domingo, 10 de julho de 2016

A KILOMETRAGEM LIMITADA DE UM HOMEM

Sentindo pela primeira vez em minhas pernas o peso de longas jornadas e caminhadas e comentando o grande esforço de uma amiga com a organização - grande Gisele Secco - de um evento no qual foi debatido o ensino de filosofia e também as ocupações (compartilho em seguida). No meu caso valem a jornada desde março do Fórum Social Temático, as agendas e atividades do Comitê Municipal em Defesa da Democracia e da Legalidade, as paralisações do CPERS e as ocupações do Alunos, as caminhadas, as viagens, as visitas, os encontros, as reuniões e diversas atividades ligadas à greve nas nossas escolas estaduais, assembléias, plenárias, visitas em câmaras de vereadores e outras cidades e todas as outras ocupações de estudantes e professores. A batelada de textos que escrevi e que auxiliaram na luta e na reflexão sobre ela e também toda a minha vida que neste período ganhou incrementos e outras ocupações intensas todos os dias. Também andei fazendo um esforço por muitas coisas assim, que me levou a pensar que  foi muitas vezes excessivo até para o padrão de dedicação tradicional que já é alto, mas também creio que valeu à pena. Nesta experiência descobri com uma certa ironia e utilizei em diversas ocasiões como auto ironia que todos nós devemos ser concebidos com certa kilometragem limitada e que devemos cuidar e zelar para não gastar toda ela tão rapidamente ou desperdiçar com o que ou quem não merece mesmo. E falo aqui de caminhar o dia inteiro por alguma coisa semelhante e sentir as pernas por dias. Mas também dizer que vale a pena caminhar e juntar as gentes sim e que eu sei que muitas outras caminhadas importantes virão destas pelas quais trilhei nestes intensos meses de luta, trabalho e afazeres pessoais...

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