terça-feira, 19 de janeiro de 2016

QUEM VAI VENCER AS ELEIÇÕES DE 2016?



O enigma das eleições de 2016 não é tão difícil de ser decifrado. Não é só a crise de representatividade que será a tônica, mas também o fim de um tipo de discurso bipolar, ora depressivo, ora ufanista que vai acabar. Da minha perspectiva, o eleitorado tende a reparar e superar por descarte apostas e aventuras de 2012 e 2014. E isso não vai atingir um único partido como alguns dos magoadinhos e chorões gostariam. As crises econômicas, as agitações e manifestações sociais ocorridas, as batalhas do impeachment, o blá blá interminável sobre corrupção, culpa, decepção e o discurso da desgraça vai ter um limite. Creio que aquela parte do eleitorado de 30% que se desloca entre esquerda. centro e direita, nas eleições de 2016 tenderá a depurar mais seus votos. Fará uma operação cognitiva e prudencial, ou seja, vai tentar olhar melhor para as opções e evitará riscos. Tenho pensado nisto como uma espécie de racionalização ou em algo parecido a isto. O discurso depressivo, depreciativo, de culpa, vingança ou ódio, assim, não vai levar a melhor na eleição. O discurso ufanista, mágico e dos vendedores de ilusões também não vai levar a melhor. Ainda que alguns eleitores por perfil psicológico tenham por hábito ficar mais na choradeira do que na reflexão no período eleitoral. A crise pega os de baixo bem mais do que os de cima como se pode ver, mas os de baixo vão tentar se estabilizara mais ainda no juízo político. Não anda nada difícil saber quem é quem mais. Assim, penso que os candidatos com cabeça fresca, idéias claras e boa vontade são a chave para começar a construir uma nova política com humildade, sem exageros e nem excessos. Não adianta vender ilusões de que tudo está bem, mas também não adiantará em nada ser o candidato ou candidata da crise. A busca de estabilidade com mudança de qualidade será a tônica e a diretriz do raciocínio da maioria do eleitorado. Aqui só algumas pistas....

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