quarta-feira, 1 de outubro de 2014

SOBRE DEBATES, ABSURDOS E PEQUENEZ POLÍTICA

O debate de ontem e os outros anteriores  causam muitas discussões hoje. 

E uma destas discussões que tem sido freqüente antes das eleições e durante todo este período eleitoral é sobre a reforma política e as atuais anomalias e absurdos que assistimos nas eleições.

Estas cosias acontecem por termos ainda um sistema político que precisa mesmo de aperfeiçoamento e precisa de salvaguardas legais que o protejam tanto de monopólios quanto de minipólios sem representatividade.

O sistema atual é leniente com a pequenez, é permissivo com a desfaçatez e não tem mecanismos que corrigem em sua forma as imperfeições e incongruências  partidárias.

Aceito a lei da ficha limpa como um ótimo instrumento para a depuração, mas creio que haveremos de ter outros instrumentos para impedir o assalto a recursos do fundo partidário de agremiações artificiosas e personalistas.  

Eu, que tenho respeito pela tradição liberal, no entanto,  não entendo e nem creio que a democracia deva ser sinônimo de vale-tudo. 

Mas o atual estágio é este mesmo quase tudo que ocorre em volta desta eleição representa para mim, mais uma safra de as dores do parto de uma democracia como a nossa que clama por uma reforma política, partidária e eleitoral.

Eu queria partidos melhores, partidos sendo mais respeitados pelos seus próprios correligionários, propostas políticas sérias e que as posições políticas ficassem cada vez mais claras no debates.

Gostaria que se criasse e instituísse uma clausula de barreira e um regime de correção de tal modo que houvesse como eliminar os partidos que sucessivamente são criados que não obtém por mais de três eleições representatividade. 

Creio que estes pensamentos minoritário que não representam muitas vezes 1% e outras nem 5% da população brasileira deveriam sobreviver sendo abrigados em partidos com propostas mais gerais e menos sectárias. 

Em outros casos vejo também coisas até mais graves que a não representatividade.
Alguns que vazam suas palavras sem reflexão é que deveriam ser tratados psiquiatricamente  antes de se apresentar no espaço público.

Me pergunto mesmo, se não haveria alguma forma de pedir ou exigir um laudo psiquiátrico das criaturas que tem aparecido? 

Porque algumas candidaturas são efetivamente aventureiras e débeis, com pouca representatividade, com partidos sem consistência alguma ou sofrem daquele males bem conhecidos discerníveis  como monomania, mitomania ou megalomanias.

 E elas e eles deveriam ser tratados para o bem da sociedade, dos seus familiares e deles mesmos. 

E em alguns casos talvez após serem tratados poderiam nos ajudar de fato a construir uma democracia neste país. 

Alguns poderiam me criticar pelo que digo, considerar um exagero o que digo, mas ninguém me convence do contrário, pois vejo nestas personagens ameaças claras à nossa democracia e á nossa sociedade. 

Não dá para aceitar que certas coisas sejam ditas sem o menor sentido ou razoabilidade na nossa democracia e ninguém diga nada contra, não haja nenhuma censura pública ao que é dito e isto também vale para alguns comentários descabeçados em meios de comunicação. 

Vejo que ainda há aquele espírito de vale-tudo que deveria ser superado na nossa democracia para chegarmos a um estágio ou patamar mais elevado de debate político de disputa de propostas e programas. 

Ao ver, por exemplo, Marina e Aécio dizendo que Dilma não tem planejamento na área de minas e energia, me dei por conta de que aquilo foi uma grande piada de mau gosto.

Ambos dão mostras ali de que brincam com  a verdade ao sabor dos seus interesses e propósitos enganadores e manipuladores, pois o máximo que eles poderiam dizer com um mínimo de rigor é que não concordam com o planejamento dela, mas não que não houve planejamento.

E olha que estou falando do Grupo G3, dos candidatos com mais de 10% dos votos neste pleito nacional. 

E isso mostra também esta tendência do vale tudo levar à falta com a verdade ou com o rigor no uso das palavras. 

O mudancismo de baixa densidade e pouco conseqüente nos trouxe isto, espero que volte bem melhor daqui a quatro anos. 

E que para superar esta pequenez, as pessoas votem em deputados e senadores sérios e comprometidos com a reforma política e com disciplina partidária, cujos discursos não dêem sequer uma gota de possibilidade de dubiedade, ambigüidade ou vale-tudo.

E que do nosso querido Mampituba para cima e do Mampituba para baixo, as coisas melhorem também. 

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