quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SOBRE UM DIA NORMAL

Não sabemos bem como classificar esta narrativa acima. Mas podemos ver algumas hipóteses a respeito disto. E nem todas hipóteses, é claro, serão arroladas aqui. Por exemplo, para começar, quando esta pessoa usa a figura de seu pai em uma analogia entre a escada assassina e o dia normal, pareceria que ele estivesse repetindo aqui mais uma vez uma satisfação de um impulso maníaco ou prolongando da sua relação com seu pai falecido como forma de sustentar o acesso aos seus velhos hábitos de menino e às suas referências recorrentes. E a analogia entre um dia normal é a a escada assassina nos deveria levar para um dia normal e assassino, mas isto não faz sentido algum para nós. Por outro lado, ele também pode estar com uma grande expectativa – de vida ou morte, ascenção  ou queda - em relação a determinado acontecimento e, por tal motivo, estar criando este ambiente ou espaço para tal acontecimento. Pode também, enfim, como a maioria das pessoas sensatas reflete sobre tal situação, estar apenas pensando em bobagens. O que lhe ocorre recorrentemente quando está mais uma vez, entre outras tantas, simplesmente desocupado. Ou, por fim, para não enfastiar o leitor casual aqui, está na verdade a cerzir uma narrativa preparatória ou introdutória a um grande acontecimento que quer nos contar, mas não sabe bem por onde começar.

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