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quinta-feira, 10 de julho de 2014

OS CARTOLAS E O INEXPLICÁVEL

Curti uma postagem de um grande amigo que fala dos êxitos da CBF na gestão do Ricardo Teixeira, mas discordo. A mesma postagem recorre a curto circuíto para explicar ou esconder uma explicação do resultado dentro do processo histórico do futebol brasileiro e da história de formação desta seleção que levou 7 a 1. Tudo se passa, para o mal da nossa própria razão, como se a derrota fosse um epífenômeno isolado no processo. Temos - como quase sempre - que ir para além das aparências aqui, situar no tempo e perceber as diferenças com clareza. Não admito o recurso ao termo curto-circuíto, apagão, branco que redunda em tratar o que ocorreu como inexplicável. Na minha análise é fundamental entendermos que não basta termos excelentes jogadores e colocá-los em um time há menos de dois anos e tentar bater seleções que treinam, jogam e trabalham juntas há mais de 8 anos como é o caso da alemã. Os alemães tem o entrosamento e a disciplina que falta ao futebol brasileiro e a esta seleção. Investem em continuidade e regularidade em sua seleção faz muito tempo. Os alemães jogam tanto juntos e a tanto tempo juntos que passam bolas com menos erros, passam sem olhar contando com a disciplina de posicionamento dos jogadores e ainda podem se dar ao luxo de fazer quase tudo isso com economia de dribles, em alta velocidade e finalizando de primeira. Respeito muito a inteligência e capacidade de análise do meu amigo em diversos temas, mas na mesma porta que você concede ao INEXPLICÁVEL, entra o maravilhoso mundo de Bob, o reino da fantasia que acredita que se vence partidas por mágica dispensando a lógica e o trabalho coletivo continuado e organizado. Dai num dá. E não uso isso para ver em Felipão ou Fred os elementos fundamentais da anatomia da derrota, ambos e os demais jogadores são consequência de uma lógica que explora e ganha muito dinheiro com o futebol brasileiro e investe muito pouco em uma seleção. Isto pode ter dado certo antes, mas levou a um time que tomou sete a um. O escore alargado deveria nos servir como lição e não como recurso ao SOBRENATURAL DE ALMEIDA. A cartolagem e o padrão de gestão que ela impõe já era meu amigo e enquanto não entendermos isso, vamos tributar a fatores mágicos e do reino do maravilhoso nossos sucessos e nossos fracassos.

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