domingo, 24 de julho de 2011

SL-FEST, AMY, UM HINO, LIED, SCHUBERT E O PONTO MÁGICO

He he He

Cheguei em casa agora. Após um longo dia na organização da 20a São Leopoldo Fest 2011. Minha primeira edição, aliás, como organizador. Muito trabalho, mas tudo bem, tudo exatamente como deve ser e como já era esperado. Graças ao grupo e aos parceiros de atividade. Espero que os meus amigos aproveitem e curtam. Mesmo trabalhando muito estou gostando. Tá valendo a pena.

A atividade legal de hoje foi acompanhar a gravação do Anonimous Gourmet e lembrar de velhos tempos – nos anos 80 - em que ele não era o Anonimous e eu não era o professor e gestor que sou hoje. Tempos de Bar do Beto – na esquina mágica - e uma cervejinha na boa, com bolinhos de bacalhau. E transcorreu tudo muito bem na produção. E Rogério Tosca, meu baita colega, me deve uma foto.

A marca triste do dia é a morte da Amy Winehouse. Que voz linda!

Bem mais importante, para mim, do que a lenda da morte aos 27 anos é o fato dela e dos demais deixarem esta marca absolutamente extraordinária na história da música. Vá em paz!

Para os meus amigos astrólogos, fui até espiar o mapinha da cantora na Astrotheme.

Nossa. Tem as conjunções mais incríveis que já vi.

Para os não especializados: a moça tinha muitas usinas de força de difícil gestão.

É muito difícil viver com tantos excessos. Se você pensa nas drogas faço questão de dirigir vossa atenção aos sentimentos dela. Aquilo que vém antes das drogas.

Poderíamos chamar de um complexo em confiito e intensidade muito singulares.

Numa abordagem moderna: um complexo cujas escolhas são difíceis e limitadas e na qual a pessoa pouco ou com muita dificuldade consegue resistir a forte tentação de se consumir e de investir intensamente em algo.

Nela resultou na mais perfeita arte do canto.

Outra coisa foi procurar a Partitura do Hino da Alemanha para banda ( escrito por Haydn em 1797, muito antes - quase 80 anos - da Alemanha se unificar adveio:Das Lied des Deutches ).

Encontrá-lo inteirinho e pesquisar sobre a história dele. E, em meio a isto, num bate papo sobre o programa do Coral Municipal da P´roxima segunda-feira encontrar um momento para lembrar de Schubert.


Franz Schubert. Nossa que gênio. O cara escrevia em quardanapos e folhas de pão em meio a porres homéricos de cerveja ou chopp como queiram. E jogava fora ao lixo aquilo que considerava imperfeito segundo o seu humor.

Escrevia espontaneamente e achava o resultado ruim. Se voc~e conhece alguém assim, vá aprendendo a se surpreender. Há um g~enio habitando esta pobre alma que sobrevive neste grande vale de lágrimas que é o mundo.

Os amigos de Schubert, logo perceberam isto e guardavam os rascunhos. Algumas desta sobras estão aí para o nosso espanto.

Como diz minha querida colega Liana: 64 Lieds. Ufa...

Schubert morreu aos 31 anos, e, agora – esta coincidência, nasceu no mesmo ano em que Haydn compôs o Das Lied des Deutches.

O Hino da Alemanha que vocês escutaram muitos domingos com as vitórias de Michael Schumacher na fórmula 1.

O hino alemão é, na minha opinião, um belo hino.

Tanto ele como o da Inglaterra tem um toque majestoso e espirituoso ao mesmo tempo.

E ambos exigem ou permitem, na minha modesta opinião: belos arranjos vocais.

A Evelyn – esta menina genial que parou de escrever no seu blog, diria que é toda a alma de um povo. Ali te dizendo algo.

A parte legal desta história provém do fato de que as Lieder são as mães da canção moderna, ou seja, o romantismo alemão deu liberdade formal para canções cujos arranjos são realizados sobre uma melodia razoavelmente simples e que tem seus desdobramentos compostos num curto espaço de tempo.

Adoro esta combinação verbal e modal: um curto espaço de tempo.
Mais que uma singela contradição em termos, me parece uma expressão da liberdade criativa.

Uma frase repetida com pequenas e carinhosas variações....ha ha ha...e você sonhando numa busca de um sentimento.....com aquela emoção suscitada pela música.

Uma frase repetida com pequenas e carinhosas variações....ha ha ha...e você sonhando numa busca de um sentimento que voc~e não consegue entender.

Com aquela emoção suscitada suavemente por uma canção, pela música.

O Coral Municipal está cantando um Lied de Schubert: Der Lindenbaum.

Já coloquei aqui no meu Facebook numa bela gravação de Fischer Dieskau e noutra de Thomas Hampson.

Quem gosta de canto e música deveria passar um tempinho comparando as duas.

A suavidade basilar de Fischer e a força do timbre de Thomas.

Como encontrar um ponto entre os dois?

Não sei!

Não preciso saber tudo!