domingo, 14 de agosto de 2016

DROGAS, ESCOLHA, LIBERDADE E RESPONSABILIDADE

Lembrando de um comentário sobre distorção da realidade e a livre escolha de usar drogas em aula e no hospital nesta semana. Tratava também em aula do mito da caverna a respeito da possibilidade de estarmos vendo de forma deliberada a realidade de forma distorcida. Perceber a realidade como enganosa na caverna e no uso de drogas e que talvez não haja realmente nenhum ganho em se ingerir drogas ou bebidas que apenas aumentam a distância do nosso mundo real e nos afastam dele, bem como, distorcem nossa percepção, nossa capacidade de resposta e de reflexão sobre a realidade. Isso sem falar no delay ou retardo em responder ou na ansiedade ou angústia aumentada que certas drogas provocam. E os personagens no cinema e na vida real que vivem isto a nossa frente são abundantes. As drogas entorpecem mesmo um indivíduo, de tal modo que seus usuários simplesmente não conseguem mesmo compreender o timing ou o ritmo e a velocidade do mundo real. Uma parte da nossa vida passamos vendo e experimentando e, em outra, vamos descartando mesmo o que não serve para melhorar coisa alguma na gente. Porém, vou lembrar também que tenho uma posição liberal em relação às drogas. Isto é, não sou careta e nem quadrado neste e em outros temas. Mas me considero aqui um liberal com responsabilidade. Não se trata do mero laisser faire simplório e demagógico ou de uma liberdade aprisionada na pequena consciência. Defendo, e já falei disto em diversas ocasiões, que as drogas, e incluo aqui o alcool, o tabaco, certos alimentos em excesso e outros tipos de opções que as pessoas escolhem adotar para ingerir ou consumir em suas vidas deveriam ser todas liberadas, mas que seus usuários deveriam assinar de forma deliberada e consciente uma espécie de termo de responsabilidade de tal modo que sejam responsáveis e imputáveis por todas as suas consequências em suas vidas. Isso significa que a opção pela ingestão ou consumo de drogas e o ônus pelo seu consumo deve ser de responsabilidade exclusiva do usuário, inclusive os custos de tratamento no sistema de saúde, os danos e ônus no processo educacional e etc. Quem quer se destruir que pague a conta. E eu sei o quanto isto reduziria os custos do nosso sistema de saúde que é extremamente comprometido com estas escolhas e suas patologias. O que eu mais gostei nesta matéria é o tema da liberdade de escolha consciente desta nova geração. Isso é um progresso. Afinal, como já dizia o Nei Lisboa em sua canção Prá Viajar no Cosmos não precisa gasolina... 

LINK para a matéria compartilhada pelo Luis Carlos Maciel que despertou meu comentário e texto: http://yogui.co/os-novos-hippies-do-seculo-21-nao-necessitam-de-drogas/   

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