sexta-feira, 21 de outubro de 2016

MÚSICA, SENSIBILIDADE, EDUCAÇÃO E HUMANIDADE



Descobri esta obra Low Roar logo que seu primeiro album saiu. Assim como diversos outros grupos e composições que tenho escutado e me ocupado apresentam lamentações - Radiohead, Massive Attack, et Bob Dylan, Neil Young para ficar por aqui - tenho notado que as tais lamentações envolvem "sempre" dois caminhos opostos e que se combinam nos tempos da gente. De um lado, a resignação que é sua face passiva, já de outro lado a agressividade que é sua face ativa e que é mais visível na indignação ou na canção de protesto ou, até mesmo na mera crítica social, seja ela irônica ou destrutiva. Fiquei pensando porque esta forma de expressão passa como que a dominar certa vertente da nossa sensibilidade contemporânea que mistura alienação, marginalidade, fuga e também uma forma interessante de isolamento que não é completo, pois mantém  seu vínculo com o bárbaro mundo impossível e muitas vezes insuportável. Me parece até que o melhor motivo para isto é que é reconfortante poder sair, poder expressar a queixa, mandar a carta para lugar algum, informar ao que já era e também sair dessa, com alegria, satisfação e nem muita pressa ou lentidão. Dar de ombros, grunfar um pouco e seguir. Vejo nos compassos como que de um galope lento ( Tum Tum Tum Tum Tum Tum) um sinal disto. O tempo vai passando e nós vamos indo, apesar de tudo, apesar de você e deste mundo... LOW ROAR:

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