terça-feira, 15 de novembro de 2016

NOTAS ORIGINAIS SOBRE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: a partir de uma postagem da Gisele Secco e dos debates lá (01/11/2016)

1.       É preciso ser uma disciplina obrigatória para que o ensino de filosofia não seja um episódio ou acidente histórico na educação brasileira. A filosofia precisa muito deixar de ser uma matéria esotérica para contribuir na educação e ser tratada com a dignidade e a propriedade que merece.
2.       Desculpe...eu creio que não podemos recuar. De um ponto de vista histórico e na perspectiva da educação brasileira é bem mais importante a filosofia. Ela está no currículo desde 2007 apenas e pode render melhores resultados se superarmos a fragmentação e o vale tudo de algumas formações que tendem a abrir espaço para uma espécie de ensaismo e este tipo de Abordagem tópica da Filosofia. Tenho mais argumentos contra. A profissionalização do ensino de filosofia dará ótimos resultados no futuro em diversos aspectos.
3.       A obrigatoriedade ao meu ver garante o estudo continuo ao longo do ensino médio de filosofia. Penso que isto é o fulcro do tema da obrigatoriedade. A superação da fragmentação envolve avançar no debate sobre o que e como ensinar. O ensaismo é para mim o modo como alguns lecionam solto o conteúdo de Filosofia. Creio que o argumento da transversalidade serve para colocar a filosofia em lugar algum do currículo ou num espaço de passagem.
4.       Preciso deixar um tempo maior para responder com o carinho e o cuidado que is colegas merecem. Neste exato momento estou numa escola pública discutindo na direção da escola a nova reestruturação curricular do governo Sartori que tem prazo até dez de novembro para contribuições e noto que este atropelo tem por objetivo justamente desfazer as organizações e os debates que já andávamos a fazer com mais qualidade.
5.       Se há acordo sobre a discussão de mérito na obrigatoriedade da disciplina resta mesmo a discussão da tática. Porém, creio que nos cabe sustentar e ampliar o apoio à nossa posição entre nossos colegas. Não podemos conceder e nem avalizar este retrocesso porque se o fizermos depois não teremos argumentos para reparar e corrigir este desvio e ensaio na educação. Estão brincando com a educação e a maior prova disto é propor e tomar medidas desta forma. Não podemos ser negociadores neste quadro sob pena de sermos responsabilizados por isto. É muito melhor assumir as alternativas de qualificação é organização da disciplina no quadro das ciências humanas e das demais disciplinas do que aceitar um recuo que irá desconstituir tudo que foi construído na filosofia brasileira desde a anistia em 1979. Vejam este tema no quadro histórico geral ainda que muitos prefiram recusar está leitura e mesmo muitos agentes importantes nesta construção tenham uma abordagem mais crítica do que positiva e afirmativa. Assim temos que fazer barulho e ampliar as adesões porque eu creio que isto ainda é possível para resistir e sinalizar a falta contra nós e nossa disciplina e contribuição na educação brasileira.
6.       Precisamos muito intensificar a nossa defesa e não ficar procurando fazer concessões à título paliativo. Se concedermos a disciplina será simplesmente extirpada. Sua transformação em conteúdo transversal terá graves consequências. Tentem pensar na cadeia de consequências da vaga na escola pública até a disciplina e o curso na universidade. O retrocesso será absolutamente arrasador. Não podemos nos sentir confortáveis frente s isto.

7.       Retomar a articulação de um manifesto dos professores universitários e do ensino médio sobre este e outros temas. Legitimar e dar retaguarda sós nossos representantes com este propósito e não fazer esta concessão de forma alguma. Não se trata de uma preocupação com nossos empregos, mas sim com o futuro do formação em filosofia e também do papel da filosofia na qualidade da educação.


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