sexta-feira, 3 de junho de 2016

DA RELAÇÃO ENTRE INVESTIGAÇÕES LÓGICAS E REFLEXÕES FILOSÓFICAS: KRIPKE

"Investigações lógicas podem obviamente ser uma ferramenta útil à filosofia. Elas devem, no entanto, ser informadas por uma sensibilidade para a importância filosóficas do formalismo e por uma generosa mistura de senso comum tanto quanto de um entendimento profundo dos conceitos básicos e dos detalhes técnicos do material formal utilizado. Não se deveria supor que o formalismo pode produzir resultados filosóficos de um modo para além da capacidade do raciocínio filosófico ordinário. Não há substituto matemático para a filosofia." (S. Kripke)


Saul Kripke - na tradução do Prof. Alexandre, nos serve aqui para pensar em formalismos e filosofia, ou na diferença entre raciocínio formal e raciocínio profundo...nem sempre aquilo que é chamado de "lógica" por admirados, calculantes, técnicos ou mecânicos, está absolutamente do lado da reflexão...ao contrário pode acontecer e acontece que muitas vezes o entendimento profundo e um raciocínio mais complexo desaprece ou se desmancha em sua estrutura a partir de um olhar que o reduza e/ou formaliza pelo senso comum...é claro que ninguém disse p-ara você que tudo se resolve com cálculo, mas você preferiria assim porque prefere a companhia do senso comum do que de qualquer argumento contra-intuitivo....compreendendo a proposição de Kripke - e espantando de outra forma aqui esta tendência guiada pelo ímpeto resolutivo e pelo impulso de urgência lógica a querer facilitar as coisas onde elas não são fáceis - deveríamos conseguir ter mais clareza sobre qual é mesmo a linha de fronteira entre raciocínios filosóficos ordinários e raciocínios filosóficos extraordinários?

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