domingo, 17 de janeiro de 2016

"DON´T BELIEVE IN YOURSELF" - David Bowie, Quiksand, 1971.

Contemplo este olhar do Deleuze que nem por isto vira um símbolo sacro do pensamento e vejo que ele parece nos mirar dizendo "acreditas nisto mesmo?". 


Um olhar da desconfiança suavizada por um carinho intelectual. Ontem falei da filosofia errada como uma piada de quem a pontua ou de quem crê saber a diferença de fundo entre esta ou aquela. Mas sim, é claro que é preciso fazer uma filosofia boa - talvez a atitude típica da tal cabeça que possui algo como uma filosofia certa seja somente algo mais reflexiva sobre si mesma, sobre seus impulsos e ideias, sobre suas crenças, talvez ela tenha que dizer um gigantesco "talvez não" em muitos momentos e em outros "talvez sim"...dizer mais vezes NÃO SEI e mais vezes ainda perguntar Qual a efetiva importância disto para nossa vida? E é claro que ser mais tolerante, respeitoso, considerar o outro como digno a priori - mesmo com suas tolices, idiotices, burrices e estultícies - seja sim uma cultura dos afetos, o resultado nobre da nossa reflexão e da nossa superior inteligência na relação com o outro....do outro lado ficam aqueles que acreditam que vão resolver algum problema da humanidade sendo brutais, violentos, impositivos, fortes e poderosos. Deixo para pensar a dúvida então: ACREDITAS MESMO NISTO?

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