segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

EM 2012 - O PRISIONEIRO DO PENSAMENTO

Hoje aconteceu de novo algo muito legal que me provocou a retomar o estudo do prisioneiro em filosofia e literatura, ou seja, como o pensamento filosófico e humano se isola do mundo circundante com o propósito de compreendê-lo e perde-se em si mesmo. O tal aprisionamento em sua própria cachola que leva a nossa cabeça a virar um depósito de crenças e que não bem resolvidas acabam te isolando do mundo. Perder-se muitas vezes em divagações e fantasias pode ser prazeroso e te levar a abordar a realidade de uma perspectiva não usual ou trivial, pode te levar a criar coisas novas e também a gerar novas referências para a vida. Mas em outras vezes fazer você se perder em construções de projetos e idealizações sobre a realidade que podem apenas ser quimeras ou abordagens pouco realizáveis. Existem por traz disto muitos problemas de base que são tratados como temáticas filosóficas: a linguagem, a percepção de si e do mundo, a conexão com as outras mentes e as relações de compreensão com outros indivíduos. Tal temática toca, por fim, nos nossos desejos e nas nossas necessidades. Alguns estavam pensando, na nossa formação, que iríamos lidar só com idéias, apresentações de ideias e formuladores de ideias.


As ideias que vamos acumulando ao longo da vida vez ou outra precisam passar por certo inquérito e eu penso que nossas crenças acumuladas ao longo da vida devem ser periodicamente interrogadas e confrontadas para nossa própria saúde social e cultural. Porém, nunca se esqueça que o pensamento surge e confronta-se sempre com a experiência e que não há nenhuma experiência mais marcante do aquela em que se realizam os desejos ou em que se satisfazem as necessidades...sejam elas quais forem...

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