sábado, 30 de janeiro de 2016

FILÓSOFO, ARGUMENTOS, LEITURAS E DEBATES



Concordo plenamente com um amigo meu chamado Alexey que escreveu um texto explicando sua relação com a filosofia  e também interpelando provavelmente algum comentário maldoso que recebeu. Em praticamente todos os pontos que discriminei e entendi do texto dele. Ser de fato um filósofo ou não, logo se design ar filósofo ou não, a vantagem de um curso de filosofia expressa pelo reconhecimento da necessidade de aprender a ler os textos, considerando o que o autor disse e descartando o que ele não disse, o estudo e o compreender certo número de filósofos razoavelmente adquirido no curso, mas não todos os filósofos, a necessidade de, em respeito ao próximo, argumentar e dar razões para concordar, discordar em parte ou em tudo, ou julgar as posições, opiniões e os argumentos de outros. O que também vale para as crenças e convicções que quando criticadas ou contrariadas também requerem razões e a apresentação de razões. Também, além disso, sou formado em filosofia, licenciado e bacharel com uma especialização que é produto de um mestrado incompleto, mas isso não me torna filósofo de per si. Sou apenas um professor de filosofia com o tal diploma e aproximadamente 20 anos de carreira no ensino médio. Não sou filósofo, não somente no sentido pitagórico, porque não possuo a sabedoria por inteira nem por todo o tempo, como também porque ainda ando procurando ela muito mais através das ideias, conceitos, métodos e teorias, das buscas e dos  achados e perdidos dos outros pensadores do que dos meus próprios. Nesse sentido me vejo como alguém que tenta ensinar e transmitir as reflexões de outros colocando talvez uma pitadinha das minhas. E isso não é uma declaração de humildade, nem auto depreciação, muito menos uma declaração de ignorância para efeito heurístico ou impressionista. Isto é apenas uma forma de dizer que não me julgo original, por mais que possa parecer. Isto é uma forma de dizer que não creio estar trazendo nada de novo, mas sim apenas reapresentando num outro tempo, num outro espaço e por outros meios velhas ideias e algumas novidades que são apenas desdobramentos delas, interpretações delas e também, em alguns casos mesmo, distorções e criações sobre velhas ideias. Também concordo que é preciso argumentar para concordar, discordar, divergir ou criticar. E assim como a mera negação não é refutação, a reiteração e afirmação simples de uma mesma ideia não a torna verdadeira. Do mesmo modo a repetição de uma conduta ou o hábito não torna esta ação ou outra mais justa do que qualquer outra ação excepcional. Então, isso significa que não é correto ficar repetindo uma conduta só porque a maioria a tolera ou aceita, nem muito menos desconsiderar certa conduta simplesmente porque poucos a adotam. E nesse caso, ainda que sejam raros textões no facebook e ainda que poucos argumentem de fato sobre alguma coisa aqui - alguns se limitando a reapresentar boatos ou opiniões sobre as coisas - disso não se segue que não devamos dar razões, nem muito menos argumentar com cuidado sobre nossas posições e opiniões aqui. E a parte legal - e é por isso que estou te comentando - é que muita gente mesmo sem ser filósofo ou filósofa tem contribuído para mudar certo panorama e padrão dos debates. E ainda que argumentar não seja a regra, já há certa compreensão de muitos sobre esta necessidade, ainda que muitos não o façam por falta de tempo em alguns casos, em outros por falta de encorajamento e em outros por ainda estarem pensando se seria o caso de fazer isso ou se valeria a pena fazer tal coisa. Mas mudou, basta lembramos do que já foi um dia para nós aqueles debates, incêndios e lambanças de orkut de dez anos atrás. Ainda que existam trollers por ai... já tá passado da hora isso...a questão fundamental, enfim, não deveria ser vencer o debate mesmo, mas sim argumentar da melhor forma possível em relação ao ponto, porque assim todo mundo ganha ao ler algo e mesmo que discorde o fará com razões e com clareza dos motivos.

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