sábado, 19 de dezembro de 2015

CREIO QUE NUNCA SERÁ A ÚLTIMA CHANCE

Na última vez que ouvi um lema parecido com isso Yeda Crusius havia recém sido recém indicada ministra do planejamento de Itamar Franco - Período de 26 de janeiro de 1993 - até 10 de maio de 1993- e foi inepta para ficar lá pelo menos e produzir uma política real e efetiva para o estado brasileiro - e avida continuou e só depois e bem depois que o plano real apareceu pelas mãos de outros...

E se fosse de fato a última chance seria a última chance não somente de Dilma, mas também do Brasil..porque nenhuma das outras opções - o que inclui o PMDB em suas três versões - Liberal, Nacionalista-estatista e desenvolvimentista, nem o PSDB que é liberal de casca e autoritário de essência apresentou qualquer resposta ao cenário econômico. Todos eles querem o poder para colocar o Brasil naquela ladainha que o pessoal aqui de São Leopoldo já conhece e que o Rio Grande do Sul está dolorosa e terrivelmente descobrindo NÃO FAZER NADA PORQUE A CULPA É DOS OUTROS, DO PASSADO OU DO PT.

Levy não caiu porque o PT o derrubou...vamos ser mais claros aqui. Levy caiu porque era Fiador de uma Política de Juste fiscal para satisfazer a banca e a tropa que queria isso, mas nem a banca sustentou isto e nem a tropa teve coragem de votar nisto no congresso...

A derrisão decorrente do apoio da FIESP ao Golpe/Impeachment, antecipada pela frase mais canalha da vida de FHC de que "o mercado quer o Impeachment", combinada com as ações de boicote no congresso contra o governo e qualquer uma das medidas do ajuste fiscal e também a queda do índice de investimento do Brasil em três agências de risco derrubaram o ministro...

Além disso faltou a ele a construção de um discurso - o que não é rotulo, nem etiqueta e nem slogan - de perspectiva para o povo brasileiro. Não adianta fazer o discurso que alegra os economistas liberais ou neo-liberais que não administraram coisa alguma com sucesso na vida. E se juntares à bancada de analistas econômicos que nos últimos 15 anos andam cantarolando nos midias e nas bancadas de telejornais não aparece um com programa de gestão de política econômica exitosa e bem aplicada, nem em cidades, nem em estados e nem, muito menos, em países da dimensão do Brasil.

É bem triste ver a opinião pública sendo manipulada por injeções de insegurança e de desânimo porque agora vai aumentar a dívida pública, mas nada aumenta mais a dívida pública do que a recessão e a estagnação da economia.

Nelson Barbosa terá, na minha opinião, dois meses para construir um programa de reação ao quadro econômico.

Até lá Cunha será reduzido à pó, Temer vai sentar na cadeirinha de pensar e a oposição irá sofrer duramente com o avanço das investigações e dos processos. Não é preciso ser vidente para perceber que os processo avançam sobre as suas contribuições na deterioração do estado brasileiro. Isso não quer dizer que o PT não vai pagar caro, nem que não deva dar uma endurecida e uma radical correção na conduta de muitos de seus portadores de mandatos não. Mas anda ficando mais rigorosa e urgente a necessidade de abolir de vez os desvios.


Dilma conquistou a chance de poder responder ao quadro com mais ofensividade e clareza e o povo receberá muito bem a apresentação de uma perspectiva de saída da crise econômica e de virada de página na crise política. Acabar com o desemprego e a inflação e derrotar a oposição é o caminho e isso não será feito sem colocar os devidos pingos nos is.

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