quarta-feira, 2 de outubro de 2013

HOLDERLIN, BENJAMIN, HEIDEGGER, HANNAH ARENDT E PLATÃO

Encontrei um poema de Holderlin, muito lindo hoje, Curso da Vida, assim como encontrei também Walter Benjamin na área de literatura de uma certa biblioteca e fiquei meio espantado, surpreso e pensativo em relação ao destino da obra dele...e as correspondências de Heidegger e Hannah Arendt....concluo: Somente quem ama de verdade pode ver sentido em cartas de amor...e me deu um lampejo: que todo filósofo que é digno de ser lido e que atinge alguma forma de sabedoria deve ter seu momento de delírio, um momento de muito risco frente o qual ou sucumbe ou lhe ultrapassa de vez para atingir alguma  forma de superação e compreensão de sua alma concuspiciente ou irascível - como diria Platão - e não há nenhuma alternativa digna se não se passar por isto...Porém, a adversativa se impõe aqui: isto não significa que ergueu-se definitivamente o domínio de uma alma racional sobre este homem ou esta mulher..o ser prossegue, cede espaço, cede convívio, mas vezenquando retorna e se impõe de novo sobre ele mesmo....tolos e idiotas aqueles que acreditam numa grande supremacia da razão sem pagar as contas do bar e sem enfrentar as paixões ainda uma outra vez....você não precisa ler isto, nem aceitar isto, nem muito menos compreender e tudo continuará exatamente como sempre esteve no mundo...Porque? Não sei!

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