)

Com ciclos positivos e negativos que dividem a sociedade brasileira como um pêndulo para a escória e imoralidade e, de outro lado, para a honradez e moralidade. Um ciclo que poderia ser chamado de Macunaíma e que não é difícil datar, marcar no tempo e nem apontar as personagens recorrentes.


A tal Mentalidade entranhada na sociedade brasileira e que é uma reedição ou repetição dá famosa Lei de Gerson: tirar vantagem de tudo, sem escrúpulos, sem vergonha e sem responsabilidade. Mentalidade esta que, convenhamos todos, precisa ser combatida, denunciada, derrotada, contestada e refutada para o bem deste país e do futuro justo pelo qual seu povo deveria lutar e não sucumbir à toda hora às facilidades, privilégios e salameleques.

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