sexta-feira, 27 de maio de 2016

PROFESSORES EM GREVE CONTRA A COVARDIA E A HUMILHAÇÃO: ESTE MASSACRE PRECISA DE UMA RESPOSTA

O vencimento mais baixo do país e um governo covarde que envia para as escolas um formulário de reenquadramento do difícil acesso que tal como um instrumento de avaliação mal concebido e mal elaborado, não tem serventia alguma para o propósito posto e que deveria ser corrigido e bem redigido, a não ser a de submeter professores e professoras à vergonhosa tarefa de produzir um lauda triste de sua história que levará a agravar mais ainda as condições de subsistência de todos os meus colegas que possuem este adicional em seus vencimentos. E uma humilhação grave e uma sujeição vergonhosa a que diretores e diretoras e suas equipes diretivas e de educadores e servidores são submetidos: ter que produzir um laudo que impõe mais sacrifícios aos seus colegas. Um governo terrível, nefasto e covarde que consegue ter a insensibilidade de impor aos trabalhadores que já sofrem um massacre que puxem a cordinha da guilhotina que lhes ceifará as cabeças. Muito desrespeito, muito desprezo pela vida dos trabalhadores e um momento doloroso da vida de muitos educadores que já perdem a cabeça e a tranquilidade todos os meses, e que perdem também a confiança para trabalhar com salários atrasados, 13° não recebido, inflação corroendo seus ganhos, e, além disso, sendo vilipendiados de um ganho sem que seja posto no horizonte o cumprimento da lei do piso salarial nacional que foi considerada constitucional e deve ser cumprida desde abril de 2011. MP, justiça e tribunais de contas, STF, STJ onde estão vocês? Porque procrastinar na imposição da lei do piso que precariza a vida de milhares de educadores ao governo estadual? Fico muito revoltado pessoalmente e junto com meus colegas com esta situação insustentável. E gostaria mesmo que todos os educadores se dessem conta de quão grave em nossa vida é tudo isto é que reagissem, aumentem a adesão de nossa greve até que fique claro e insuportável para a toda sociedade, para todo o estado, o massacre que vivemos e que se passe a nós respeitar, garantir nossa subsistência, alimentos e condições de vida e de trabalho. Pois este massacre não pode prosseguir. Precisamos barrar. Ter o menor vencimento básico do país é muito grave, mas é ainda pior quando se sabe que um adicional será cortado dos nossos contracheques por pura covardia de um governo, com franca humilhação das direções de escolas e em alguns casos com a falta de reação de uma parte da categoria que possui inteligência e força suficiente para barrar isto se estiver mais unidade e determinada, ainda mais com a ajuda dos estudantes e de toda sociedade que quiser vir junto com a gente na defesa da educação, do educadores e dos estudantes, nossos filhos, nossos irmãos, nossos concidadãos. Tenho certeza que a covardia não é o partido do Rio Grande!

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