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domingo, 1 de julho de 2012

UM TRAÇO DO DISCURSO POLÍTICO GAÚCHO


"Levanta-te para ser visto por todos, Fale alto para ser ouvido por todos e fala pouco para ser aplaudido por todos...."

Alceu de Deus Collares (PDT) ontem na convenção do PT que consagrou Ronaldo Zulke (PT) e Guerino Rosa (PSB) como candidatos a Prefeito e Vice de São Leopoldo...

que momento...nos batemos, mas também sabemos abraçar nossos adversários...e eles conseguem nos surpreender e nos educam com suas lições...

Lições que mostram por onde as coisas começam e de onde as coisas vem.

...e por onde tem andado nesta longa estrada da vida...este discurso se não me engano vem de um velho caudilho gaúcho chamado Batista Luzardo que era bem mais do que simplesmente corajoso....o famoso mensageiro que uniu Assis Brasil lider dele, Oswaldo Aranha, Getúlio Vargas na Aliança Liberal que leva à Revolução de 30... 

Batista Luzardo e muitos outros, como Leonel Brizola - que postei uma foto aqui na semana passada, tinham aquela caraterística comum a alguns políticos, líderes e militantes gaúchos...

é aquele tipo que Erico Verísismo caracterizou perfeita e completamente no Capitão Rodrigo Cambará...e talvez cujo personagem histórico de maior grandeza tenha sido mesmo este: Gaspar Silveira Martins (não um Pinheiro Machado) - o senador gaúcho mais poderoso da história que conseguiu manter-se na transição do Império para a República com muitas intervenções políticas...

quando falava em uma casa ou sala, todo o povo na rua ouvia nitidamente suas palavras....


Paulo José Pires Brandão em  seu livro Vultos do Meu Caminho, assim o descreve:


"Alto, corpulento, grandes óculos, barba toda aberta e branca, pele muito vermelha. Voz de trovão, gesto largo, não sabia falar baixo, e mesmo quando palestrava era em tom de discurso, e a sua voz clara, sonora e forte invadia a sala onde estava, os corredores, o hall, a casa inteira, atravessando a rua. Não falava ao ouvido de ninguém, não dizia segredos, nem os tinha, mesmo porque a sua voz não dava diapasão para sussurros, não murmurava: tonitruava". (veja-se na WIKIPEDIA)

Os camaradas de campanha chamam isso também de Boi Corneta....mas naquele tempo era muito marcante....


a imposição da vontade pela imposição da palavra num discurso....

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